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Mercado de trabalho para médicos: panorama completo e perspectivas

Mercado de trabalho para médicos: panorama completo e perspectivas

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Quer saber tudo sobre o mercado de trabalho para médicos? Leia esse post e fique totalmente informado(a).

O Brasil nunca teve tantos médicos em atividade em toda sua história. De acordo com o último estudo da Demografia Médica no Brasil, divulgado no fim de 2020, são mais de 500 mil profissionais. Desse total, 61% possuem um ou mais títulos de especialista.

A perspectiva atual é que esses números continuem crescendo. Afinal, a abertura de escolas médicas e de vagas em cursos já existentes vivem um momento de aumento acelerado.

O problema é que, ao passo que o número de médicos aumenta, a taxa de crescimento populacional vem diminuindo. Nos últimos 100 anos, o número de médicos no Brasil aumentou proporcionalmente cinco vezes mais que o número de habitantes.

Em termos estatísticos, de 1970 a 2020, cresceu 11,7 vezes (1.170,4%), passando de 42.718 para 500 mil médicos. Já a população brasileira, no mesmo período, foi de 94.508.583 para mais de 210 milhões, um aumento de 2,2 vezes (ou 222,3%).

Além disso, é notório a desigualdade com relação à distribuição de médicos pelo Brasil. Há regiões com poucos, e até quase nenhum, profissional. A situação é agravada pela ausência de políticas públicas para o fortalecimento do SUS, de uma implantação de Plano de Estado de Carreira, dos vínculos precários de emprego, entre outros.

Todo esse cenário desperta alertas sérios para área médica. Tanto para chance de termos um mercado de trabalho saturado e, consequente, falta de emprego, como também para qual é a qualidade desses médicos que estão chegando no mercado.

Isso porque das novas instituições oferecendo vagas para cursos de medicina muitas não tem ligação com hospitais-escola de excelência médica de ensino e prática.

Como está o mercado de trabalho pra quem faz medicina?

O Brasil já conta com mais de 500 mil médicos. Com isso, o país passa a ter a razão de 2,38 médicos por 1.000 habitantes. Vamos saber mais sobre isso?

Expansão de cursos e vagas de graduação

A expansão do ensino médico vem acontecendo em ritmo acelerado. De acordo com a Demografia Médica, em dez anos, de 2010 a 2020, mais de vinte mil novas vagas foram acrescidas. O aumento foi de 16.836 vagas de graduação oferecidas em 2010 para 37.823 em 2020, ou seja, 124,7%.

Apenas em 2020, o Brasil contava com 357 escolas médicas que ofereciam, juntas, 37.823 vagas de graduação.

Desse aumento acentuado de vagas em cursos de graduação, 62% se deu pela abertura de novos cursos. E 38% foram fruto de vagas adicionais.

A adoção de políticas e iniciativas de indução do governo federal, destacando-se a Lei Mais Médicos, teve papel importante para esse cenário.

A região com maior número de vagas para formação médica é o sudeste, concentrando 148 cursos e 17.404 vagas. O que corresponde a 46% das 37.823 vagas ofertadas no país. Já a região que oferece menos vagas é o Norte (com 3.013 vagas, ou 8,0%).

Outro dado que chama atenção é a pespectiva de que o número de médicos formados por ano chegue a 50 mil.

Distribuição geográfica dos médicos pelo Brasil

A desigualdades na distribuição geográfica dos médicos persistem. Isso vale tanto para comparação entre as regiões do país como em comparações entre capital e interior.

Enquanto o país tem razão média de 2,27 médicos por mil habitantes, a região Norte tem taxa de 1,30, 43% menor que a razão média nacional. Na região Nordeste, a taxa é de 1,69.

Juntas, as regiões Norte e Nordeste têm os piores indicadores. Todos os seus 16 estados estão abaixo da média nacional.

O Sudeste agrupa mais da metade dos médicos do país – 53,2% – que atendem 42,1% da população brasileira. O estado de São Paulo concentra mais de um quarto dos médicos (28,1% do total). E atende uma população que representa 21,9% do país.

Já o Sul e o Centro-Oeste e têm distribuição mais equilibrada, com presenças bastante próximas de médicos e população.

Médicos estão concentrados nas capitais

No conjunto das capitais, há 5,65 médicos por mil habitantes, enquanto os habitantes do conjunto das cidades do interior contam com 1,49 médico por mil habitantes.

O estado do Amazonas, no Norte, agrupa os municípios do interior com menor número de médicos por habitantes de todo o país, com razão de 0,19. Em seguida vem Roraima, também no Norte, com razão
de 0,22, e Sergipe, no Nordeste, com razão de 0,26.

Médicos especialidades e generalistas

Em janeiro de 2020, do total de 478.010 médicos em atividade no Brasil. 61,3% deles (293.064) possuíam um ou mais títulos de especialista. Enquanto 38,7% (184.946) não tinham título em nenhuma especialidade. A razão é de 1,58 especialista para cada generalista.

Os dados são da Demografia Médica no Brasil. Para este estudo, considera especialista o médico titulado por uma das duas vias legais de especialização. A conclusão de programa de Residência Médica ou a obtenção de título emitido por uma sociedade de especialidade médica.

A proporção de especialidades é maior nas regiões Sul e Sudeste.

Medicina em comparação com outras profissões

Segundo uma pesquisa encabeçada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a medicina ocupa o primeiro lugar entre as 48 melhores profissões de nível superior analisadas pelo estudo. Além disso, é “a campeã” em quesitos como salário e empregabilidade.

Leia também: Onde está meu doutor? Faltam ou não faltam médicos no Brasil?

O que pensar/fazer diante desse cenário?

Mais do que nunca é o momento do médico focar na sua qualidade profissional e em construir/ampliar seus diferenciais perante ao mercado de trabalho.

Algumas das atitudes que podem te ajudar nisso são:

  • Fazer especializações
  • Participar de eventos médicos (palestras, congressos, etc)
  • Ficar por dentro da potencialidade do marketing médica
  • Se manter informado sobre as atualidades e tendências da medicina

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