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Como diagnosticar injúria renal aguda?

Como diagnosticar injúria renal aguda?

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A Injúria Renal Aguda (IRA) ou Lesão Renal Aguda (LRA) é caracterizada pela redução abrupta da taxa de filtração glomerular (TFG). Essa taxa representa o volume de sangue (mL) que os glomérulos filtram a cada minuto. Continue lendo esse post para saber tudo sobre como diagnosticar a doença!

Como fazer o diagnóstico da injúria renal aguda?

O diagnóstico de uma IRA começa a partir da identificação da doença de base. Para isso, será necessário fazer uma anamnese e um exame físico de qualidade. Contudo, o diagnóstico só é feito a partir de exames laboratoriais e, se for necessário, exame de imagem.

Primeiro passo: avaliação do exame de função renal

É possível avaliar se há IRA  usando a fração entre a concentração de uréia plasmática e de creatinina plasmática.  Faremos isso a partir do pressuposto que o valor de referência (VR) normal dessa fração é de 20:1,portanto, para 2 ureias, tem-se 1 creatinina.

Segundo passo: exame de urina tipo 1

Nesse exame, coleta-se de 40 a 50 ml de urina. O exame é dividido em duas partes. Na primeira parte,são feitas reações químicas. Já na segunda, é realizada a visualização de gotas de urina pelo microscópio (sedimentoscopia).

Como é um exame de urina tipo 1 nos tipos de injúria renal aguda?

  • IRA pré-renal: nenhum aspecto químico diferente da urina normal. Há uma maior densidade por causa da menor concentração de solvente (água). Também não são encontrados sedimentos.
  • IRA intríseca: como há lesões no parênquima, pode haver hematúria, piúria, proteinúria e glicosúria. Nessa IRA, a urina se encontra com menor densidade por conta do menor poder de reabsorção do rim.
  • IRA intersticial: como há obstrução, pode existir hematúria e piúria.

Terceiro passo: exame de imagem

Para te auxiliar no diagnóstico, você poderá avaliar um exame de imagem. No geral, a USG das vias urinárias é uma ótima escolha para avaliar IRA pós-renal, por exemplo. 

Na IRA pós renal, como há suspeita de obstrução, você poderá avaliar:

  • parênquima renal: ecogenicidade, tamanho, presença de hidronefrose, entre outras características 
  • aumento da ecogenicidade dos rins
  • perda da diferenciação corticomedular
  • dilatação do sistema coletor.

Nas imagens abaixo é possível comparar a USG de um rim saudável (à esquerda) e de um rim com IRA (a direita). Geralmente, na IRA, o rim foi edemaciado, o que fará seu volume aumentar.

(rim da esquerda): https://radiopaedia.org/cases/normal-kidneys-3?lang=us. Fonte: (rim da direita): Meola M, Petrucci I, Ronco C (eds): Ultrasound Imaging in Acute and Chronic Kidney Disease. Contrib Nephrol. Basel, Karger, 2016, vol 188, pp 11-20

GOLDMAN, Lee; AUSIELLO, Dennis. Cecil Medicina. 25a ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.

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