Pós Graduação

Pressão alta: sintomas, diagnóstico e tratamento na UBS

Pressão alta: sintomas, diagnóstico e tratamento na UBS

Compartilhar
Imagem de perfil de Sanar Pós Graduação

A pressão alta ou hipertensão arterial (HA) consiste em uma doença crônica definida por níveis pressóricos sustentados acima do recomendado. Ou seja, PAS (pressão arterial sistólica)  ≥ 140mmHg e ou PAD (pressão arterial diastólica)  ≥ 90 mmHg.  

A hipertensão é uma das doenças mais comuns no mundo, acometendo em torno de 1 bilhão de pessoas em todo o planeta. No Brasil, essa doença  afeta cerca de 30% da população adulta e até 60% dos idosos.

Fisiopatologia da pressão alta

A maioria dos casos de HAS são enquadrados como primários ou essenciais. Esse é o tipo de pressão alta idiopática, ou seja, que não se consegue identificar uma causa específica para o aumento dos níveis pressóricos. 

De acordo com a literatura, acredita-se que esses casos são decorrentes da interação de vários fatores de risco. São eles: 

  • Idade
  • Sedentarismo
  • Pela negra
  • Excesso de comidas com sódio
  • Sexo feminino
  • Sobrepeso/Obesidade
  • Fatores genéticos
  • Excesso de álcool 

O indivíduo que tem a pressão arterial elevada, também tem um aumento da força que o sangue exerce sobre as paredes dos vasos. Dessa forma, o choque entre o sangue e a parede é intenso e constante. Esse choque acaba favorecendo a ocorrência de lesões por todo o sistema cardiovascular e também lesões em órgãos-alvo (LOA).

Quais os sintomas da pressão alta? 

Inicialmente, a pressão alta é assintomática. Quando os sintomas começam a se manifestar o paciente apresenta: 

  • Dor na nuca
  • Cefaleia
  • Tontura
  • Zumbido no ouvido
  • Fraqueza

Como fazer o diagnóstico?

Na grande maioria dos casos, a pressão alta se apresenta de forma assintomática. Por conta disso, na maioria das vezes o diagnóstico acaba sendo feito em consultas de rotina. 

Dessa forma, pacientes que apresentem alterações nos níveis pressóricos devem ser questionados sobre um possível diagnóstico prévio de HAS. Além disso, outros tópicos devem fazer parte da sua anamnese como: 

  • Histórico familiar
  • Presença de fatores de risco específi-cos para doenças cardiovasculares
  • Hábitos de vida

No exame físico devem ser observadas informações como:

  • Dados antropométricos 
  • Exame cardiovascular completo 
  • Aferição da pressão arterial

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o ideal é que adultos com PA ≤ 120x80mmHg realizem a aferição da pressão ao menos uma vez a cada 2 anos. Além disso, na primeira consulta, é recomendado que a pressão arterial seja medida em cada um dos membros superiores e com o paciente deitado, sentado e em pé. Os pacientes que têm PA acima do valor de referência devem realizar a medição anualmente.

Em pacientes com PA ≥ 180x100mmHg já se fecha o diagnóstico de HAS. Por outro lado, uma PA elevada com risco baixo ou moderado requer uma avaliação mais precisa antes de fechar o diagnóstico. Os exames solicitados para pacientes com suspeita de HAS serão: 

  • MAPA 
  • MRPA.
Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia

Classificação da pressão arterial

De acordo com a diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a PA do paciente poderá ser classificada em 3 categorias: 

  • Normotensão
  • Pré-hipertensão 
  • Hipertensão (que pode ser dividida em 3)
Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia

Tratamento na unidade básica de saúde da família

O objetivo primordial do tratamento da hipertensão arterial é a redução da morbidade e da mortalidade cardiovascular do paciente. Na unidade básica de saúde (USF), o paciente tem acesso a uma abordagem multiprofissional. As principais estratégias para o tratamento não-farmacológico da HAS incluem as seguintes: 

  • Controle do peso
  • Adoção de hábitos alimentares saudáveis
  • Redução do consumo de bebidas alcóolicas 
  • Abandono do tabagismo
  • Prática de exercício físico regular

O tratamento farmacológico é realizado seguindo o fluxograma a seguir: 

Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia

Conheça a nossa pós-graduação em medicina de família e comunidade

Desenvolva o raciocínio clínico e prepare-se com flexibilidade para o atendimento seguro dos principais casos encontrados na APS. Nosso curso é Híbrido:

  • Aulas Online
  • Experiências Práticas Online e Presenciais

Prepare-se para a especialidade que vai transformar a saúde do país!

Referência bibliográfica

  • GOLDMAN, Lee; AUSIELLO, Dennis. Cecil Medicina. 25a ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.
  • Sociedade Brasileira de Cardiologia. VII Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. Rev. da Soc. Bra. de Cardiologia. Vol. 107. No 3. Rio de Janeiro, 2016.

Sugestão de leitura complementar