Oito manifestações clínicas mais comuns da Covid-19

Oito manifestações clínicas mais comuns da Covid-19

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Sanar Medicina

5 min15 days ago

Estudos demonstram que as manifestações clínicas da Covid-19 são muito variadas. A doença, causada pela infecção com o novo coronavírus pode se manifestar através de sintomas leves e moderados, até quadros mais severos, com inflamações de citocinas, contendo alterações hematológicas e de coagulação que podem levar ao dano tecidual e morte.

Por conta disso, selecionamos as oito manifestações clínicas mais comuns da doença neste artigo.

Pesquisas indicam que os sinais e manifestações clínicas da covid-19 apresentados por um paciente são, principalmente, respiratórios. Entretanto, toda comunidade científica internacional segue investigado os diversos sintomas da doença e os achados dermatológicos estão se tornando cada vez mais frequentes. 

Os registros clínicos obtidos através de pacientes no início da infecção pelo SARS-CoV-2 indicam que os sintomas mais comuns são febre, tosse, fadiga e mialgia. Mas, eles também podem seguir acompanhados por secreção respiratória, dor de cabeça e diarreia.

Vale lembrar ainda que diferentes pesquisas apontam que a maioria absoluta dos pacientes diagnosticados, cerca de 86%, não apresentam gravidade. Aproximadamente 14% necessitam de oxigenoterapia em uma unidade hospitalar e, um percentual menor que 5% desse grupo precisam de tratamento em terapia intensiva. 

Oito principais manifestações clínicas da Covid-19

Vamos a lista das oito principais manifestações clínicas da Covid-19, segundo estudo recente feito por pesquisadores da Universidade Federal Fluminense.

O artigo “COVID-19: manifestações clínicas e laboratoriais na infecção pelo novo coronavírus”, foi publicado no Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial, e traz as seguintes incidências: 

  1. Febre (88,3%)
  2. Tosse (68,6%) 
  3. Mialgia ou fadiga (35,8%)
  4. Expectoração (23,2%)
  5. Dispneia (21,9%)
  6. Cefaleia ou tontura (12,1%)
  7. Diarreia (4,8%)
  8. Vômitos ou náuseas (3,9%)

Em pacientes idosos ou indivíduos que apresentem doenças cardiovasculares, diabetes e comorbidades renais, a Covid-19 pode progredir com maior gravidade, com pneumonia, síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), além de disfunções cardíacas, hepáticas e renais.

Segundo as informações apresentadas no estudo, a progressão dos primeiros sintomas de COVID-19 para sepse ocorre de forma lenta. 

Já o envolvimento extrapulmonar é composto pelas seguintes características: insuficiência cardíaca refratária e danos nos rins, responsável por levar aproximadamente 25% dos pacientes críticos à terapia renal substitutiva. 

Pesquisadores identificaram seis “tipos da Covid-19”

Pesquisadores do King’s College, localizado na cidade de Londres, identificaram seis diferentes “tipos da Covid-19”. Desse total, o estudo aponta que cada uma delas é caracterizado por um conjunto específico de sintomas. 

Segundo Claire Steves, autora que liderou a equipe no estudo, “essas descobertas têm implicações importantes para o atendimento e o monitoramento das pessoas mais vulneráveis à forma mais grave da Covid-19”. 

A pesquisa concluiu que embora tosse persistente, febre e perda de olfato (anosmia) sejam geralmente apontados como os três principais sintomas da Covid-19, as pessoas podem experimentar uma ampla gama de sintomas diferentes.

Enxaquecas, dores musculares, fadiga, diarreia, confusão, perda de apetite e dificuldades respiratórias. Já a evolução da doença pode variar de sintomas simples de um resfriado comum, erupções cutâneas simples e condições graves podendo levar a morte.

Vamos a lista de tipos e sintomas identificados pela pesquisa:

  1. “Gripe” sem febre: enxaqueca, dor muscular, tosse, perda de olfato, dor de garganta, dor no peito e a ausência de febre. 
  2. “Gripe” com febre: enxaqueca, perda de olfato e apetite, tosse, dor de garganta, rouquidão e febre. 
  3. Gastrointestinal: enxaqueca, perda de olfato e apetite, diarreia, dor de garganta, dor no peito e ausência de tosse. 
  4. Grave nível um (fadiga): enxaqueca, perda de olfato, tosse, febre, rouquidão, dor no peito e fadiga. 
  5. Grave nível dois (confusão): enxaqueca, perda de olfato e apetite, tosse, febre, rouquidão, dor de garganta, dor no peito, fadiga, confusão e dor muscular. 
  6. Grave nível três (abdominal e respiratório): enxaqueca, perda de olfato e apetite, tosse, febre, rouquidão, dores de garganta, no peito, abdominal e muscular, fadiga, confusão, dificuldade respiratória e diarreia.

Com a classificação, os cientistas concluíram que entre 1,5% e 3,3% de pessoas com grupos 1, 2 e 3 necessitava de assistência respiratória. 

Já a porcentagem daqueles que manifestaram sintomas dos grupos 3, 4 e 5 foi de 8,6%, 9,9% e 19,8%, respectivamente. Por fim, quase metade dos pacientes do grupo 6 foi parar no hospital, em comparação com 16% dos pacientes no grupo 1. 

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