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Prematuridade: o que é, etiologia, fatores de risco e mais!

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A prematuridade consiste no nascimento do feto transcorrido entre 22 e 37 semanas de gestação. Antes deste intervalo, considera-se abortamento (já que não há viabilidade fetal), e posteriormente, um parto a termo (≥ 37 e < 42 semanas) ou um parto pós-termo (≥ 42 semanas).

O bebê prematuro pode ainda ser classificado em:

  • Pré-termo tardio: nascimento com ≥ 34 semanas;
  • Pré-termo moderado: nascimento com ≥ 30 e < 34 semanas;
  • Pré-termo extremo: nascimento com < 30 semanas.

Etiologia da Prematuridade

A prematuridade é multifatorial, sendo originada tanto por causas evitáveis, quanto não evitáveis. Veja a seguir algumas delas:

  • Sobredistensão uterina, que ocorre, por exemplo, na polidramnia e na gestação gemelar ou quando há miomas ou malformações uterinas, como hipoplasia e defeitos de fusão;
  • Rotura prematura de membranas ovulares (RPMO), também denominada amniorrexe prematura, que pode ser primária ou secundária (a infecções, principalmente);
  • Gestação de alto risco, que pode levar ao parto prematuro por dois mecanismos: 1) as alterações endócrinas podem levar ao aumento da contratilidade uterina; 2) devido às complicações maternas e/ou sofrimento fetal, o parto prematuro deve ser indicado;
  • Hemorragias da 2ª metade da gestação, principalmente placenta prévia e descolamento prematuro de placenta (DPP);
  • Incompetência istmocervical, que se caracteriza pelo encurtamento e dilatação do colo cervical antes do fim da gestação, sendo a origem de abortos tardios e partos prematuros;
  • Infecções, que além de elevarem a cinética uterina, podem causar corioamnionite, responsável por desencadear o óbito fetal ou RPMO;
  • Iatrogenia, havendo a interrupção da gestação motivada por patologias maternas ou fetais ou por conta de cesariana eletiva com idade gestacional erroneamente calculada.

Fatores de risco da Prematuridade

Os fatores de risco estão relacionados a etiologia. Entre eles se encontram:

  • História de prematuridade: este é o principal fator de risco, de forma que uma grávida que, anteriormente, teve filho pré-termo deve ser acompanhada de maneira mais atenta;
  • Fatores anatômicos, tanto uterinos quanto cervicais, como a miomatose uterina (com miomas múltiplos ou volumosos) e o colo curto (<25 mm);
  • Gestação múltipla;
  • Polidramnia;
  • Infecções sistêmicas e doenças sexualmente transmissíveis;
  • Drogas (tabaco, cocaína, álcool);
  • Estresse e ansiedade: fatores estressores podem desencadear alterações hormonais, entre elas a liberação de ocitocina pela hipófise posterior, o que culmina nas contrações uterinas.

Prognóstico

A relevância dada ao tema em questão de deve ao fato de a prematuridade ser a principal causa de morbimortalidade infantil, sendo responsável por 75% da mortalidade neonatal e 50% das sequelas neurológicas. Logo, a prematuridade é a ocorrência gestacional que mais se deseja evitar.

Ademais, a criança pré-termo, na maioria das vezes, está fadada a retardo do crescimento, deficiências visuais e auditivas, assim como também está mais suscetível a enterocolite necrotizante e a síndrome da angústia respiratória do recém-nascido.

Estes dois últimos acometimentos podem ser evitados através da administração de corticoide 24 horas antes do parto. Entenda melhor no tópico CONDUTA.

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