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Resumo sobre ciatalgia (dor ciática) – Sanarflix

Resumo sobre ciatalgia (dor ciática) – Sanarflix

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SanarFlix

6 minhá 223 dias

Definição

A queixa de ciatalgia é muito frequente na prática médica. Muitas vezes, o termo é utilizado de maneira inadequada, ao se nomear de ciática qualquer padrão de dor com irradiação para os membros inferiores.  A ciatalgia verdadeira é causada pela dor irradiada pelo trajeto do nervo ciático: região glútea, posterior da coxa e perna podendo lateralizar ou medializar distalmente até o pé na dependência do dermátomo comprometido. 

Anatomia do nervo ciático       

O nervo Ciático é o nervo mais calibroso do corpo humano e são formados pelas contribuições do plexo lombar inferior e do plexo sacral (raízes nervosas L4-L5-S1-S2-S3). Esse nervo passa pelo forame ciático e desce pela face posterior da perna até chegar à fossa poplítea, onde se divide nos nervos tibial e fibular comum. Os ramos motores do nervo ciático suprem os músculos da perna. 

Anatomia do nervo ciático

Fisiopatologia da ciatalgia

A fisiopatogenia da ciatalgia verdadeira ou típica, está relacionada a tração, distorção ou compressão de raiz nervosa, plexo ou nervo ciático. A causa mais comum de compressão ou lesão do nervo ciático nesta região é o trauma, incluindo luxação do quadril, fratura ou substituição. A etiologia da ciatalgia também  está relacionada aos transtornos degenerativos da coluna vertebral incluindo a hérnia discal, discopatia degenerativa com ruptura do anulo fibroso e estenose medular.

O nervo ciático pode ser ainda comprimido por tumores dentro da pelve, região glútea ou contra o osso na protuberância isquiática e proximal do fêmur. Tumores incluindo sarcomas, lipomas entre outros podem provocar dor por compressão ou envolvimento direto pela massa tumoral. Outras etiologias incluem injeções nas nádegas, compressão por fontes externas, como repouso prolongado e qualquer massa profunda na pelve, incluindo hematomas.

A síndrome do piriforme é uma condição controversa que pode contribuir ocasionalmente para a lesão do nervo ciático. Nesse distúrbio, a compressão do nervo ciático ocorre na região da incisura ciática à medida que o nervo entra em contato próximo com um músculo piriforme hipertrofiado. 

Sinais e sintomas da ciatalgia       

A dor ciática é relatada pelos pacientes como “ferroada”, “fisgada” ou “sensação de choque” associada a parestesias. Além da dor, os pacientes com lesão significativa do nervo ciático nessa região também se queixam de fraqueza que afeta a maior parte da musculatura da perna, incluindo os isquiotibiais, bem como marcha claudicante. 

A flexão, extensão, abdução e adução do quadril e extensão do joelho são normais. A perda sensorial envolve todo o território fibular, tibial e sural. Na perna, entretanto, a panturrilha medial e o arco do pé podem ser poupados devido à inervação pelo nervo safeno preservado (um ramo do nervo femoral). A sensação também é poupada acima do joelho, tanto anterior quanto posteriormente. O reflexo do joelho é normal, mas o reflexo do tornozelo não pode ser obtido.

Diagnóstico da dor ciática

O exame neurológico é fundamental para o diagnóstico topográfico. O sinal de Lasègue, alterações de reflexos dos membros inferiores, teste de sensibilidade tátil-dolorosa bem como de força muscular devem ser realizados e revelam o nível topográfico e raiz comprometida. 

O teste de Lasègue e seus sucedâneos são também conhecidos como teste de estiramento do nervo ciático. É um teste provocativo e, portanto exacerba a dor referida pelo paciente previamente. Os estudos por imagens, principalmente ressonância magnética ou tomografia computadorizada, revelam o fator etiológico comprovando também o nível topográfico já suspeitado pelo exame clínico. A compressão do nervo ciático pode não produzir anormalidades significativas na eletromiografia (EMG), a menos que seja relativamente grave.

Tratamento da ciatalgia 

O repouso é eficaz durantes as crises agudas de ciatalgia. Ele não pode ser muito prolongado, pois a inatividade tem também a sua ação deletéria sobre o aparelho locomotor. Assim que a atividade e a deambulação forem possíveis. Os exercícios aeróbicos e de fortalecimento da musculatura paravertebral são comprovadamente eficazes e devem ser estimulados para prevenir novas crises. 

Quando há causas específicas para a ciatalgia, como neoplasias, fraturas, doenças infecciosas e inflamatórias, estas devem ser tratadas. Para além das causas, o tratamento medicamentoso consiste no controle sintomático da dor para propiciar a recuperação funcional, o mais rapidamente possível. As principais opções são: 

  • Dipirona é utilizada com frequência no nosso meio, na dose de 500 mg, até 4 vezes ao dia. 
  • Acetaminofen (paracetamol) na dose de 500 mg, 4 a 6 vezes ao dia, 

Outros analgésicos disponíveis no mercado incluem o ácido acetilsalicílico, clonixinato de lisina, viminol e flupirtina. Os relaxantes musculares como carisoprodol, ciclobenzaprina são também uma opção no tratamento, a curto prazo, da lombalgia aguda, demonstrando eficácia superior ao placebo.

Os opióides não são recomendados na lombalgia crônica, pelo risco da dependência química; quando usados por tempo prolongado. No entanto, quando houver manifestações agudas intensas e não responsivas aos analgésicos e AINES, pode ser utilizado por curto período de tempo o fosfato de codeína na dose de 30 mg, 3 a 4 vezes ao dia, ou cloridrato de tramadol é usado na dose de 100 mg a 400 mg diários. 

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