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Trombose Venosa Profunda (TVP): investigação clínica

Trombose Venosa Profunda (TVP): investigação clínica

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5 minhá 24 dias

A investigação clínica da Trombose Venosa Profunda (TVP) é o primeiro passo na estratégia diagnóstica. No entanto, sinais e sintomas clínicos são altamente variáveis ​​e inespecíficos na TVP.

Você também pode aprender sobre a definição e fatores de risco da TVP, lendo nosso texto sobre o tema. É possível também entender o papel do D-dímero na investigação da TVP, assim como ter uma visão geral da doença.

Clínica e sinais semiológicos no paciente com suspeita de trombose venosa profunda

As características da TVP dos membros inferiores são inespecíficas e muitos pacientes são assintomáticos.

Qualquer paciente com dor e edema de membros inferiores, principalmente se unilaterais e assimétricos, devem ter suspeita de TVP. O edema em geral é depressível. Outros sintomas incluem dilatação venosa superficial, cianose e calor local.

Os sintomas estão localizados na panturrilha em pacientes com TVP distal isolada, enquanto os pacientes com TVP proximal podem ter sintomas na panturrilha ou na perna inteira. Pode-se suspeitar de trombose da veia ilíaca se os pacientes apresentarem edema maciço na parte proximal da perna e dor nas nádegas. 

Os pacientes podem apresentar flegmasia cerúlea dolens, que ocorre em tromboses ilíacas extensas e leva a dor intensa e gangrena venosa. Em pacientes com edema progressivo, cianose de extremidades e colapso hemodinâmico deve-se realizar a suspeita diagnóstica.

Exame físico

Embora muitas vezes inespecífico, um exame físico das pernas, abdômen e pelve deve ser realizado em pacientes com suspeita de TVP para verificar a presença de:

  • Veias superficiais dilatadas
  • Edema unilateral ou empastamento muscular com diferença nos diâmetros da panturrilha ou da coxa
  • Calor unilateral, sensibilidade, eritema
  • Dor e sensibilidade ao longo do curso das principais veias envolvidas
  • Sinais locais (por exemplo, massa inguinal) ou gerais de malignidade

No exame físico alguns testes clínicos podem auxiliar no diagnóstico, como:

  • Sinal de Homas– paciente refere dor ou desconforto na panturrilha após dorsiflexão passiva do pé.
  • Sinal da Bandeira– menor mobilidade da panturrilha em comparação com o outro membro
  • Sinal de Bancroft– dor à palpação da panturrilha contra estrutura óssea

Dentre todos os achados clínicos, apenas a diferença de diâmetro entre as panturrilhas (maior que 3cm) tem valor preditivo para diagnóstico de TVP. Esse achado pode aumentar duas vezes a chance de ter a doença.

Dessa forma, como os sinais clínicos isoladamente apresentam pouco valor diagnóstico, o uso de critérios específicos, como o Escore de Wells, é essencial.

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Escore de Wells

O Escore de Wells é baseado em sinais e sintomas, fatores de risco e diagnósticos alternativos, permitindo a classificação de probabilidade clínica pré-teste em duas (TVP improvável ou provável) ou três categorias (probabilidade clínica baixa, intermediária ou alta) correspondendo ao aumento da prevalência da doença. Este escore deve ser usado em associação com meios diagnósticos adicionais, como o Ultrassonografia com doppler (USGD) e o D-dímero.

Fonte: Martins H S, Santos R , Arnaud F et al. Medicina de Emergência: Revisão Rápida. 1ª edição. Barueri, SP: Manole, 2016.

Interpretação dos critérios em 3 níveis:

  • Baixo: <1
  • Intermediário: 1-2
  • Alto: >2

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Referências:

Diagnosis and management of acute deep vein thrombosis: a joint consensus document from the European society of cardiology working groups of aorta and peripheral vascular diseases and pulmonary circulation and right ventricular function. Disponível em: <https://doi.org/10.1093/eurheartj/ehx003>. Aceso em: 21 março 2021.

Martins HS, Neto RA, Velasco IT. Medicina de emergências: abordagem prática. 14. ed. rev. e atual. Barueri, SP: Manole, 2020.

Martins H S, Santos R , Arnaud F et al. Medicina de Emergência: Revisão Rápida. 1ª edição. Barueri, SP: Manole, 2016.

PORTO, Celmo C. Semiologia médica. 6ed, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.

Créditos da imagem:

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