Medicina Intensiva

Atuação do médico na UTI: conheça as principais diferenças

Atuação do médico na UTI: conheça as principais diferenças

Compartilhar
Imagem de perfil de Sanar Pós Graduação

Entenda melhor como é a atuação do médico na UTI, sanando dúvidas e curiosidades sobre a rotina! Boa leitura!

A atuação do médico em uma UTI é bem distinta no que diz respeito a rotina e intercorrências quando comparada à outras especialidades médicas.

Nesse sentido, é importante que o recém-formado tenha conhecimento dessas particularidades ao decidir atuar na medicina intensiva.

História da Medicina Intensiva

Desde há muito tempo se percebeu a necessidade de triar bem os pacientes internados em hospital. Isso não apenas com termos de gravidade, mas em relação à faixa etárias.

Com isso, a enfermeira Florence Nightingale trouxe o conceito de monitorizar o paciente grave e, no contexto da Guerra da Crimeia (1884).

Passado o tempo, em 1927, Walter Dany criou a primeira Unidade de Terapia Intensiva. A sua ideia era que seus pacientes mais graves recebessem uma atenção especializada, separados dos outros. Foi natural que, com a tecnologia e a evolução científica, a ideia de uma Unidade de Terapia Intensiva fosse tomando uma conformação mais parecida com a que temos atualmente.

Por fim, Peter Safar, criador do método ABC do trauma, massagem cardíaca externa e a respiração boca a boca fundou a primeira disciplina de Medicina Intensiva.

Com a criação da disciplina, a ideia de uma rotina e a formulação de protocolos foram sendo pensadas. Acompanhando esse processo, tudo o que faz da UTI um ambiente tão particular merece ser explorado e explanado para os futuros ou já médicos.

Como a estrutura da UTI facilita a atuação médica?

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI), como comentado, é um setor especial de um hospital. Os pacientes nesse ambiente, por se encontrarem em uma estado mais delicado, precisam estar sob uma constante monitorização a fim de evitar intercorrências graves.

É pensando neles que essa unidade possui uma segurança redobrada quanto à circulação. De maneira geral, somente pessoal autorizado pode adentrar a UTI.

A sua localização no hospital é estratégica: próxima ao centro cirúrgico, radiologia, laboratório e emergência.

Atuação médico UTI
Exemplo de UTI. Fonte: Jornal USP.

Por essas razões, é indiscutível que, diante da necessidade de deslocamento do paciente dentro do hospital, esse posicionamento favoreça que menos desfechos negativos.

Equipe multidisciplinar e atuação do médico na UTI: como se relaciona?

Sem dúvidas a monitorização constante e a estrutura da UTI são fundamentais para o que paciente seja bem assistido.

Por outro lado, o fator que mais proporciona uma dinâmica segura e fechada é a presença de uma equipe multidisciplinar bem estruturada. Ela é composta por:

  • Médico(a) intensivista;
  • Enfermeiros;
  • Técnicos de enfermagem;
  • Fisioterapeutas;
  • Nutricionistas;
  • Dentistas;
  • Psicólogos;
  • Farmacêuticos;
  • Bioquímicos;
  • Assistentes sociais.

Já que se trata de um grupo grande, quando completo, a liderança da equipe cabe ao médico. Assim, a atuação do médico na UTI, na grande parte das vezes, será de liderança, coordenando a equipe.

Isso envolve conduzir as reuniões conhecidas como “visitas”, que ocorrem cerca de 2 vezes no dia. O seu objetivo é estabelecer metas para o dia, visando o cuidado individualizado dos pacientes. Ao final do plantão, as metas são conferidas e ajustadas para o próximo turno.

Dessa forma, é esperado que o médico tenha um perfil alinhado com essa demanda ou desenvolva a habilidade de uma liderança efetiva. Esse ponto é fundamental para a boa gestão do plantão, colaborando com a integridade da equipe e, acima de tudo, com a boa evolução do paciente.

Qual é o papel do médico dentro na UTI?

Além de atuar como o líder da equipe multidisciplinar, o médico na UTI pode atuar como plantonista ou como rotineiro. Ainda, pode escolher atuar em uma UTI geral ou especializada.

De maneira geral, costumam ser 1 intensivista ou plantonista para cada 5 ou 10 leitos.

Considerando a necessária agilidade e de uma dinâmica bem organizada, o médico precisa fazer uma ronda e avaliar os pacientes assim que se apresenta para o plantão. Fazer a evolução dos pacientes é essencial para que as visitas sejam passadas com foco em melhorar a sua condição.

Algumas das perguntas avaliativas ao evoluir seus pacientes ou entender sobre o plantão anterior são:

  • Quais pacientes estão estáveis?
  • Qual paciente instabilizou e por que?
  • Como está a prescrição desses pacientes?
  • Como estão os exames laboratoriais e de imagem?

É à beira leito que as condutas são traçadas, tendo sido feito um exame físico cuidadoso. A partir disso, as prescrições são feitas e passadas para o setor de enfermagem e outras especialidades.

Isso deixa claro como uma boa comunicação com a equipe favorece que tudo corra como o esperado no plantão.

Quais são as particularidades da rotina na atuação de um médico na UTI?

Diferente de uma unidade de emergência, por exemplo, o ambiente da UTI é mais controlado. Por esse motivo, a rotina de um médico intensivista, embora pesada, se torna menos desgastante por esse motivo.

Embora a UTI seja um ambiente controlado, o cenário é uma atenção incessante e protocolos rígidos. Isso é devido ao quadro dos pacientes. Por esse motivo, é necessário que o médico esteja pronto para lidar com cenários críticos.

Alguns procedimentos são essenciais nas condutas no ambiente da UTI. Saber conduzi-los é essencial para a boa gestão dos pacientes. Como exemplo, temos:

  • Intubação endotraqueal;
  • Ultrassonografia à beira-leito;
  • Traqueostomia percutânea;
  • Inserção de drenos torácicos;

Posts Relacionados

Perguntas frequentes

  1. Qual é a principal diferença da rotina de um médico intensivista dentre outras especialidades?
    A rotina de um intensivista se baseia nos plantões da UTI. Por se tratar de um cenário crítico, o médico tem que estar apto a conduzir um ambiente dinâmico.
  2. A atuação do médico em uma UTI se dá de que forma?
    O médico na UTI é o líder da equipe multiprofissional. Com isso, deve estar apto a cumprir a função de delegar e gerir o plantão.
  3. Qual é a importância de uma boa condução da equipe por parte do médico?
    A harmonia entre a equipe é fundamental para que todas as condutas sejam tomadas da melhor forma, com agilidade e eficiência. Ter um boa liderança contribui para a integração do time e, consequentemente, para o tratamento do paciente.

Referências

  1. A saúde e o trabalho de médicos de UTI. Ana Paula Ferreira Rocha.
  2. Ministério da Saúde.