Rabdomiólise é uma síndrome caracterizada pela ruptura do músculo estriado (Rabdo = estriado; Mio = músculo; Lise = ruptura), levando a liberação de constituintes intracelulares, entre eles a mioglobina, que produzem alterações locais e sistêmicas.
Epidemiologia da Rabdomiólise
Segundo alguns estudos, ocorrem em média 26 mil casos de rabdomiólise por ano nos Estados Unidos. Não há dados relacionados a isso no Brasil. A mortalidade da rabdomiólise varia de 3,4 a 59%, podendo ser a causa da morte, direta ou indiretamente, através das complicações associadas a ela.
Fazem parte do grupo de risco desta doença: obesos mórbidos, pessoas em pós-operatório (principalmente de cirurgias longas), pessoas que fazem uso de drogas ilícitas ou de hipolipemiantes (estatinas), atletas que praticam exercícios físicos extenuantes e vítimas de trauma.
Estas últimas são as mais acometidas, já que se estima que 85% destas irão desenvolver o quadro clínico de rabdomiólise, dos quais 10 a 50% evoluirão para injúria renal aguda (IRA).
Quadro clínico
O quadro clínico é variável, podendo o paciente se apresentar assintomático, bem como ter dor e fraqueza muscular e edema local.
Ademais, a urina pode se tornar escurecida e sintomas inespecíficos podem estar presentes, como mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal e alteração do estado mental (desde confusão mental, sonolência e torpor, até o coma).
Causas da rabdomiólise
O grupo de risco supracitado está diretamente relacionado às causas da rabdomiólise. Há diferentes desencadeantes da necrose ou apoptose das células do músculo estriado, entre eles estão:
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Trauma;
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Drogas ilícitas (ecstasy, cocaína, heroína);
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Drogas lícitas (álcool);
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Acidentes com animais peçonhentos;
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Imobilização prolongada;
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Medicações (estatinas);
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Hipotermia ou hipertermia;
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Infecções;
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Exercício físico extenuante.