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Resumo sobre colite ulcerativa (completo) – Sanarflix

Resumo sobre colite ulcerativa (completo) - Sanarflix

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Resumo sobre colite ulcerativa (completo): da definição ao tratamento, passando pela fisiopatologia, diagnóstico e quadro clínico. Confira!

Definição

A colite ulcerativa é uma condição inflamatória crônica caracterizada por episódios de inflamação recidivantes e remitentes limitados à camada mucosa do cólon.

A doença sempre afeta o reto e também variáveis porções proximais do cólon, em geral de forma contínua, ou seja, sem áreas de mucosa normais entre as porções afetadas.

Ela faz parte do grupo das doenças inflamatórias intestinais, tendo como principal diagnóstico diferencial  a doença de Crohn. Não tem causa definida, portanto não há tratamento específico para sua cura.   

Epidemiologia da colite ulcerativa     

A doença pode iniciar em qualquer idade, sendo homens e mulheres igualmente afetados. A idade de início para muitos pacientes com colite ulcerosa é entre 15 e 30 anos, embora possa se manifestar em qualquer idade. Alguns estudos sugerem uma distribuição bimodal de idade para ambos os transtornos, com um possível segundo pico entre 50 e 80 anos. O Brasil, assim como em outros países da América Latina, é considerado uma região de baixa prevalência da doença quando comparada com países como os EUA, Reino Unido e Austrália. 

O  tabagismo, mesmo sendo um fator de risco para a doença de Crohn, não é para a colite ulcerosa. Inclusive, a cessação do tabagismo em pacientes com colite ulcerosa está associada a um aumento na atividade da doença e ao risco de hospitalização.

O aumento da ingestão alimentar de gordura total, gordura animal e ácidos graxos poliinsaturados foi correlacionado com um aumento na incidência e recaída em pacientes com colite ulcerosa. AINES e contraceptivos orais podem aumentar o risco de desenvolver DII, mas o risco parece ser pequeno. 

Patogênese da colite ulcerativa 

Na colite ulcerativa a inflamação é difusa e inespecífica, confinada à mucosa e submucosa da parede do trato gastrointestinal (TGI), restrita ao cólon e reto, sendo a transição entre tecido acometido e tecido normal nítida e bem demarcada. 

O comprometimento é contínuo e pode causar desde erosões na mucosa, nas formas leves da doença, até úlceras e comprometimento da camada muscular nas formas mais graves, com presença de pólipos e pseudopólipos inflamatórios em todas as formas da doença.

Na microscopia observam-se depleção de muco, edema de mucosa e congestão vascular com hemorragia focal. São demonstrados também presença de células de fase inflamatória aguda, como infiltrados de neutrófilos na mucosa, submucosa e no lúmen das criptas, denominados abscessos de cripta, e também, como resposta crônica na lâmina própria, linfócitos, eosinófilos, plasmócitos e macrófagos. 

Manifestações clínicas da colite ulcerativa 

A colite ulcerosa é caracterizada por episódios recorrentes de inflamação limitados à camada mucosa do cólon. Os pacientes apresentam diarréia crônica com sangue, sendo comum a anemia, frequentemente sem febre. A colite ulcerativa também cursa com manifestações em outros órgãos como os olhos, as articulações, a pele, as vias biliares e o fígado. 

Olhos: As manifestações oculares mais frequentes de DII incluem uveíte e episclerite.

Episclerite
Episclerite

Musculoesquelético A colite ulcerativa está associada a uma artrite periférica não destrutiva, que envolve principalmente grandes articulações, e a espondilite anquilosante. Outras manifestações musculoesqueléticas incluem osteoporose, osteopenia e osteonecrose.  

Pele: As lesões cutâneas mais frequentes associadas à DII incluem eritema nodoso e pioderma gangrenoso. 

Pioderma gangrenoso
Pioderma gangrenoso

Hepatobiliar: A colangite esclerosante primária, fígado gorduroso e doença hepática auto-imune têm sido associados a colite ulcerativa. Os pacientes podem apresentar fadiga, prurido, febre, calafrios, suores noturnos e dor no quadrante superior direito. 

Diagnóstico da colite ulcerativa 

O diagnóstico é estabelecido pela avaliação da história clínica, baseado na presença de diarreia crônica por mais de quatro semanas, e na evidência de colite crônica na endoscopia e biópsia. Como essas características não são específicas da colite ulcerosa, o estabelecimento do diagnóstico também requer a exclusão de outras causas de colite pela história, principalmente causas infecciosas.  

Tratamento da colite ulcerativa   

O tratamento em princípio é clínico, por longo período ou por toda a vida. O objetivo do tratamento para pacientes com CU ativa é atingir a remissão (remissão endoscópica e clínica), demonstrando a cura completa da mucosa. 

A sulfassalazina mostrou-se eficaz no tratamento da retocolite ulcerativa leve a moderada. Os pacientes refratários ou aqueles com doença moderada podem alternativamente usar prednisona na dose de 40 mg/dia, por via oral. Se ainda assim a doença continua rebelde, o próximo passo é a introdução de medicamentos chamados biológicos, tendo como o primeiro da lista o infliximabe, feito em regime de hospital-dia (curta internação) programado. 

Para pacientes com colite ulcerativa grave aguda, são tratados com internação hospitalar, monitoramento, reposição de fluidos e eletrólitos e podem necessitar de hemoderivados. Recomenda-se, nesses casos, terapia com glicocorticoide intravenoso como tratamento inicial para induzir a remissão.Para pacientes com CU grave aguda que não respondem à terapia com glicocorticoide intravenoso em cinco dias, pode lançar mão da terapia de segunda linha com infliximabe ou ciclosporina.

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