Hematologia

Tudo sobre o Transplante de Células Tronco Hematopoiéticas (CTH)

Tudo sobre o Transplante de Células Tronco Hematopoiéticas (CTH)

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SanarFlix

5 min há 793 dias

O Transplante de Células Tronco Hematopoiéticas (CTH) nada mais é que o conhecido transplante de medula óssea (TMO), melhor definido como a enxertia de células-tronco hematopoiéticas com o objetivo de corrigir um defeito qualitativo ou quantitativo na medula óssea.

Sendo assim, é realizada a eliminação do sistema hematopoiético e imunológico de um indivíduo para que ocorra a substituição deste.

Características do Transplante de Células Tronco Hematopoiéticas

Existem características associadas as CTH que tornam o seu transplante realizável, como sua capacidade regenerativa expressiva, possibilidade de fixação medular após injeção intravenosa e a possibilidade de sua criopreservação (armazenamento), para posterior utilização.

O transplante de um volume adequado de medula óssea do doador resulta, em médio prazo, na substituição completa de todo sistema imuno-hematopoiético do receptor, incluindo suas hemácias, granulócitos, linfócitos B e T, plaquetas, macrófagos (imaturos ou fixos em seus determinados tecidos), entre outros.

Esse transplante pode ser utilizado no tratamento de doenças hematológicas malignas e não malignas, imunodeficiências, erros inatos do metabolismo, tumores sólidos e doenças autoimunes.

Categorias de Transplantes CTH

Existem algumas categorias de transplante, sendo elas: transplante singênico, transplante alogênico e transplante autólogo.

O transplante singênico ocorre quando o doador é gêmeo univitelino de seu receptor, cursando com o maior nível de compatibilidade, devido a semelhança genética expressiva.

O transplante alogênico envolve um doador aparentado do receptor, ou não. Por fim, o transplante autólogo ocorre quando o doador é o próprio paciente receptor.

Entendendo mais sobre o Transplante Alogênico

O transplante alogênico implica a infusão de Transplante de Células Tronco Hematopoiéticas de um doador aparentado ou não do paciente receptor.

O sucesso deste procedimento depende da proliferação no receptor de forma permanente, ou seja, a criação de uma nova medula óssea no receptor através das CTH transplantadas, bem como pela tolerância do novo sistema imune transplantado aos tecidos do indivíduo receptor.

Devemos ter em mente que o transplante de CTH gera a transferência de células de um indivíduo X que serão permanentemente produzidas em um indivíduo Y, sendo necessário, portanto, a tolerância do organismo de Y com relação a essas novas células, as quais ele nunca tinha tido contato.

Escolha do doador

A escolha do doador envolve a tipificação do antígeno leucocitário humano (HLA), havendo a preferência por doador familiar, nos quais há uma maior chance de compatibilidade do HLA. Caso não exista um doador familiar, deve-se buscar nos registros de doadores voluntários, em busca de uma compatibilidade.

Existe uma região do genoma humano conhecida como o complexo principal de histocompatibilidade (MHC – Major Histocompatibility Complex), responsável pela codificações de diversos genes funcionais através de seu enorme número de loci.

Esses genes expressos pertencem ao sistema de antígenos leucocitários humanos (HLA – Human Leukocyte Antigen), os quais são responsáveis pela codificação de moléculas encarregadas na apresentação superficial de antígenos. Esse sistema foi descrito em 1958 por J. Dausset, em um trabalho que lhe rendeu o Prêmio Nobel em 1980. É importante ressaltar que, embora mais corretamente esses genes sejam denominados como HLA, muitos autores utilizam o termo MCH de forma intercambiável com o HLA.

Você sabe como funciona o cadastramento para doação de medula óssea? Os hemocentros regionais (em exemplo da Bahia, o HEMOBA), são responsáveis pelo cadastro de interessados em doar a medula óssea. Os dados dos possíveis doadores são registrados em um único cadastro nacional, chamado REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea).

O possível doador deve ter em mente que permanecerá no cadastro até os 60 anos de idade, sendo que sua convocação pode demorar ou não vir a acontecer, se não for encontrado um receptor compatível. O processo de busca por um doador compatível se inicia no cadastro das informações do paciente que precisa do transplante pelo seu médico assistente, principalmente o HLA, no Registo Nacional de Receptores de Medula Óssea (REREME).

Regime preparativo ou de condicionamento

O primeiro passo do transplante alogênico é o regime preparativo ou condicionamento do paciente. Nesse regime, busca-se reduzir ou erradicar uma doença maligna hematológica existente, pois não há efetividade do transplante se a doença se mantiver sobre a nova medula óssea. Além disso, tem-se como objetivo a indução da imunossupressão no individuo receptor, de forma que ocorra uma melhor aceitação do enxerto pelo organismo.

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