Urgência e Emergência

Como diferenciar um atendimento de urgência e emergência?

Como diferenciar um atendimento de urgência e emergência?

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Tudo o que você precisa saber sobre um atendimento de urgência e emergência!

Diversos médicos após se formarem atuam dando plantões em Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ou na emergência de hospitais. Esses profissionais precisam saber lidar e conduzir os mais diversos tipos de agravos, sendo importante diferenciar urgência e emergência e assim fornecer o melhor atendimento ao seu paciente. 

O conceito de urgência e emergência são responsáveis por definir o tipo de atendimento médico e tratamento que um paciente vai receber ao chegar em uma unidade de atendimento. Apesar de serem termos importantes de serem diferenciados no âmbito da medicina, muitas vezes os dois termos acabam sendo utilizados como sinônimos.

O que é urgência?

A Urgência vem do latim urgentia e significa qualidade ou caráter urgente, é alto que é necessário ser feito com rapidez. O Conselho Federal de Medicina define como urgência uma ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou sem risco potencial de vida, em que o paciente precisa de assistência médica imediata. Apesar de não ter risco iminente de morte, se não for tratada, pode evoluir para complicações mais graves.

O profissional que trabalha nessas unidades de serviço deverá ter o conhecimento e as qualificações essenciais para identificar e tratar lesões traumáticas com risco de vida real ou potencial. 

O que é emergência?

A emergência consiste em todo e qualquer evento que implique em risco iminente de morte. O paciente deverá ser diagnosticado e receber tratamento adequado nos primeiros momentos após ocorrido o evento. Dessa forma, o indivíduo necessita assistência médica imediata.

Assim, na atenção às emergências, deve-se esperar que o médico saiba conduzir o atendimento da seguinte forma: 

  • Agilidade na avaliação inicial de todos os casos que necessitam de assistência
  • Identificação segura dos diagnósticos prováveis
  • Realizar o encaminhamento apropriado de pacientes críticos às unidades assistenciais que tenham capacidade de dar continuidade do atendimento

Como diferenciar urgência e emergência no pronto socorro?

Durante um atendimento no pronto socorro, a prioridade é para o paciente que necessita de tratamentos para preservação da vida. Quando um indivíduo chega  a uma UPA, por exemplo, é realizada uma avaliação rápida das lesões. Além disso, há uma triagem para definir se é um caso de urgência ou emergência. 

A triagem é um método eficaz para definir a prioridade do atendimento. O Protocolo de Manchester é um dos métodos de triagem mais eficazes do mundo, através dele é possível permitir que os atendimentos hospitalares sejam realizados de maneira muito mais rápida, eficaz e de forma justa.

Na classificação de risco, o paciente recebe uma identificação através de cores, que vai determinar a sua condição e a ordem do atendimento. Geralmente, a classificação de risco é realizada por um profissional da enfermagem.

Qual o protocolo para um atendimento de urgência e emergência?

No suporte básico há modificações. O atendimento inicial é de acordo com o quadro do paciente e a sua queixa principal. De acordo com a American Heart Association, o atendimento deve seguir os seguintes protocolos, caso se aplique ao paciente:

Suporte básico no trauma e a urgência e emergência

O objetivo do ATLS é ensinar o atendimento sistemático, direcionando os participantes a aprenderem a seguir um fluxo de abordagem baseado em tratar a maior ameaça à vida o quanto antes.

  • X: Controle de hemorragias
  • A: Liberar as vias aéreas e estabilizar a coluna cervical
  • B: Avaliar a respiração 
  • C: Circulação
  • D: Avaliação neurológica
  • E: Exposição

Suporte Básico para RCP

  • C: Compressões torácicas
  • A: Permeabilidade das vias aéreas e estabilização da coluna cervical
  • B: Ventilar
  • D: Desfibrilar precocemente

Além disso, o médico deve estar atento a sinais de TCE (extravasamento de LCR; hematoma em região periorbital ou em região mastoidea), sinais de pneumotórax e saber aplicar escala de coma de Glasgow.

Referência bibliográfica

  • Brasil. Ministério da Saúde. Regulação médica das urgências. Brasília: Ministério da Saúde; 2006. p.47. (Série A, Normas e Manuais Técnicos).
  • Conselho Federal de Medicina. Resolução nº 1.931, de 17 de Setembro de 2009

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