Imunologia

Imunidade Adquirida: o que é, classificação e muito mais!

Imunidade Adquirida: o que é, classificação e muito mais!

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Confira um artigo completo que falamos sobre a Imunidade Adquirida para esclarecer todas as suas dúvidas. Ao final, confira alguns materiais educativos para complementar ainda mais os seus estudos.

Boa leitura!

Introdução

A imunologia estuda as reações de defesa do nosso organismo, entendendo os fatores vitais dessa defesa, como moléculas sinalizadoras, células e órgãos do sistema imune, homeostasia e reações patológicas causadas por agressores. Sendo que cada um destes fatores apresenta características próprias.

A homeostasia ou processo de homeostasia corporal é o equilíbrio do corpo, a tentativa do mesmo em voltar ao estado original em que o sistema imune pode tanto induzir a saída do corpo da homeostase, quanto induzir o retorno dela.

Temos vários mecanismos de defesa que se organizam muito bem, dependendo de qual situação o organismo estará exposto. E são divididos em: Imunidade Inata e Imunidade Adquirida.

Imunidade Adquirida

A Imunidade Adquirida, também chamada de imunidade adaptativa, consiste na resposta imune gerada ao longo da vida, que foi ativada após contato com diversos antígenos imunogênicos, tornando o organismo cada vez mais capaz de se defender de invasões de microrganismos patogênicos.

A imunidade adquirida difere da imunidade inata pelos tipos de células imunes que recrutam, especificidade, tempo de ativação (a imunidade adaptativa demora mais tempo para ser formada) e em alguns mecanismos efetores.

Além disso, a resposta adquirida é capaz de gerar memória imunológica, habilidade que a imunidade inata não possui. Entretanto, a imunidade inata é importante para ativar a imunidade adquirida.

Classificações da Imunidade Adquirida

Passiva

Consiste na transferência de anticorpos específicos de um indivíduo imunizado para outro não imunizado. Pode ser natural, como ocorre no aleitamento materno, ou artificial, como no uso do soro antiofídico em casos de picadas de cobras venenosas.

Ativa

Consiste na imunidade adquirida pela exposição ao antígeno, podendo ser natural, quando desenvolvida pela doença ou por meio de vacinas (produzidas a partir do invasor atenuado, morto ou fragmentado).

Humoral

Resposta mediada por moléculas sanguíneas e secreções da mucosa, que são os anticorpos. É a principal resposta contra invasores extracelulares e suas toxinas. Nesse tipo de resposta, as células B apresentam antígenos para as células TCD4, além de serem ativadas por estes linfócitos.

Celular

Resposta mediada pelos linfócitos T, ativada contra invasores intracelulares, como vírus, que ficam inacessíveis aos anticorpos e moléculas sanguíneas para serem destruídos pela resposta humoral. Nesse tipo de resposta, os macrófagos apresentam antígenos e respondem aos linfócitos TCD4.

Linfócitos

Os linfócitos são produzidos na medula óssea, a partir de uma célula mieloide tronco (pluripotente) no feto. Este processo ocorre no fígado fetal.

No córtex medular, essas células (CD4, CD8, CD19) não expressam nenhum marcador celular, sendo chamadas de duplo negativo. A especificidade se dá quando esses linfócitos são modulados por alguns fatores de transcrição, como o Notch 1 e GATA 3, que estimulam a formação de linfócitos T, e os fatores EBF, E2A e Pax-5 estimulam a formação dos linfócitos B.

Linfócitos B

As células B continuam na medula óssea no início de sua maturação e depois migram para o baço para terminar este processo. Essas células podem se diferenciar em linfócitos B foliculares, linfócitos B da zona marginal ou B1, que possuem bastante variabilidade de seus receptores para reconhecer antígenos.

As células B foliculares expressam IgM e IgD e são capazes de recircular e ocupar órgãos linfoides, reconhecendo e respondendo a antígenos invasores. As células B secretam IgM espontaneamente e geram células produtoras de IgA nas mucosas.

Já os linfócitos B da zona marginal respondem a antígenos transportados pelo sangue e se diferenciam em plasmócitos secretores de IgM de vida curta, sendo responsáveis, principalmente, por mediar respostas dependentes de células T.

Linfócitos T

Os linfócitos T, por sua vez, migram para o timo, onde são duplo positivos, expressando CD8 e CD4. Nesse processo de maturação dos linfócitos T, esses linfócitos são expostos por células dendríticas (APCs) a antígenos que são apresentados ligados ao complexo MHC e, a depender de qual classe de MHC (MHC classe II ou classe I), o linfócito irá se especializar para CD8 ou CD4, deixando de expressar um dos marcadores.

Resposta Imune Celular

A resposta imune celular é a resposta dependente da resposta adaptativa desempenhada pelos Linfócitos T, os quais apresentam dois subtipos: Linfócitos T CD4+ e Linfócitos T CD8+.

Os efetores dos linfócitos T CD4+ são também denominados de linfócitos T auxiliadores ou linfócitos T helper, que atuam auxiliando a ativação de macrófagos e outras células, como os eosinófilos, levando a destruição do patógeno.

Os efetores dos linfócitos TCD8+ são denominados de linfócitos T citotóxicos, que induzem a morte de células infectadas, principalmente por vírus, mas também por outros patógenos, como bactérias intracelulares e/ou parasitos.

O início dessa resposta advém da resposta imune inata. Já que, antes de realizar a resposta através do linfócito T são necessárias as células apresentadoras de antígeno (APC’s), sendo as principais delas as células dendríticas. Com isso, as APC’s reconhecem o patógeno ou alguma proteína advinda dele, processam e transportam a informação para os linfócitos T virgens, localizados em órgãos linfoides. Dessa forma, é gerada uma resposta adaptativa T dependente, também denominada de timo dependente.

Vale ressaltar que a resposta de linfócitos T é apenas induzida através de antígeno proteico, sendo a única resposta capaz de gerar memória imunológica.

Com isso, mesmo que sejam geradas células B de memória, essa resposta é dependente de célula T.

SE LIGA! É por conta disso que ao serem criadas vacinas, deve-se utilizar, como base para confecção, os peptídeos (quando não confeccionada por vírus/bactérias atenuados), já que eles são capazes de induzir a resposta de linfócitos T e, consequentemente, gerar memória imunológica.

A resposta, então, geralmente é iniciada pelas células dendríticas, que são as únicas APCs que apresentam o antígeno ao linfócito T virgem ou naive, localizado na região parafolicular do lingonodo regional, ativando-o pela primeira vez.

As outras APC’S, como macrófago, neutrófilo e linfócito B apresentam antígenos apenas para o linfócito T efetor.

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