Dermatologia

Doenças Infecciosas Virais e Parasitárias: Saiba Tudo!

Doenças Infecciosas Virais e Parasitárias: Saiba Tudo!

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SanarFlix

6 min há 822 dias

Confira um artigo completo que falamos sobre Doenças Infecciosas Virais e Parasitárias para esclarecer todas as suas dúvidas. Ao final, confira alguns materiais educativos para complementar ainda mais os seus estudos.

Boa leitura!

Doenças Infecciosas Virais: Micoses

As micoses de pele são infecções causadas por fungos, seres estes pertencentes ao reino fungi. Se caracterizam por serem eucariontes, ou seja, possuem núcleo organizado, com uma membrana nuclear que o separa do citosol, e por sua membrana celular que possui quitina. Os fungos possuem duas formas de apresentação:

  • Leveduriformes: Fungos unicelulares, que se reproduzem por brotamento e causam as micoses profundas.
  • Filamentosos: Hifas multicelulares, que se reproduzem por meio de esporos e causam as micoses superficiais. Este tipo de fungo está espalhado pelo ambiente, como: cogumelo, shitake, shimeji, bolor.

Os diferentes tipos de fungo acometem a pele em diferentes profundidades, causando doenças específicas. Dessa forma, as micoses podem ser classificadas entre: superficiais e cutâneas, subcutâneas e profundas. Observe a classificação de cada micose:


Neste material, você vai aprender sobre as micoses superficiais, cutâneas e subcutâneas. Você poderá aprender sobre as micoses profundas no nosso curso de Infectologia!

Micoses superficiais e cutâneas

Pitiríase versicolor

Também conhecida como “pano branco”, a pitiríase versicolor é causada pelo Malassezia furfur, um fungo que produz ácido azelaico. Este, por sua vez, é responsável por inibir a formação de melanina na pele, o que gera as lesões características da pitiríase versicolor: máculas de diversas colorações, principalmente brancas, mas podendo ter tons diferentes de rosa. 

Clinicamente, observa-se que estas máculas brancas ou rosadas são confluentes, prevalecem em regiões sebáceas (dorso, região esternal) e possuem descamação furfurácea ao teste de Zileri (descamação mais evidente ao realizar o estiramento da pele lesional).

O diagnóstico é clínico, mas para confirmação pode ser utilizado também:

  • A lâmpada de Wood, com a qual a lesão adquire coloração amarelo-prateada;

  • O exame micológico direto com hidróxido de potássio (KOH) a 5%, em que é realizada a raspagem da lesão, o material é colocado na lâmina, pinga-se a solução de KOH e, no mesmo momento, já se observa a lâmina.

SAIBA MAIS: A lâmpada de Wood, apesar de pouco usada atualmente, possui baixo custo e fornece grande auxílio ao diagnóstico de diversas lesões dermatológicas, entre elas: infecções fúngicas, bacterianas, distúrbios de pigmentação e porfiria. Fundamenta-se na visualização da fluorescência emitida pela pele quando iluminada por uma luz com baixo comprimento de onda (entre 340 e 400 nanômetros). Dessa forma, cada tipo de lesão emitirá fluorescência específica, o que se traduz em diferentes colorações para diferentes dermatoses. A fluorescência amarelo-prateada emitida pela lesão da pitiríase versicolor se deve ao fato de a Malassezia furfur produzir metabólitos fluorescentes como o pityrialactone.

No exame micológico direto de lesões causadas pela Malassezia, observa-se a presença de blastoconídios em cachos e hifas septadas curtas e curvas.

Presença de hifas curtas e curvas e blastoconídios em cacho (400x).

Imagem: Presença de hifas curtas e curvas e blastoconídios em cacho (400x).

Máculas brancas (à esquerda) e rosadas (à direita) características de pitiríase versicolor.

Imagem: Máculas brancas (à esquerda) e rosadas (à direita) características de pitiríase versicolor.

Entretanto, geralmente, não é comum o uso destes métodos diagnósticos. O tratamento consiste em antifúngicos tópicos, como o ciclopirox olamina (spray ou creme a 1%), 2 aplicações por dia, por 14 a 28 dias. Como alternativas, há ainda o fenticonazol (spray a 2%) e a terbinafina (spray a 1%), ambos de mesma posologia. Mas, quando a lesão é mais difusa ou o paciente é imunocomprometido, é mais recomendado o uso de antifúngicos sistêmicos, como o itraconazol (100 mg/comprimido), 2 comprimidos via oral, por 5 a 7 dias.

Piedras negra e branca

A piedra negra, muito comum na Amazônia, é provocada pela Piedraia hortai, já a piedra branca é causada pelo Tichosporum beigeli. Clinicamente, se expressam como uma pedra negra ou branca, respectivamente, aderida ao fio do cabelo. 

Piedra negra e piedra branca.

Imagem: Piedra negra e piedra branca.

Entretanto, enquanto a piedra negra acomete apenas região de couro cabeludo e barba, a piedra branca atinge couro cabeludo, barba, região genital e axilas. Ademais, um dos diagnósticos diferenciais da piedra branca são os casos de pediculose, mais especificamente os ovos da fêmea fecundada do Pediculus capitis, as lêndeas, diferenciando-se pelo fato de a primeira ficar aderida e envolver toda a circunferência do fio, enquanto a lêndea fica lateralmente ao fio e é facilmente removível.

O tratamento consiste no corte de cabelo, associado ao uso de antifúngico tópico, como o cetoconazol (shampoo a 2%). Este deve ser aplicado sobre as hastes, promovendo espuma abundante e o enxague só deve ser realizado 10 minutos depois. Este procedimento deve ser repetido 3 vezes por semana, por 2 a 4 semanas.

Dermatofitoses

As dermatofitoses, também conhecidas como tineas, acometem a camada externa da pele, cabelos e unhas. A transmissão pode ser por contato direto ou indireto e o diagnóstico costuma ser feito pela associação entre características clínicas, lâmpada de Wood (que confere a cor esverdeada à lesão) e micológico direto com KOH a 10%.

Com o KOH é possível diferenciar os três agentes causadores da tinea, a partir do formato do conidióforo (estrutura que libera esporos):

– Microsporum sp.

– Trichophyton sp.

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