Psiquiatria: residência, mercado de trabalho, áreas de atuação e mais!

Psiquiatria: residência, mercado de trabalho, áreas de atuação e mais!

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Sanar Residência Médica

7 min191 days ago

A mente humana é uma estrutura complexa que há muito tempo é foco de estudos das mais diversas áreas do conhecimento, inclusive da Medicina.

Muitas vezes confundido com o Psicólogo ou Psicanalista, o Psiquiatra é o médico que se dedica à mente. 

Embora esses três profissionais tenham a mesma área de estudo, eles não são a mesma coisa. A grande diferença está no tipo de abordagem. Ao Psiquiatra, por exemplo, é permitido diagnosticar transtornos e receitar medicamentos, aos outros, não. 

Em resumo, a principal função da Psiquiatria é prevenir, diagnosticar e tratar casos de sofrimento emocional intenso e alterações comportamentais que prejudicam a vida social, profissional, sentimental e familiar de qualquer pessoa. 

Especialização em Psiquiatria: residência, mercado de trabalho, áreas de atuação e mais!

O especialista e sua rotina

Engana-se quem pensa que o Psiquiatra é um “médico de louco”. Essa ideia é ultrapassada e não representa a realidade do especialista nem dos pacientes que têm algum transtorno mental. 

O Psiquiatra trabalha aliviando o sofrimento de pessoas com graus variados de queixas e distúrbios ligados às emoções e sentimentos. 

Para executar  bem o seu trabalho, este médico precisa, além de conhecimento e técnica, paciência e empatia para que possa desenvolver um vínculo com o paciente.

Também é importante que este especialista tenha espírito de equipe já que os transtornos mentais são complexos e, muitas vezes, um grupo composto por diversos profissionais pode ser um diferencial no tratamento do paciente. Por isso, cotidianamente o Psiquiatra lidará com:  

  • Psicólogos
  • Enfermeiros
  • Fonoaudiólogos
  • Psicopedagogos
  • Assistentes sociais
  • Terapeutas ocupacionais
  • Acompanhantes terapêuticos

Também farão parte da rotina deste profissional as entrevistas psiquiátricas. É por meio delas que ele avalia as diversas funções psíquicas do paciente, como atitude, humor, pensamento, senso percepção, com o objetivo de encontrar as alterações compatíveis com os transtornos específicos. 

Veja abaixo alguns transtornos tratados pelo Psiquiatra:

  • Depressão
  • Esquizofrenia
  • Transtorno bipolar
  • Transtorno alimentar
  • Transtorno de ansiedade
  • transtorno obsessivo-compulsivo
  • Quadro de dependência de substâncias químicas

Em razão da natureza do trabalho, que lida com complexas demandas emocionais, é importante que o Psiquiatra esteja disponível para o paciente e isso poderá acontecer mesmo fora do horário de trabalho. 

Área de atuação

O trabalho do Psiquiatra costuma ser em grande parte ambulatorial, podendo atender em consultório particular, por convênios ou em ambulatórios da rede pública.

Existem também oportunidades em hospitais (gerais e psiquiátricos), urgências psiquiátricas e enfermarias especializadas.

Outra modalidade é a interconsulta psiquiátrica. Neste caso, o especialista faz uma avaliação e trabalha em conjunto com as diversas especialidades médicas, em casos em que haja uma interface com a doença mental.

Após o médico se tornar especialista, ele ainda pode procurar uma subespecialidade. A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) reconhece, atualmente, cinco: 

  • Psicoterapia
  • Psicogeriatria
  • Medicina do sono
  • Psiquiatria forense
  • Psiquiatria da infância e adolescência

Vale ressaltar que também existem outras áreas de atuação que ainda não são reconhecidas com subespecialidades, mas são trabalhadas. Exemplos? Dependência de substâncias, transtornos alimentares, sexualidade, transtornos afetivos e transtornos de personalidade.

Mercado de trabalho e remuneração

Atualmente existem 10.396 especialistas no país, de acordo com o estudo Demografia Médica no Brasil 2018, e o mercado de trabalho para o Psiquiatra pode ser considerado amplo e em crescimento. Uma pesquisa indicou que, entre fevereiro e setembro de 2019, aconteceu um aumento de 5.41% nas contratações formais com carteira assinada em regime integral de trabalho.

Esses médicos podem encontrar vagas no setor público, instituições privadas ou através do

consultório particular. Também existe uma demanda grande por profissionais devido à ampliação do número de Centros de Atenção Psicossocial (Caps), estando muitos destes sem psiquiatra.

Existem ainda oportunidades de plantões em urgências psiquiátricas, no entanto, a remuneração costuma ser menor que em outras especialidades clínicas.

A remuneração média para um Médico Psiquiatra é de R$ 6.985,37 para uma jornada de trabalho de 20 horas semanais, de acordo com pesquisa do site Salario.com.br. 

E se você pensa em seguir carreira na área e gosta de cidade grande, então, uma boa notícia: São Paulo é atualmente o município com mais vagas de emprego para Psiquiatras e os salários ficam na média de R$9.423,49.

A residência médica em Psiquiatria

Para tornar-se Psiquiatra é preciso finalizar os seis anos de graduação em Medicina e enfrentar mais três anos de Residência, que é de acesso direto. 

Em geral, a Residência Médica em Psiquiatria costuma ter uma carga de trabalho menor que em outras especialidades médicas, mas lidar com o sofrimento mental dos pacientes impõe a esse residente uma carga qualitativa grande. 

A carga horária, no entanto, costuma ser de 60 horas semanais como em outras especialidades, respeitando-se a exigência de que seja preenchida com 80-90% por atividades práticas.

Nos dois primeiros anos, em geral, o residente passa em serviços que envolvem urgência psiquiátrica, enfermaria, neurologia, CAPS ou hospital-dia, interconsulta psiquiátrica, ambulatório geral e alguns específicos. 

Do segundo para o terceiro ano, costumam predominar os ambulatórios direcionados para grupos de transtornos mentais. 

Histórico da especialidade

É possível dizer que a Psiquiatria foi uma das primeiras especialidades médicas a surgir, evoluindo principalmente após o século XIX. 

Porém, antes disso, desde o início da humanidade, os transtornos mentais já eram observados. Há registros, por exemplo, de que em civilizações como Babilônia e Egito existiam indivíduos que descreveram alguns transtornos mentais, mesclando explicações místico-religiosas em suas observações. 

Os relatos, no entanto, não impediram uma visão distorcida a respeito dos portadores de transtornos mentais, que foram por muitos anos chamados de loucos, doidos ou dementes e colocados à margem da sociedade.

Com a evolução da Medicina como ciência, a visão foi evoluindo e aconteceram casos como o de Dorothea Dix, que no século XIX lutou por melhorias nas condições dos locais que abrigavam doentes mentais. 

No Brasil, uma forte defensora do atendimento humanizado para pacientes com transtornos mentais foi a Psiquiatra alagoana Nise da Silveira. Em 1944, antes mesmo de ser fundada a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a Médica optou usar a arte para reabilitar os pacientes e implementou a Terapia Ocupacional no tratamento psiquiátrico. 

A criação da ABP aconteceu apenas em 13 de agosto de 1966, data que hoje é considerada o Dia do Psiquiatra. 

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