Psiquiatria

As melhores residências em Psiquiatria

As melhores residências em Psiquiatria

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Sanar Residência Médica

15 minhá 70 dias

No Brasil, discutir e definir as melhores residências em Psiquiatria não é uma tarefa fácil, afinal não existe um estudo com tal metodologia para comparar e analisar as mais diferentes residências.

Apesar, ao longo desta publicação, apresentaremos um panorama geral da especialidade e, principalmente, as instituições que são referência quando pensamos nas melhores residências em Psiquiatria de acordo com quem atua no setor.

Psiquiatria

A mente humana é uma estrutura complexa. que há muito tempo é foco de estudos das mais diversas áreas do conhecimento, inclusive da Medicina. A principal função da psiquiatria é estudar, prevenir, diagnosticar e tratar casos de sofrimento emocional intenso e alterações comportamentais que prejudicam a vida social, profissional, sentimental e familiar de qualquer pessoa.

Muitas vezes, a Psiquiatria é confundida com a psicologia e a psicanálise. Embora esses três profissionais tenham a mesma área de estudo, eles não são a mesma coisa. A grande diferença está no tipo de abordagem. Ao psiquiatra, por exemplo, é permitido diagnosticar transtornos e receitar medicamentos, aos outros, não. 

Em nenhum outro momento se falou tanto em saúde mental quanto atualmente. Felizmente, cada vez mais se divulga a importância de se debruçar sobre a saúde mental como pilar essencial para a qualidade de vida, seja através de medidas visando preservá-la íntegra ou intervenções psicoterápicas e/ou psicofarmacológicas no cuidado aos pacientes em sofrimento psíquico. 

Os novos conhecimentos, desenvolvidos continuamente através da intensa pesquisa em neurociências, envolvendo os campos da biologia molecular, neurobiologia, psicofarmacologia, epidemiologia, novas perspectivas no campo da genética, novos métodos de estudo funcional do sistema nervoso (ressonância nuclear magnética funcional – RNMF; tomografia por emissão de pósitrons – PET; magnetoencefalografia – MEG; e eletroencefalografia de alta resolução – EEG), reconceitualização das teorias e abordagens psicoterápicas, avanços nas neurociências cognitivas, melhor compreensão dos fenômenos e tratamentos psicossociais, maior atenção a ética e avanços científicos significativos, estão influenciando bastante o diagnóstico e o tratamento psiquiátricos.

Histórico 

Historicamente, o significado do adoecimento psíquico esteve sempre atrelado às concepções morais aceitáveis à época. Desse modo, era comum valorar o discurso religioso ou mágico em detrimento dos escassos conhecimentos médico-científicos. Dessa forma, a representação social do paciente psiquiátrico evidencia um enfermo “possuído”, “hostilizado”, “abandonado” e “digno de pena”. 

Inúmeros séculos de pesquisa, de descobertas e de evolução nas intervenções ainda não foram o suficiente para afastar esse estigma da especialidade, o que reforça tabus e impacta negativamente na assistência em saúde. De todo modo, a psiquiatria segue em expansão e avanços, no Brasil e no mundo.

No Brasil, uma forte defensora do atendimento humanizado para pacientes com transtornos mentais foi a Psiquiatra alagoana Nise da Silveira. Em 1944, antes mesmo de ser fundada a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a Médica optou usar a arte para reabilitar os pacientes e implementou a Terapia Ocupacional no tratamento psiquiátrico.

O primeiro programa brasileiro de residência médica em Psiquiatria surgiu em 1948, no Instituto de Previdência e Assistência do Estado (Ipase), do Rio de Janeiro. Já em 1951, o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) também lançou uma especialização nessa linha. Tais programas carregam extremo legado por difundir os conhecimentos psiquiátricos no país.

O médico psiquiatra

Engana-se quem pensa que o psiquiatra é um “médico de loucos”. Essa ideia é ultrapassada, estigmatizada e não representa a realidade do especialista e nem dos pacientes que têm algum transtorno mental. 

O psiquiatra trabalha aliviando o sofrimento de pessoas com graus variados de queixas de natureza psíquica e distúrbios ligados às emoções e sentimentos. 

Para executar  bem o seu trabalho, este médico precisa, além de conhecimento e técnica, paciência e empatia para que possa desenvolver um vínculo com o paciente.

Também é importante que este especialista tenha espírito de equipe já que os transtornos mentais são complexos e, muitas vezes, um grupo composto por diversos profissionais pode ser um diferencial no tratamento do paciente. Por isso, cotidianamente o psiquiatra lidará e trabalhará com:  

  • Psicólogos
  • Enfermeiros
  • Fonoaudiólogos
  • Psicopedagogos
  • Assistentes sociais
  • Terapeutas ocupacionais
  • Acompanhantes terapêuticos

Dados publicados pela Demografia Médica de 2018, no Brasil é a 10ª mais visada pelos recém-formados e a 7ª pelas mulheres. Possui 10396 médicos psiquiatras (o que representa 2,7%) e o perfil consiste em um profissional de em média 48 anos, 55,1% são homens e com distribuição de 5,01 profissionais a cada 100 mil habitantes. Por região, a quantidade de psiquiatras é irregular e se dá, da seguinte maneira: Norte 2,1%, Nordeste 12,6%, Sudeste 53,4%, Sul 24,1% e Centro-Oeste 7,8%.

A rotina do Psiquiatra

A psiquiatria ainda é muito associada aos hospícios e ao tratamento de pessoas com diagnósticos mais graves. Contudo, não é somente nesses ambientes que estes profissionais trabalham. 

O psiquiatra pode atuar em instituições de saúde mental, clínicas e consultórios (principalmente), hospitais gerais ou especializados, tanto no setor público quanto no privado. Além disso, pode atuar em setores de urgências psiquiátricas e enfermarias especializadas ou sob a forma de interconsultas psiquiátricas.

Dentre suas funções, estão: 

  • Realizar atendimento diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças psiquiátricas, como dependência química, transtornos afetivos e comportamentais;
  • Efetuar exames (laudos psiquiátricos);
  • Acompanhar pacientes com transtornos e síndromes de origem psicológica; 
  • Prescrever medicamentos voltados para o tratamento das doenças e transtornos da mente.

A principal ferramenta da rotina de um bom psiquiatra é a anamnese. É por meio dessa entrevista que ele avalia as diversas funções psíquicas do paciente, como atitude, humor, pensamento, senso percepção, com o objetivo de encontrar as alterações compatíveis com os transtornos específicos e assim, traçar o melhor plano de enfrentamento de acordo com as possibilidades do paciente.

Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP)

Fundada em 1966, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP tem mais de 50 anos de atuação e um histórico de lutas e conquistas em favor da psiquiatria no Brasil.

Nesse período, voltou-se ao desenvolvimento científico, público e social da especialidade médica que se dedica a cuidar daqueles que sofrem com as doenças mentais. A instituição reúne atualmente mais de seis mil associados e mantém federadas e núcleos em todos os estados brasileiros, além dos diversos departamentos. Este é o resultado do trabalho intenso de todos os que fizeram parte de sua trajetória.

Missão

Ser referência em psiquiatria, comprometida com a disseminação do conhecimento científico e propagação de informações à sociedade.

Visão

Liderança absoluta em psiquiatria através da força e respeito sempre presentes em nossa atuação, difundindo o conhecimento psiquiátrico e sendo o principal interlocutor na formulação de políticas de saúde mental. Ser referência de conhecimento psiquiátrico no mundo.

Mercado de trabalho

Sempre em expansão, o mercado de trabalho para o psiquiatra é vasto. Possui alto índice de empregabilidade em todas as regiões do Brasil e está em constante crescimento devido ao aumento da busca por essa especialidade. Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), as doenças mentais são uma das maiores causas de atendimentos de urgência no país. Estima-se que 20% da população mundial pode desenvolver alguma patologia mental ao longo da vida.

Com isso, a perspectiva de trabalho na área tornou-se promissora, sendo a atuação dos psiquiatras vital para a humanidade nos próximos anos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a depressão será o segundo maior problema de saúde no mundo a partir de 2020, perdendo apenas para as doenças cardíacas. 

Ao passo que doenças como síndrome do pânico, transtornos obsessivo-compulsivos e  esquizofrenia vão sendo diagnosticadas com maior frequência. Ou seja, quem escolher a carreira de psiquiatria terá uma longa jornada de trabalho pela frente. 

Por conta dessa procura de serviços, atualmente há uma alta demanda de consultas e plantões por todo o país, fomentando um mercado altamente competitivo. A cidade com mais ocorrências de contratações e por consequência com mais vagas de emprego para psiquiatras é São Paulo (SP).

É possível encontrar vagas no setor público, instituições privadas ou através do consultório particular. Também existe uma demanda grande por profissionais devido à ampliação do número de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), estando muitos destes sem psiquiatra. Existem ainda oportunidades de plantões em urgências psiquiátricas, no entanto, a remuneração costuma ser menor que em outras especialidades clínicas.

Área de atuação

O campo de atuação do psiquiatra é amplo e está em constante expansão. Sua principal atribuição consiste em reduzir sintomas ligados aos transtornos mentais dos pacientes, como a depressão, buscando melhorar a qualidade de vida e promover a saúde mental dos mesmos.

O psiquiatra constantemente atenderá pacientes acometidos com as seguintes enfermidades:

  • Depressão
  • Esquizofrenia
  • Transtorno bipolar
  • Transtorno alimentar
  • Transtornos de ansiedade
  • Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)
  • Transtorno de estresse pós-traumático
  • Quadro de dependência de substâncias químicas

Em razão da natureza do trabalho, que lida com complexas demandas emocionais, é importante que o psiquiatra esteja disponível para o paciente e isso poderá acontecer mesmo fora do horário de trabalho. 

Remuneração

Pesquisa salarial do site Vagas mostra que o recém-formado inicia ganhando R$ 7.442,00 de salário e pode vir a ganhar até R$ 16.416,00. A média salarial para médico psiquiatra no Brasil é de R$ 13.529,00.

Em outro levantamento, com 638 entrevistados, verificou-se que os psiquiatras ganhavam em média R$ 7.330,91 para uma jornada de trabalho de 20 horas semanais, de acordo com o site Salário

Atualmente, as melhores propostas de trabalho estão em cidades de grande e médio porte no interior do Brasil. De todo modo, a remuneração, em linhas gerais, vai depender da experiência do profissional e da área de atuação. 

Residência médica em Psiquiatria

A residência médica em psiquiatria tem duração de três anos e a forma de ingresso é por acesso direto, ou seja, basta o certificado de conclusão da graduação em medicina e o registro no conselho estadual de medicina. 

O treinamento deve ser realizado em instituição credenciada pela Comissão Nacional de Residência Médica/Ministério da Educação (CNMR/MEC).

Nos dois primeiros anos, em geral, o residente passa em serviços que envolvem urgência psiquiátrica, enfermaria, neurologia, CAPS ou hospital-dia, interconsulta psiquiátrica, ambulatório geral e alguns específicos. Do segundo para o terceiro ano, costumam predominar os ambulatórios direcionados para grupos de transtornos mentais específicos.

A Demografia Médica de 2018 mostra que, naquele ano, 1448 médicos eram residentes em atuação, destes 626 R1, 404 R2, 362 R3 e 56 R4. Esse número representa 4,1% dos residentes brasileiros (é a 7ª especialidade com mais residentes em treinamento). Todavia, em 2018 haviam, autorizadas pelo CNRM, 1892 vagas, ou seja, a quantidade de vagas ociosas é pequena. 

Leia também:

Objetivo

Formar e habilitar médicos na área da psiquiatria a adquirir as competências necessárias a realizar atendimento médico de qualidade em pacientes com queixas psíquicas/emocionais ou alterações comportamentais com prejuízo à qualidade de vida. 

Matriz de competências

Em 2018, a CNRM publicou a Matriz de Competências esperada por ano de atuação do médico residente.

PRIMEIRO ANO – R1:

No primeiro ano de residência, devem ser enfatizados os pontos mais importantes da formação do psiquiatra, as bases do conhecimento da especialidade, tendo como início o estudo diagnóstico e terapêutico das patologias psiquiátricas. Deve constar, nesse período, ensinamentos em psicopatologia, psicofarmacologia, psicoterapias (nos seus diversos aspectos), e estudos em neurologia básica, além da discussão de casos clínicos. 

SEGUNDO ANO – R2:

No segundo ano de residência, o enfoque deve ser mais específico em alguns dos vários grandes grupos de doenças psiquiátricas: esquizofrenias, transtornos do humor, transtornos ansiosos, transtornos alimentares, epilepsias, álcool e drogas, interconsultas, psiquiatria forense, psiquiatria geriátrica, entre outros. Nesse momento, também deveria ser feita a inserção dos residentes nos projetos de pesquisa e o aprofundamento dos estudos em neurologia. A manutenção no ambulatório geral é importante, bem como o contínuo treinamento em psicoterapias. É importante lembrar que algumas das atividades devem permear toda a residência por conta da sua relevância.

TERCEIRO ANO – R3:

Durante o R3, além da continuidade do ambulatório geral e do aprofundamento nas psicoterapias, o residente atuaria em estágios nos demais ambulatórios não cursados no R2, incluindo psiquiatria infantil. Nesse momento o residente, já com grande autonomia, poderia realizar até atendimentos em unidades básicas de saúde, sendo respaldado, nessa atividade, pelo seu hospital de referência. Ao final, o residente deveria estar capacitado a exercer psiquiatria de forma adequada.

Subespecialidades

Como mostra a Demografia Médica de 2018, havia 06 subespecialidade autorizadas pelo CNRM:

  • Medicina do sono – 01 ano
  • Psicogeriatria – 01 ano
  • Psicoterapia – 01 ano 
  • Psiquiatria da Infância e Adolescência – 01 ano
  • Psiquiatria Forense – 01 ano
  • Sexologia – 01 ano

Diante da evidência de que nas últimas décadas, a área da psiquiatria tem passado por grandes progressos em termos de conhecimento e técnicas, alguns profissionais optam por complementar a formação no exterior, nas chamadas “fellowships”.

Melhores residências em Psiquiatria

Independente da especialidade desejada, a escolha de qual programa de residência médica seguir é uma etapa fundamental na formação do médico. Sendo assim, é de suma importância que pesquise sobre as instituições que oferecem a especialidade escolhida e opte por aquelas que atendam as demandas pessoais para uma boa formação, suas necessidades e a satisfação profissional. 

A psiquiatria é um dos programas mais concorridos atualmente. A ABP junto à CNRM publicou a lista com os programas de formação acreditados pela instituição.

Não há uma única metodologia que estabeleça um ranking das melhores residências em Psiquiatria, porém é possível listar instituições com boas referências, tendo maior classificação dada pela ABP as seguintes:

  1. Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira
  2. Hospital Saúde Mental de Messejana
  3. IPUB – Instituto de Psiquiatria da UFRJ
  4. Hospital São Lucas da PUCRS
  5. Faculdade de Medicina do ABC | FMABC-FUABC
  6. Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto
Sanar-Residência-Médica-Trial-Extensivo-R1-2021

Conheça as melhores residências médicas:

Referências

  1. Psiquiatria: residência, mercado de trabalho, áreas de atuação e mais!
  2. Relatório de Demografia Médica de 2018
  3. Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP
  4. Organização Mundial da Saúde (OMS)
  5. Comissão Nacional de Residência Médica/Ministério da Educação (CNMR/MEC)
  6. Matriz de Competências CNRM Psiquiatria 2018
  7. Programas de formação em psiquiatria acreditados pela ABP

Confira o vídeo:

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