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Resumo: Atendimento pré-hospitalar | Ligas

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Acidentes não têm dia e nem hora
para acontecerem. Por isso, estar preparado para realizar um bom atendimento
pré-hospitalar em um paciente politraumatizado é a melhor maneira de garantir
maiores chances de sobrevida a ele. Com isso, manter-se atualizado nas
diretrizes do atendimento pré-hospitalar permite que você esteja por dentro das
novidades a cerca do assunto. Dessa forma, vamos esclarecer todos os pontos
principais do atendimento pré-hospitalar.

O atendimento pré-hospitalar
essencialmente diz respeito a procedimentos que devem ser realizados na cena do
acidente ou a caminho do hospital. Porém, muitos esquecem que o atendimento
pré-hospitalar também inclui: a segurança
de cena, a cinemática do trauma, o acionamento do serviço de emergência e, por
fim, o XABCDE.

O primeiro passo para um bom
atendimento pré-hospitalar é garantir a segurança
de cena
. Tal ação é importante, para estabelecer um ambiente seguro para
você, para sua equipe e também para seu paciente. Primeiramente, é necessário atentar-se
a elementos externos à cena do trauma, como tráfego de veículos, fios elétricos
soltos e desencapados, andaimes, máquinas funcionando e vazamento de gás. Além
de todas essas situações, é valido ressaltar a importância de afastar curiosos
e pessoas que estejam física e psicologicamente abalados com a cena, uma vez
que eles podem distrair os socorristas e, com isso, prejudicar o atendimento do
paciente.

 O segundo passo para o atendimento consiste em
avaliar a cinemática do trauma. Essa
etapa é importante, já que permite o entendimento de como ocorreu o acidente e,
a partir disso, raciocinar sobre os principais achados que poderão ser encontrados
naquele paciente. Por exemplo, no caso de um acidente automobilístico
envolvendo dois carros, o socorrista deve questionar as testemunhas do acidente
sobre como foi o choque, a que velocidade os motoristas estavam, para determinar
a força e a energia envolvidas nesse acidente. Vale destacar ainda, que marcas
no carro, como furos no para-brisa ou na lataria devem ser analisadas. Tudo
isso permitirá que você pense em prováveis lesões e, assim, possa direcionar
seus esforços e proporcionar à vítima um atendimento mais eficiente e assertivo.

 Após concluir essas etapas adequadamente, é
necessário que você acione uma equipe de
emergência,
para que essa possa dar-lhe apoio. Tal apoio pode ser para o
atendimento de mais pacientes ou com mais recursos para avançar nos
atendimentos. Lembre-se que o número da emergência (SAMU) é 192. Esse serviço tem com função chegar o mais rápido possível
à vítima após a ocorrência de algum acidente que exija urgência ou emergência
no atendimento, para que possa evitar sequelas, sofrimento ou, até mesmo, a
morte da vítima.

Agora que já
concluímos essas etapas, vamos partir para o atendimento em si de um paciente
traumatizado multissistêmico. Esse atendimento é dividido em seis etapas que
devem ser feitas rapidamente, porém mantendo a qualidade do atendimento. Vale
ressaltar que, se você estiver sozinho, deve iniciar esse processo do primeiro
ponto. Mas, caso esteja com outro profissional devidamente capacitado, ambos podem
realizar os procedimentos do XABCDE simultaneamente.

A pesquisa principal
introdutória do paciente inicia com uma visão global do socorrista, o qual procura
por lesões que podem causar hemorragias severas, por alterações na respiração e
no estado neurológico. Isso, claro, é feito de forma rápida durante o
atendimento. Hoje, no entanto, vamos falar de cada passo isolado, para que você
consiga compreender quais são os procedimentos fundamentais para o atendimento
do seu paciente.

 X
– HEMORRAGIAS EXSANGUINOLENTAS (CONTROLE DE SANGRAMENTO EXTERNO)

As hemorragias
externas devem ser identificadas e gerenciadas adequadamente, a fim de que os
próximos passos do atendimento possam prosseguir. O controle dessa situação se
faz necessária, uma vez que um quadro de hemorragia severa pode levar seu
paciente a óbito rapidamente.

Vale destacar que
existem três tipos de hemorragias externas, as capilares, as venosas e as arteriais.

As hemorragias
capilares acontecem onde há pequenas escoriações sobre a pele e, geralmente,
cessam rapidamente, mesmo sem qualquer tipo de técnica aplicada.

Já as hemorragias
venosas são aquelas que acontecem devido à laceração de alguma veia. Esse tipo
de hemorragia apresenta um sague na cor “vermelho vinho” e são, geralmente,
cuidadas com uma pressão direta.

Por fim, há as
hemorragias arteriais. Esse tipo de hemorragia é a mais grave e a mais difícil
de controlar. Quando acontecem, você percebe um sangue de cor “vermelho vivo”.
As hemorragias arteriais dificilmente são controladas por pressão direta. Por
isso, recomenda-se que seja feito um torniquete na extremidade mais próxima do
membro afetado.

 A – VIAS AÉREAS E ESTABILIZAÇÃO DA
COLUNA CERVICAL

Garantir uma via
aérea pérvia, ou seja, aberta e livre, é um passo essencial para o sucesso de
um atendimento. Isso se dá, já que uma via aérea obstruída impede a ventilação
e, consequentemente, a respiração do seu paciente. Esse quadro, caso dure por
muito tempo, pode levar o paciente a óbito. Algumas manobras para a abertura
das vias aéreas podem ser realizadas, tais como a elevação de queixo
traumatizado ou trauma-mandíbula-impulso.

Ademais,
nesse momento inicial é necessário que se garanta uma coluna cervical estável,
para que possamos evitar movimentos bruscos e, assim, impedir que haja danos
neurológicos. De início, a estabilização da cervical pode ser feita com as
próprias mãos. Isso deve acontecer até que você tenha disponível um colar
cervical. Caso precise reavaliar seu paciente sem o colar cervical, volte a
estabilizar a coluna cervical com as mãos, para impedir qualquer dano, haja
vista que todo paciente politraumatizado é suspeito de lesão medular até que se
prove o contrário.

 B – RESPIRAÇÃO (VENTILAÇÃO E OXIGENAÇÃO)

Nessa etapa, sua
preocupação deve ser a ventilação e a respiração do seu paciente, pois, caso
algo esteja afetando esses dois processos, pode acontecer, por exemplo, um
quadro severo de hipoxemia e acidose metabólica, os quais podem ser negativos
para a sobrevida da pessoa. A frequência da ventilação pode variar, gerando
quadros desde apneicos até taquipneicos. Além disso, é de extrema importância
que seja feita toda a avaliação pulmonar, a qual inclui inspeção do tórax,
palpação, percussão e ausculta do mesmo. Isso é importante, porque permite que
você encontre achados capazes de indicar problemas, como pneumotórax
hipertensivo, tórax instável, hemotórax maciço e pneumotórax aberto, todos com
grande potencial de prejudicar a ventilação e a respiração do seu paciente.

  C – CIRCULAÇÃO E SANGRAMENTO (PERFUSÃO
E HEMORRAGIA INTERNA)

Nesse estágio são
avaliados sinais que podem indicar como está a circulação do seu paciente.
Dados da perfusão periférica, pulso, temperatura e coloração da pele são de
extrema relevância. Se há uma boa perfusão periférica, ou seja, igual há 2
segundos, indica que o organismo do paciente ainda está conseguindo manter uma
boa irrigação para as extremidades. Todavia, uma perfusão maior que a citada
não deve ser critério para tomada de decisão, uma vez que essa variável pode
sofrer influências externas. Portanto, você deve avaliar outras variáveis, tais
como pulso e temperatura. Além disso, nesse momento, você deve procurar por
sinais que indiquem hemorragias internas. Os locais que mais acontecem essas
hemorragias são: cavidade torácica, cavidades abdominal e peritoneal, pelve,
espaço retroperitoneal e extremidades, tais como as coxas. Ao perceber
hemorragias nessas regiões, promova o transporte do seu paciente o mais rápido
possível para um centro especializado, haja vista que hemorragias internas
desse tipo são difíceis de controlar no ambiente fora do hospital.

 D – ESTADO NEUROLÓGICO – AVALIANDO A FUNÇÃO CEREBRAL.

Nesse ponto do
atendimento você deve avaliar como esta a função cerebral do paciente. Toda
pessoa que se apresentar confusa, delirante, combatente ou não cooperativo deve
ser considerada vítima em hipóxia ou TCE (traumatismo crânioencefálico). Para
que se possa realizar a análise da função neurológica, há diversas ferramentas.

A mais usada nos dias
atuais é a Escala de Glasgow, a qual leva em consideração: abertura ocular, resposta
verbal e respostas motoras.  A escala
pode variar de 15 a 3, indicando bom estado geral e mal estado geral do
paciente, respectivamente. Você deve atentar-se a pontuações iguais ou
inferiores a 8, pois tal situação pode indicar que as vias aéreas do seu
paciente podem estar afetadas. Da mesma maneira, o abaixamente do nível de consciência
pode ser relevante e chamar sua atenção para quadros, como déficit na
oxigenação cerebral, lesão do SNC (Sistema Nervoso Central), overdose e distúrbios
metabólicos.

E – EXPOSIÇÃO

Essa etapa, assim
como as outras, é essencial para a excelência do atendimento. Nesse estágio,
você deve despir completamente seu paciente em busca de uma lesão importante
que não tenha sido notada inicialmente. Após essa análise detalhada do corpo do
paciente, cubra-o para evitar a hipotermia e, assim, oferecer um melhor
conforto. Vale destacar ainda que, durante o transporte do paciente, você deve
atentar-se ao ar condicionado da ambulância, para que isso também não gere uma
hipotermia. Por fim, é necessário ressaltar que muitos pacientes politraumatizados
podem ser vítimas de alguma forma de crime. Por isso, durante o despir do
paciente tente não destruir nenhuma prova do crime, como furo de bala ou facadas.
Porém, lembre-se, esses cuidados não devem sobressair em relação à decisão de
expor seu paciente.

 Após essa leitura, você já conhece todos os passos essenciais de um bom atendimento pré-hospitalar. Não deixe de aprofundar seus conhecimentos no assunto e, lembre-se que envolve não só o conhecimento teórico, mas também a união com a prática e a experiência. Bons estudos!

Autor: Guilherme Domingues da Silva

Revisor: Giovana Santin Zufelato

Orientador da liga: Dr. Rodrigo Dias da Costa

Nome da Liga : Liga do trauma São 
Leopoldo Mandic Araras

Instagran da liga: ligadotrauma.slma

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