Especialidades

Urologia: residência, áreas de atuação, rotina e mais!

Urologia: residência, áreas de atuação, rotina e mais!

Índice

A urologia é a especialidade médica que se dedica ao estudo e tratamento das doenças que acometem o trato urinário feminino e masculino e o sistema reprodutor dos homens.

Os órgãos estudados por essa especialidade são os rins, glândulas supra-renais, ureteres, bexiga urinária, uretra, testículos, epidídimos, ducto deferente, vesículas seminais, próstata e pênis.

Se você está considerando fazer residência médica em urologia e quer saber mais sobre a área, chegou ao lugar certo. Aqui, falaremos sobre a rotina do especialista, as áreas de atuação, o mercado de trabalho e o dia a dia do residente. Continue lendo!

O especialista e sua rotina

A urologia é uma especialidade que se divide na atuação clínico-cirúrgico, além de abranger uma série de procedimentos terapêuticos e diagnósticos. Em sua rotina, o urologista pode fazer atendimento clínico de homens e mulheres, desde a infância até a terceira idade. 

Na dinâmica clínica o profissional vai realizar diagnósticos, tratamentos, cirurgias e rastreamento oncológico. Em alguns casos, ele é o único médico do paciente ao logo de todo o processo, principalmente dos homens. 

A urologia é uma especialidade ampla e, por isso, requer dedicação integral. Qualquer profissional deve ter a capacidade de sanar problemas de diferentes situações, mas dentro da área, é possível se subespecializar. No próximo tópico, mostraremos quais são as principais possibilidades e falaremos um pouco mais sobre cada uma delas.

Áreas de atuação

A urologia envolve uma gama de subespecialidades clínicas e cirúrgicas. A seguir, saiba mais sobre as principais.

Transplante renal

No Brasil, o urologista é o médico responsável por esse procedimento, assim como o tratamento das possíveis complicações cirúrgicas. Depois do transplante, os pacientes serão acompanhados por nefrologistas, devido à insuficiência renal e consequente necessidade de diálise.

Uro-oncologia

A incidência de câncer urológica é grande, sendo o de próstata o mais prevalente entre os homens, mas o urologista também trata os tumores malignos nos rins, bexiga, testículo, ureteres e pênis. Na prática clínica, é responsabilidade desse profissional fazer o rastreamento do câncer de próstata com exames anuais, além de atentar para as queixas que podem levar ao diagnóstico da doença em outros órgãos.

Todos os tumores urológicos incluem em seu tratamento algum procedimento cirúrgico e, por isso, o urologista é fundamental na cura do paciente. O seguimento da doença também é feito por ele, mas há possibilidade de haver relação multidisciplinar com radioterapeutas e oncologistas. 

Uropediatria

Essa subespecialidade envolve o atendimento a crianças que apresentam doenças urológicas, muitas vezes diagnosticadas ainda no pré-natal. O diagnóstico precoce, fruto da evolução tecnológica da medicina, tem facilitado cada vez mais o trabalho do uropediatra.

Além de incluir o tratamento clínico de doenças como infecções urinárias, essa subespecialidade lida cirurgicamente com uma série de doenças como tumores renais, malformações congênitas, cálculos renais etc. 

Andrologia

Há uma grande demanda desse grupo de pacientes, que apresenta problemas como ejaculação precoce, doença de Peyronie, disfunção erétil, deficiência androgênica ou hipogonadismo (queda da testosterona, que causa disfunção erétil, perdas msuculares e osteoporose). Todas essas doenças são de tratamento clínico, mas, em caso de insucessos, a cirurgia pode ser uma alternativa com bons resultados.

Urologia feminina

É comum que as mulheres tenham perda urinária em função ou não de prolapsos vaginais. Essa queixa, apesar de simples, requer avaliação clínica e estudo urodinâmico para que seja feito o diagnóstico correto e iniciado o tratamento. 

Disfunções miccionais

Esses subespecialistas também são conhecidos como neuro-urologistas, pois está contida nessa área uma parcela de pacientes com trauma raquimedular, mielomeningocele e outras causas neurológicas que afetam o mecanismo miccional. No entanto, essas doenças também podem ter diferentes origens, como diabetes, tuberculose e o próprio envelhecimento.

Infertilidade

O homem tem cerca de 60% de participação nos casos de casais inférteis. A variocele é causa mais comum da infertilidade masculina e pode ser corrigida com cirurgia feita por um urologista. Essa mesma técnica é aplicada nos pacientes que passaram por vasectomias e desejam realizar a reversão da cirurgia. 

Mercado de trabalho e remuneração

O número de urologista tem crescido no Brasil nos últimos anos, em velocidade acima do crescimento populacional. Segundo os dados mais recentes do Conselho Federal de Medicina (CFM), existem 5.328 urologistas no país, o que indica que existe 2,57 especialistas para cada 100 mil habitantes.

52,2% desses profissionais estão na região sudeste, enquanto 16,9% atendem no sul do país. Em seguida aparece o nordeste, com 16,5% dos urologista. O centro-oeste concentra 10% desses médicos e a região norte tem 4,3% deles. 

A atuação do urologista divide-se entre o Sistema Único de Saúde (SUS), convênio e privado, como em qualquer especialidade. Apesar de ser grande o número de pacientes que buscam atendimento por meio de convênios, ainda há um equilíbrio no ganho, pois a remuneração dos procedimentos urológicos é satisfatória em relação às outras especialidades.

Remuneração

De acordo com uma pesquisa realizada pela Catho, a média salarial de um urologista no Brasil é de R$ 9.567,80. Entretanto, esse número pode variar bastante a depender da região e da área de atuação. O site Glassdor aponta que um urologista prestador de serviços pode ganhar até R$ 45 mil, enquanto um profissional do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Mato Grosso recebe cerca de R$ 6 mil. 

A residência médica em urologia

A residência médica em urologia tem duração de três anos e pré-requisito de dois anos completos de residência em cirurgia geral. Essa é uma especialidade de conhecimento abrangente, que exige muito treinamento em clínica e cirurgia, com desenvolvimento de habilidades cirúrgicas, endoscópicas, de imagens e microcirúrgicas.

O residente aprende por meio de aulas, discussões de casos, reuniões clínico-patológicas e seminários. Essa parte teórica corresponde a até 20% da carga horária da residência. O restante do tempo é usado para o treinamento prático, feito com simuladores e atendimentos supervisionados. 

A rotina do residente divide-se em atendimento ambulatorial, cirurgias, visitas em enfermaria, interconsultas de problemas urológicos de pacientes de outras clínicas e cuidado com os pacientes de urgência. 

Se você se interessa pela área e tem vontade de fazer residência médica em urologia, clique aqui e saiba como se preparar para as provas!

Links relacionados:

Confira o vídeo:

Política de Privacidade © Copyright, Todos os direitos reservados.