Genética

Por que poucas pessoas querem fazer residência em genética médica?

Por que poucas pessoas querem fazer residência em genética médica?

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Já pensou em fazer residência em genética médica? A especialidade está entre as menos corridas do país. De acordo com dados da Demografia Médica no Brasil, divulgado em 2020, a especialidade tem menos de mil titulados.

A especialidade faz parte das residências menos concorridas. Vale lembrar que o Brasil possui 55 especialidades que são reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

O que leva a baixa procura pela formação em genética médica?

Não é nenhuma novidade! Quatro especialidades dominam o interesse dos médicos brasileiros há anos. São elas: clínica médica, pediatria, cirurgia geral e ginecologia e obstetrícia.

Segundo a Demografia Médica, cerca de 40% dos médicos especialistas fizeram residência em uma das especialidades citadas anteriormente.

Maiores opções de locais para trabalhar e o fato dessas especialidades serem pré-requisito para outros programas de residência são algumas das razões para essa alta procura.

SABER MAIS SOBRE AS ESPECIALIDADES MAIS CONCORRIDAS

Contexto atual da especialidade

A especialidade de genética médica foi reconhecida pelo CFM no ano de 1983. Em 1986, na busca pelo pleno conhecimento da especialidade, fundou-se a Sociedade Brasileira de Genética Médica.

O primeiro programa de residência havia sido criado em 1977 e sete pessoas se formaram.

Atualmente, há nove locais que oferecem vagas para esse programa no Brasil. São eles:

  • Hospital das Clínicas da Faculdade de Ciências Médicas UNICAMP
  • Hospital Universitário Professor Edgard Santos-Universidade Federal da Bahia (HUPES-UFBA)
  • ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – DF
  • Hospital das Clínicas – UFMG
  • Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira – Fiocruz – RJ
  • Hospital de Clínicas de Porto Alegre – UFRGS
  • Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP
  • Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP
  • Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP

É importante pontuar que o número de vagas ofertadas para residência dessa especialidade é relativamente baixo em relação aos demais programas (em torno de 5 vagas).

O que isso tudo significa? A genética médica é uma especialidade “nova”, que vem ganhando maior notoriedade à medidade que a medicina avança e que crescem as possibilidades de investigação e tratamento de doenças que antes eram negligenciadas.

Em relação a distribuição de profissionais desta especialidade pelo Brasil, há estados do país com apenas um especialista, como é o caso do Amazonas e do Acre.

O que preciso saber desta especialidade?

A especialidade é responsável pelo diagnóstico, seguimento, tratamento e aconselhamento de pacientes com doenças genéticas. Atualmente, a especialidade encontra um espaço muito amplo de atuação, principalmente no Sudeste.

O especialista em genética, geralmente, precisa lidar com doenças raras. É dele também a função crucial na constituição de uma equipe multiprofissional, que trata do mesmo universo de doenças ainda pouco elucidadas. Em sua maioria, o profissional especializado em Genética Médica cuida de doenças congênitas e/ou incuráveis para a medicina atual.

Um médico geneticista ganha em média R$ 6.042,95 para uma jornada de trabalho de 23 horas semanais. De acordo com pesquisa do site Salario junto a dados oficiais do Novo CAGED, eSocial e Empregador Web. O período analisado foi de Outubro de 2020 a Setembro de 2021.

A faixa salarial fica entre R$ 5.515,33 e R$ 10.711,84 (teto salarial de 2021).

SABER MAIS SOBRE A ESPECIALIDADE

Sugestão de leitura complementar sobre genética médica

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