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Estudo revela que um em cada seis profissionais de saúde apresenta sinais de Burnout

Estudo revela que um em cada seis profissionais de saúde apresenta sinais de Burnout

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Sanar

5 min há 89 dias

O esgotamento de quem está na linha de frente do combate ao coronavírus é alarmante, mas um estudo conduzido antes da pandemia revela que os profissionais da saúde já vinham sofrendo de estafa física e mental. Pelo menos um em cada seis profissionais da saúde apresenta sinais Burnout, distúrbio psíquico de estresse físico e mental crônico relacionado às condições de trabalho desgastantes.

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O levantamento foi realizado por pesquisadores do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e avaliou 715 profissionais da saúde, entre eles médicos, enfermeiras, técnicos e enfermagem e fisioterapeutas, de 36 hospitais públicos e privados do Brasil. Todos eles trabalham em unidades de terapia intensiva (UTIs) por pelo menos 20 horas semanais.

Os resultados sobre sinais de burnout

Entre os participantes do estudo, 125 indicaram exaustão emocional, 120 despersonalização e 107 falta de realização profissional – todos sintomas indicativos de Burnout. Como um mesmo profissional poderia marcar mais de uma opção no questionário, o estudo conclui que, pelo menos, 125 deles sofriam com o esgotamento no trabalho.

O estudo mostra ainda que 134 profissionais apresentam sintomas de ansiedade e 80, de depressão – que podem ou não estar associados ao Burnout.

A pesquisa foi conduzida entre abril de 2017 e julho de 2018 e seus resultados foram publicados no Jama – Journal of the American Medical Association.

Maior índice de erro médico

Segundo a pesquisa, a Síndrome de Burnout tem sido associada a um aumento de erros médicos e de custos para os profissionais de saúde, além de desfechos adversos, de longo prazo, para a saúde.

Os profissionais que trabalham em UTIs estão particularmente mais expostos a situações de alto estresse e Burnout, o que, potencialmente, traz consequências dramáticas para a saúde e o tratamento de pacientes.

“É muito importante identificar [o Burnout] mesmo que não seja uma condição que está classificada como doença”, disse o psicólogo e pesquisador do IDOR Ronald Fischer.

Ansiedade, burnout ou depressão?

Para diferenciar ansiedade, burnout e depressão, os pesquisadores aplicaram questionários de autoavaliação reconhecidos internacionalmente. Segundo Fischer, um dos principais indicativos de Burnout na pesquisa referia-se ao sentimento de esgotamento no trabalho.

Já um dos principais tópicos que indicava ansiedade era ter muitos pensamentos e muitas preocupações a todo tempo. Para identificar a depressão, os pesquisadores atentaram-se a quem não dizia estar muito feliz com a própria vida.

De acordo com definição do Ministério da Saúde, transtornos de ansiedade são doenças relacionadas ao funcionamento do corpo e às experiências de vida, podendo causar sensações extremamente desconfortáveis.

Estão entre os sintomas medos e preocupações exageradas, sensações contínuas de que um desastre ou algo ruim vai acontecer, falta de controle sobre os pensamentos, entre outros.

Já a depressão, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é um transtorno mental caracterizado por tristeza persistente e pela perda de interesse em atividades que normalmente são prazerosas, acompanhadas da incapacidade de realizar atividades diárias, durante pelo menos duas semanas.

“Burnout não é classificado como doença, mas uma síndrome de estresse dentro do trabalho”, explica, Fischer. “Temos medicamentos e terapias que são indicados para depressão e ansiedade. Se não olharmos o nível do burnout, talvez, diagnostiquemos uma pessoa com ansiedade, que na verdade não é ansiedade, mas apresenta alguns sintomas que parecem. Por outro lado, se olharmos só o burnout e não a ansiedade e a depressão, não identificaremos os sintomas que podem ser tratados com medicamentos e terapias”.

E quando os sinais de burnout aparece em meio à pandemia da COVID-19? Neste artigo, você encontra informações para reconhecer e tratar o problema.

*As informações são da Agência Brasil e do Uol.

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