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Testes de Triagem Neonatal no Brasil | Colunistas

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Todo bebê que nasce no Brasil tem o
direito de ser submetido, gratuitamente, à realização de quatro exames muito
importantes para a sua saúde. São os chamados “exames da triagem neonatal”,
sendo eles: teste do pezinho, teste do olhinho, teste da orelhinha e teste do
coraçãozinho.

O Programa Nacional de Triagem
Neonatal (PNTN), instituído pelo Ministério da Saúde em 06 de junho de 2001, é
uma agenda transversal às políticas de saúde pública e às redes temáticas do
SUS. Seu objetivo é promover, implantar e implementar ações com foco na
prevenção, no diagnóstico em fase pré-sintomática, na intervenção precoce e no
acompanhamento permanente dos pacientes com as doenças incluídas no Programa.

Os exames de triagem neonatal são capazes
de diagnosticar doenças que, quanto mais cedo identificadas, apresentam melhores
chances de tratamento, podendo prevenir sequelas graves e/ou óbitos.

O termo “triagem” origina-se do
vocábulo francês “triage”, que
significa “seleção”. Em Saúde Pública, triar significa avaliar uma população
assintomática e identificar, nessa população, indivíduos sob risco de
desenvolver determinada doença ou um distúrbio, os quais se beneficiariam de
investigação adicional, ação preventiva ou intervenção terapêutica imediata.
Identificando-se condições através de testes específicos, pode-se iniciar o
tratamento adequado, visando minimizar riscos ou complicações decorrentes da
condição diagnosticada.

Conheça um pouco mais sobre cada um
dos exames de triagem neonatal.

Teste do Pezinho: triagem biológica

Trata-se de uma triagem neonatal para
a identificação de distúrbios congênitos e hereditários, incluindo doença
falciforme (e outras hemoglobinopatias), fenilcetonúria, fibrose cística,
hiperplasia adrenal congênita, hipotireoidismo congênito e deficiência de
biotinidase.

Deve ser realizado do 3° ao 5° dia de
vida em Unidade Básica de Saúde. O pezinho do recém-nascido, sobretudo a região
lateral do calcanhar, é uma região bastante irrigada, o que facilita o acesso
ao sangue para a coleta da amostra; é um procedimento pouco invasivo e bem
menos incômodo do que a coleta de sangue venoso com seringa e agulha.

Os resultados considerados alterados
devem ser comunicados ao responsável pela coleta no ponto de origem da amostra.
A família deve ser notificada e o responsável deve ser orientado a comparecer
com urgência na Unidade de Saúde para a realização de exame de confirmação
através de uma nova coleta.

O Sistema Único de Saúde (SUS) garante
o atendimento do recém-nascido triado com médicos especialistas, incluindo tratamento
gratuito adequado por toda a vida para as seis doenças detectadas no programa.

Teste da Orelhinha: triagem auditiva

Triagem neonatal realizada ainda na
maternidade, no 2° ou 3° dia de vida do bebê.

Consiste na produção de um estímulo
sonoro e na captação do seu retorno por meio de uma delicada sonda introduzida
na orelhinha do recém-nascido. Para o teste, usam-se emissões otoacústicas
evocadas durante o sono natural do bebê, identificando-se uma possível deficiência
auditiva.

Se identificada alguma alteração, o
bebê deve ser encaminhado para uma avaliação com fonoaudiólogo e
otorrinolaringologista.

A deficiência auditiva pode resultar
em deficiências de fala e de aprendizado, mas a instituição do tratamento
precoce para a criança, sobretudo antes dos seis meses de vida, apresenta
grandes chances de desenvolvimento da linguagem e de melhor adaptação
psicossocial.

Teste do Olhinho: triagem ocular

Triagem neonatal para a identificação
de qualquer obstrução do eixo visual, incluindo catarata congênita, glaucoma
congênito, retinoblastoma, retinopatia da prematuridade e outros transtornos
oculares congênitos e hereditários.

É um teste simples, rápido e indolor
que consiste na identificação de um reflexo vermelho quando os olhos do bebê
são iluminados por um feixe de luz, sendo o exame feito em um olho por vez.
Como o Teste da Orelhinha, também deve ser realizado ainda na maternidade; de
preferência, o pediatra deve realizar o exame logo após o nascimento do bebê.

Teste do Coraçãozinho: oximetria de pulso

O exame consiste em medir a saturação
de oxigênio no sangue e a frequência cardíaca do recém-nascido, podendo ser
capaz de identificar cardiopatias críticas. O exame é feito com um oxímetro
posicionado no pulso e no pé do bebê.

Deve ser realizado entre as primeiras
24 e 48 horas de vida do recém-nascido.

Se alguma alteração for identificada,
o bebê deve ser submetido a um ecocardiograma; conforme o resultado do exame e
avaliação médica, o recém-nascido pode ser encaminhado a um centro de
referência em cardiopatias para tratamento e acompanhamento.

Todos os resultados dos exames de triagem neonatal devem ser registrados na caderneta de saúde da criança. A criança deve manter acompanhamento de rotina em puericultura com pediatra, com avaliações periódicas, conforme determinação médica.

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