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Cirurgia minimamente invasiva: técnicas, indicações clínicas e principais vantagens

cirurgia minimamente invasiva

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Cirurgia minimamente invasiva: saiba tudo sobre essa técnica!

A cirurgia minimamente invasiva (CMI) é uma técnica cirúrgica que utiliza métodos e instrumentos especiais para realizar procedimentos cirúrgicos com incisões menores em comparação com a cirurgia tradicional. Também é conhecida como cirurgia laparoscópica, endoscópica ou de incisão mínima. 

Na CMI, em vez de fazer uma grande incisão, são feitas várias incisões pequenas, geralmente de 0,5 a 1,5 centímetros de comprimento. Essas incisões são chamadas de “portais” e servem como pontos de entrada para os instrumentos cirúrgicos e a câmera, chamada de laparoscópio.

Quais as técnicas podem ser utilizadas na cirurgia minimamente invasiva? 

Existem várias técnicas utilizadas na cirurgia minimamente invasiva, cada uma com suas particularidades e aplicabilidades. Algumas das principais técnicas são: 

  • Laparoscopia
  • Artroscopia
  • Cirurgia endoscópica
  • Cirurgia robótica

Laparoscopia

É uma técnica em que o cirurgião faz pequenas incisões na parede abdominal e insere um instrumento chamado laparoscópio, que possui uma câmera na ponta. 

O laparoscópio transmite imagens em tempo real para um monitor, permitindo ao cirurgião visualizar o interior do corpo. Outros instrumentos cirúrgicos podem ser inseridos através de portais adicionais para realizar a cirurgia.

Artroscopia

É uma técnica minimamente invasiva utilizada para diagnóstico e tratamento de condições ortopédicas, especialmente em articulações, como joelho, ombro, quadril e tornozelo. 

Um artroscópio é inserido através de pequenas incisões na pele, permitindo que o cirurgião visualize o interior da articulação e realize procedimentos reparadores, como remoção de tecidos danificados, suturas ou reparação de lesões. 

Cirurgia endoscópica

Nesta técnica, um endoscópio flexível é inserido através de uma abertura natural do corpo, como boca, ânus ou uretra, para visualizar e tratar problemas em órgãos internos. 

A cirurgia endoscópica pode ser usada, por exemplo, para:

  • Remover pólipos intestinais
  • Tratar doenças gastrointestinais
  • Remover cálculos biliares 
  • Realizar cirurgias urológicas. 

Cirurgia robótica

A cirurgia robótica é uma forma avançada de cirurgia minimamente invasiva em que o cirurgião controla um sistema robótico composto por braços mecânicos e instrumentos cirúrgicos precisos. 

O cirurgião opera a partir de uma estação de controle e os movimentos são replicados pelo robô com maior precisão e flexibilidade. Isso é especialmente utilizado em procedimentos complexos, como cirurgias cardíacas, cirurgias urológicas e cirurgias colorretais. 

Quais os principais instrumentos utilizados na CMI?

Um dos principais instrumentos é o laparoscópio, que consiste em uma câmera de vídeo em forma de tubo. Essa câmera é inserida através de uma pequena incisão e permite ao cirurgião visualizar o interior do corpo em um monitor. O laparoscópio fornece imagens detalhadas e em tempo real do local da cirurgia, auxiliando o cirurgião na condução precisa do procedimento. 

Fonte: egcimagens

Os trocartes são outro conjunto importante de instrumentos utilizados na cirurgia minimamente invasiva. Esses são tubos ocos que servem como pontos de entrada para os instrumentos cirúrgicos. Os trocartes são inseridos através de pequenas incisões e permitem que os instrumentos cirúrgicos sejam introduzidos no corpo do paciente com precisão controlada. 

Fonte: medicalexpo

As pinças laparoscópicas são instrumentos cirúrgicos longos e finos, utilizados para manipular, cortar e suturar tecidos durante a cirurgia minimamente invasiva. Elas são inseridas através dos trocartes e controladas pelos cirurgiões, permitindo movimentos delicados e precisos dentro do corpo. 

Além desses instrumentos principais, também são utilizados outros dispositivos especializados, como:

  • Eletrocautérios: são usados para coagular e cortar tecidos com a aplicação de energia elétrica de alta frequência
  • Grampeadores cirúrgicos: permitem a fixação e sutura de tecidos internos de maneira eficiente.

Quando a cirurgia minimamente invasiva pode ser indicada?

A cirurgia minimamente invasiva pode ser indicada em uma variedade de situações, dependendo do tipo de procedimento cirúrgico necessário e das condições de saúde do paciente. 

Cirurgia ginecológica

Na área da ginecologia, a cirurgia minimamente invasiva é utilizada para tratar condições como:

  • Miomas uterinos
  • Endometriose
  • Prolapso uterino
  • Câncer ginecológico. 

Por exemplo, a histerectomia (remoção do útero) pode ser realizada por meio de pequenas incisões, proporcionando uma recuperação mais rápida e menos dolorosa para as pacientes. 

Cirurgia urológica

Já na urologia, a cirurgia minimamente invasiva é aplicada em procedimentos como a:

  • Cirurgia de próstata
  • Remoção de cálculos renais
  • Tratamento de tumores renais 
  • Correção de problemas na bexiga. 

A abordagem minimamente invasiva oferece benefícios, como menor perda de sangue, menor risco de complicações e recuperação mais rápida.

Colecistectomia laparoscópica

A cirurgia minimamente invasiva, conhecida como colecistectomia laparoscópica, é o método preferido para a remoção da vesícula biliar em casos de cálculos biliares ou doenças da vesícula biliar. 

O cirurgião realiza várias pequenas incisões na parede abdominal e insere instrumentos cirúrgicos especiais, incluindo um laparoscópio, para remover a vesícula biliar. Esse procedimento oferece uma recuperação mais rápida, menor dor pós-operatória e cicatrizes menores em comparação com a cirurgia aberta.

Tratamento de hérnias

A CMI é frequentemente utilizada no tratamento de hérnias, como hérnias inguinais, hérnias umbilicais e hérnias incisionais. Nesses casos, o cirurgião faz pequenas incisões próximas à hérnia e insere uma tela de reforço ou sutura para reparar a área enfraquecida da parede abdominal. 

Essa abordagem minimamente invasiva resulta em menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida e menor risco de complicações em comparação com a cirurgia aberta.

Quais as vantagens da cirurgia minimamente invasiva?

A cirurgia minimamente invasiva oferece uma série de benefícios em comparação com a cirurgia aberta tradicional. Alguns dos principais benefícios incluem: 

  • Menor trauma cirúrgico: incisões menores, resultando em menor trauma aos tecidos circundantes. Isso leva a menos dor, sangramento e inchaço após a cirurgia.
  • Recuperação mais rápida: devido ao menor trauma cirúrgico, os pacientes submetidos à cirurgia minimamente invasiva tendem a ter uma recuperação mais rápida em comparação com a cirurgia aberta. Isso significa que eles podem retornar às suas atividades normais mais rapidamente e passar menos tempo no hospital.
  • Menor risco de infecção: com incisões menores, o risco de infecção é reduzido na cirurgia minimamente invasiva. Além disso, o tempo de internação hospitalar é geralmente mais curto, o que também diminui a exposição a infecções hospitalares.
  • Menor perda de sangue: menor perda de sangue durante o procedimento, o que pode reduzir a necessidade de transfusões sanguíneas e diminuir o risco de complicações relacionadas à perda sanguínea excessiva
  • Cicatrizes menores: as incisões feitas na cirurgia minimamente invasiva são significativamente menores em comparação com a cirurgia aberta. Isso resulta em cicatrizes menores e menos visíveis, o que é especialmente benéfico em procedimentos realizados em áreas visíveis do corpo. 

Quais as principais desvantagens desse procedimento?

Embora a cirurgia minimamente invasiva ofereça uma série de benefícios, também apresenta algumas desvantagens. É importante estar ciente dessas desvantagens ao considerar a abordagem minimamente invasiva para um procedimento cirúrgico. Algumas das desvantagens comuns incluem:

  • Custo: em geral, a cirurgia minimamente invasiva tende a ser mais cara do que a cirurgia aberta tradicional. Isso se deve ao uso de equipamentos e instrumentos especializados, como câmeras de vídeo, laparoscópios e outros dispositivos laparoscópicos. Além disso, os procedimentos minimamente invasivos podem exigir uma equipe cirúrgica maior e um tempo de operação mais longo, o que pode aumentar os custos associados. 
  • Restrições técnicas: alguns procedimentos complexos podem não ser adequados para a cirurgia minimamente invasiva devido a restrições técnicas. Dependendo da natureza da condição médica, pode ser necessário recorrer à cirurgia aberta para obter acesso adequado à área de interesse ou para realizar intervenções mais complexas. 
  • Limitações anatômicas: a anatomia do paciente pode dificultar a realização da cirurgia minimamente invasiva. Por exemplo, a obesidade excessiva ou a presença de cicatrizes ou aderências prévias podem tornar a visualização e a manipulação dos tecidos mais desafiadoras durante o procedimento minimamente invasivo.
  • Acesso limitado: Em certos casos, o acesso a áreas específicas do corpo pode ser limitado na cirurgia minimamente invasiva. Isso pode dificultar o tratamento de certas condições ou requerer adaptações na técnica cirúrgica.

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