Psiquiatria

Psicose aguda

Psicose aguda

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3 min há 30 dias

A psicose aguda pode ser definida como a perda de contato com a realidade e se manifesta pelos delírios e alucinações.

Delírios

Os delírios podem ser definidos como uma falsa crença (não fundamentada na realidade) não compartilhada por membros do grupo sócio-cultural do indivíduo.

Alucinações

As alucinações são caracterizadas pela percepção sensorial na ausência de estímulo externo (como, por exemplo, ouvir vozes sem que haja estímulo real).

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A psicose em si não é uma emergência médica. O que pode se enquadrar entre as emergências psiquiátricas é a causa dos sintomas psicóticos (intoxicação por drogas, por exemplo) e/ou sua consequência, como a agressividade física devido ao delírio persecutório. Dessa forma, ao atender o paciente psicótico, é necessário tentar identificar o fator desencadeante.

Manejo

  • Tranquilizar e proteger o paciente, principalmente aqueles que apresentem agitação psicomotora;
  • Encaminhar paciente para acompanhamento psiquiátrico.

Tratamento farmacológico na psicose aguda

  • Pacientes sem complicação clínica: antipsicóticos típicos ou atípicos;
  • Pacientes com complicação clínica, idosos ou usuários de substâncias psicoativas: haloperidol 1 ampola IM de 30 em 30 minutos até controle dos sintomas ou antipsicóticos atípicos;
  • Fenotiazínicos (clorpromazina, levomepromazina) devem ser evitados, devido aos efeitos anticolinérgicos e redução do limiar convulsivante.

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Referências

American Psychiatric Association. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.

SADOCK, BJ; SADOCK, V; RUIZ, P. Compêndio de psiquiatria: ciência do comportamento e psiquiatria clínica. 11. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.

SCHMITT, R; COLOMBO T. Programa de atualização em psiquiatria: emergências psiquiátricas. 2012;2(1): 119-164.

Créditos:

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