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Resumo sobre anatomia do cérebro

Resumo sobre Anatomia do Cérebro - Sanar

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Entenda nesse resumo tudo que você precisa entender sobre anatomia do cérebro, incluindo o diencéfalo, telencéfalo e mais.

O cérebro humano é uma das estruturas mais complexas e fascinantes do corpo, responsável pelo controle das funções motoras, cognitivas, emocionais e autonômicas. Assim, para médicos, compreender sua anatomia é fundamental não apenas para a prática clínica, mas também para o diagnóstico e tratamento de diversas condições neurológicas e psiquiátricas.

Desse modo, o objetivo deste artigo é apresentar um panorama da anatomia cerebral, abordando suas principais regiões, características funcionais e relevância clínica, facilitando a aplicação desse conhecimento na sua rotina médica.

O encéfalo

O cérebro é um dos órgãos que compõem o sistema nervoso central, localizado dentro do esqueleto axial (cavidade craniana e canal vertebral). Assim, encéfalo e medula constituem o sistema nervoso central.

No encéfalo temos cérebro, cerebelo e tronco encefálico. Desse modo, o diencéfalo e o telencéfalo formam o cérebro, que corresponde a porção mais desenvolvida do encéfalo.

Cérebro e outros componentes do SNC
Partes componentes do sistema nervoso central. Fonte: MACHADO, A.; HAERTEL, L. M. Neuroanatomia funcional: 3. Ed. São Paulo: Atheneu, 2014.

Cérebro: diencéfalo    

O diencéfalo compreende as seguintes partes: tálamo, hipotálamo, epitálamo e subtálamo, todas em relação com o III ventrículo.

Tálamo

Os tálamos são duas massas volumosas de substância cinzenta, de formato ovoide, dispostas uma de cada lado na porção laterodorsal do diencéfalo. Assim, são unidas pela aderência intertalâmica e que delimitam a parte posterior do terceiro ventrículo.

Desse modo, a face lateral do tálamo é separada do telencéfalo pela cápsula interna, um compacto feixe de fibras que liga o córtex cerebral a centros nervosos subcorticais.

Tálamo
Representação esquemática do tálamo. Fonte: NETTER, Frank H. Atlas de anatomia humana: 6. Ed. Philadelphia: Elsevier, 2014.

O tálamo é um dos mais importantes centros de integração de impulsos nervosos. Atualmente acredita-se que algumas sensações dolorosas, térmicas e táteis são identificadas conscientemente ao nível do tálamo. Assim, através de suas inúmeras interligações, é possível que esse centro se relacione também com o controle da vigília e do sono.

Hipotálamo

O hipotálamo é uma área relativamente pequena – cerca de 4 cm³ do tecido nervoso – situada abaixo do tálamo. Dessa forma, as estruturas que formam o hipotálamo e que estão localizadas nas paredes laterais e no assoalho do III ventrículo são: quiasma óptico, infundíbulo, túber cinéreo e corpos mamilares (de sentido anterior para posterior).

Hipotálamo
Fonte: NETTER, Frank H. Atlas de anatomia humana: 6. Ed. Philadelphia: Elsevier, 2014.

Possui importantes funções, relacionadas sobretudo com o controle da atividade visceral, regula o sistema nervoso autônomo, as glândulas endócrinas, controla o equilíbrio de líquidos e eletrólitos, sendo o principal responsável pela homeostase.

Epitálamo

Localiza-se mais posteriormente ao III ventrículo, abaixo do tálamo. Desse modo, a glândula pineal é a sua estrutura mais evidente, sendo uma glândula endócrina mediana de forma piriforme, que repousa sobre o teto do mesencéfalo.

Estruturas do epitálamo
Estruturas do epitálamo Fonte: NETTER, Frank H. Atlas de anatomia humana: 6. Ed. Philadelphia: Elsevier, 2014.

A glândula pineal produz o hormônio melatonina, que diminui com a idade e influi sobre o ritmo sazonal e circadiano, sobre o ciclo sono-vigília e sobre a reprodução.

Subtálamo 

O subtálamo é a zona de transição entre o diencéfalo e o tegmento do mesencéfalo. Relaciona-se com funções motoras, pertecendo ao sistema extrapiramidal. Assim, é considerado a menor formação diencéfalica, e sua principal formação é o núcleo subtalâmico, relacionado com o controle do movimento somático.

Em relação à sua localização, é limitado lateralmente pela cápsula interna, medialmente pelo hipotálamo e superiormente pelo tálamo.

Tálamo e Subtálamo

Cérebro: Telencéfalo 

O telencéfalo compreende os dois hemisférios cerebrais e a lâmina terminal situada na porção anterior do III ventrículo. Desse modo, os dois hemisférios, afastados pela fissura longitudinal, são unidos por uma larga faixa de fibras comissurais, o corpo caloso.

A superfície do cérebro, córtex cerebral, apresenta depressões denominadas sulcos, que delimitam os giros cerebrais.

Os sulcos mais importantes dos hemisférios cerebrais são o sulco lateral (de Sylvius) e o sulco central (de Rolando). Assim, os sulcos ajudam a delimitar os lobos cerebrais, que recebem o nome de acordo com a sua localização em relação aos ossos do crânio: frontal, temporal, parietal e occipital.

Lobos do cérebro
Azul: lobo frontal; Amarelo: lobo parietal; Verde: lobo temporal; Vermelho: lobo occipital.

Lobo frontal 

No lobo frontal, existem 3 sulcos principais: pré central, frontal superior e o frontal inferior. Assim, entre o sulco central e sulco pré central, está o giro pré central, onde se localiza a principal área motora do cérebro.

Além desse importante giro, o lobo frontal possui os giros frontal superior, frontal médio e frontal inferior. Desse modo, o giro frontal inferior do hemisfério cerebral esquerdo é denominado giro de Broca, e aí se localiza, na maior parte das pessoas, uma das áreas de linguagem do cérebro. Além disso, o giro frontal inferior pode ser dividido em três partes: orbital, triangular e opercular.

Lobo temporal

No lobo temporal, existem dois sulcos principais: temporal superior e temporal inferior. Deste modo, este lobo, evidencia-se a área da audição localizada no giro temporal transverso anterior, que é a porção posterior do giro temporal superior, visível afastando-se os lábios do sulco lateral.

Os giros existentes no lobo temporal são giro temporal superior, giro temporal médio, giro temporal inferior e giros temporais transversos.

Lobo parietal

O lobo parietal possui 2 sulcos principais: pós central e intraparietal. Além disso, possui 3 giros: pós-central, supramarginal e angular. Desse modo, giro pós central fica entre os sulcos central e pós-central, onde se localiza uma das mais importantes áreas sensitivas do córtex, a área somestésica.

Lobo occipital 

O lobo occipital se localiza na face dorsolateral do cérebro, ocupando uma área pequena. Assim, apresenta giros e sulcos irregulares. Este lobo cerebral é o de menor crescimento durante o desenvolvimento, por isso fica recoberto pelos lobos vizinhos (frontal, temporal e parietal).

Apresenta alguns sulcos e giros, dentre eles: sulco circular da ínsula, sulco central da ínsula, giros curtos e giro longo da ínsula.

Visão do lado esquerdo do cérebro

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Referências

  1. MACHADO, A.; HAERTEL, L. M. Neuroanatomia funcional: 3. Ed. São Paulo: Atheneu, 2014.
  2. NETTER, Frank H. Atlas de anatomia humana: 6. Ed. Philadelphia: Elsevier, 2014.
  3. TORTORA, Gerard J. Fundamentos de Anatomia e Fisiologia. 4 ed. Porto Alegre. Artmed, 2004. 574 p.
  4. MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

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