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Caso clínico de Herpes labial | LIGAS

sons de korotkoff e a medida de pressao

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Herpes labial é uma infecção provocada pelo vírus herpes simplex. Sua principal característica é o surgimento de bolhas agrupadas, pequenas e doloridas, e o que lhe confere o nome é o local de manifestação, nos lábios. Também pode ocorrer na cavidade oral, língua, rosto e até na região do pescoço.

Apresentação do caso clínico de herpes labial

Paciente do sexo
masculino, 22 anos, pardo, estudante e procedente de Porto Nacional, Tocantins,
procurou a Unidade Básica de Saúde referindo prurido intenso na região perioral
inferior direita há 4 dias acompanhado de febre e mal-estar geral. Assim,
informa que há 2 dias manifestou pequena lesão no local do prurido. Relata
suspeitar que o ocorrido procede após ter se envolvido com uma colega que
apresentava a mesma lesão na boca. Nega alergias e outras comorbidades.   

Ao exame físico paciente apresenta bom estado geral, lúcido e orientado em tempo e espaço, febril (38°C), acianótico, anictérico, hidratado, eupneico (FR=19irp) e normocárdico (frequência cardíaca = 90 bpm). Observa-se na região perioral rubor, inflamação e vesícula. Aparelho cardíaco: bulhas normofonéticas, ritmo cardíaco regular em 2 tempos, sem sopro audíveis. PA de 130/60 mmHg. AR: Murmúrio vesicular presente, sem ruídos adventícios.

Herpes labial - Sanar

O paciente foi orientado a realizar os exames laboratoriais: hemograma para anticorpos de HSV, teste de anticorpo fluorescente direto das células extraídas de uma lesão e cultura viral da lesão. Após efetuado os testes, o paciente retornou à UBS com resultados positivos para herpes labial nos exames supracitados. A partir disso, o mesmo foi direcionado a evitar atividades e outros fatores conhecidos por originar as reincidências, como exposição ao sol sem protetor solar, evitar contato íntimo (beijo e sexo sem preservativo) e possuir utensílios para uso individual. O tratamento indicado foi o uso de Valaciclovir (Valtrex): 1 comprimido de 500mg a cada 12 horas durante 5 dias simultaneamente com o uso tópico de Zovirax: 3 a 4 vezes ao dia, até a lesão cicatrizar completamente. Por fim, pede-se que o paciente não manipule as lesões e, se achar necessário, higienizá-las com gaze ou lenços descartáveis macios embebidos em água mineral ou filtrada, pelo menos uma vez por dia.        

Questões para orientar a discussão sobre herpes labial

1. Quais as hipóteses diagnósticas da Herpes labial? 

2. O que é Herpes Labial?

3. Quais são as formas de contágio? 

4. Quais são as manifestações clínicas?

5. Quais são os tipos de tratamento?

Respostas

1. Afta, eczema de contato, impetigo perioral, estomatite por cândida.

2.
O herpes simples é uma infecção causada pelo vírus herpes humano (HSV),
e é uma das infecções mais comuns aos seres humanos. O HSV-1 é responsável por
infecções na face e no tronco, enquanto o HSV-2 está relacionado com as infecções
na área genital, de transmissão geralmente sexual. A infecção primária pelo
HSV-1 geralmente acontece na primeira infância, mas também pode acometer
adolescentes e adultos.

3. É transmitida pelo contato direto com os
lábios de uma pessoa infectada. O vírus também pode ser transmitido por via
sexual.

4.
Inicialmente pode haver coceira e ardência no local onde surgirão as
lesões. A seguir, formam-se pequenas bolhas agrupadas como num buquê sobre área
avermelhada e inchada. As bolhas rompem-se liberando líquido rico em vírus e
formando uma ferida. É a fase de maior perigo de transmissão da doença. A
ferida começa a secar formando uma crosta que dará início à cicatrização.

5. Entre os principais fármacos antivirais disponíveis para a administração sistêmica estão: aciclovir, valaciclovir, penciclovir, fanciclovir, ganciclovir, foscarnet e cidofovir. Quanto aos fármacos de uso tópico, atualmente são aprovadas terapias com aciclovir, penciclovir e docosanol

Leituras Relacionadas

Autores, revisores e orientadores:

Área: Dermatologia
Autores: Erasto Loesther Valentim Leal, Laryssa Ribeiro Cardoso
Revisor(a): Beatriz Pereira Magalhães
Orientador(a): Thiago Weiss
Liga: Liga Acadêmica de Anatomia Humana e Cirúrgica (LAAHC-TO)

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