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Resumo sobre fraturas – Sanarflix

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SanarFlix

6 minhá 220 dias

Definição

O conceito de fratura é a perda da continuidade óssea. Ou seja, qualquer perda de continuidade óssea, mesmo que não seja completa, é uma fratura. As fraturas geralmente resultam de traumas de alta energia, mas podem ser relacionadas a traumas de baixa energia quando houver doença subjacente, como osteoporose ou câncer ósseo. 

Classificação das fraturas 

As fraturas podem acometer a epífise do osso (região articular), metáfise ou na diáfise (corpo ósseo).

Fonte: Adaptado de Anatomia Orientada para a Clínica, 6a Ed., 2013)

As fraturas também podem ser classificadas quanto ao traço da lesão em transversa, longitudinal, oblíqua exposta e desviada, espiral, além das fraturas simples e comunicativas.  

Quanto ao comprometimento articular da lesão, podemos ter fraturas intra-articulares ou extra-articulares. Na primeira, pode-se observar a invasão do traço da fratura até na articulação e na segunda podemos verificar que o traço fraturário não acomete a articulação.

Fisiopatologia das fraturas

Geralmente as fraturas surgem através de traumas de alta energia. O osso, em condições normais, possui a habilidade de suportar cargas e absorver essa energia. Caso haja um grande nível de energia associado ao trauma, o osso não consegue suportar e acaba sofrendo uma fratura.

Fraturas relacionadas a traumas de baixa energia devem acender um alerta sobre a possibilidade de fraturas patológicas, ou seja, associadas a doenças ósseas, entre outras que culminam com a fragilidade óssea, como por exemplo a osteoporose ou lesões tumorais.

Cicatrização das fraturas  

A cicatrização óssea geralmente é dividida em três estágios levemente sobrepostos: inflamatório, reparativo e de remodelação. A fase inflamatória inicial é dominada por eventos vasculares. Após uma fratura, forma-se um hematoma que fornece os blocos de construção para a cura. Posteriormente, ocorre a reabsorção de 1 a 2 mm de osso nas bordas da fratura que perderam seu suprimento sanguíneo. 

Na fase reparadora, novos vasos sanguíneos se desenvolvem de fora do osso, que fornecem nutrientes para a cartilagem, que começa a se formar no local da fratura. A imobilização quase completa é desejável durante a fase inflamatória e a fase reparadora inicial para permitir o crescimento desses novos vasos. 

Na fase de remodelação, o calo endocondral torna-se completamente ossificado e o osso sofre remodelação estrutural. O processo de remodelação ocorre rapidamente em crianças pequenas, que remodelam todo o seu esqueleto todos os anos. No final da infância, a taxa de remodelação esquelética é de aproximadamente 10 por cento ao ano e continua próximo a esse nível ao longo da vida. 

Sinais e sintomas das fraturas      

O quadro clínico é composto por dor intensa e imediata que piora com a movimentação, além de  incapacidade funcional e deformidade óssea, dependendo do alinhamento.

As complicações imediatas incluem hemorragias, choque, lesão nervosa e contaminação. As principais complicações tardias incluem osteomielite, lesão nervosa, embolia gordurosa (24 – 72 h após), gangrena gasosa (72 h após), consolidação defeituosa, necrose asséptica e pseudoartrose.  

Diagnóstico das fraturas 

A história e o mecanismo de lesão guiam o exame físico dos pacientes com possível fratura. Uma avaliação geral da região envolvida deve sempre ser realizada, incluindo avaliação da função neurovascular e investigação de sinais de lesão de tecidos moles e rupturas na pele da área da lesão, o que sugere a presença de fratura exposta. Palpe toda a área ao redor do local da fratura, incluindo todo o osso em questão, ossos adjacentes e pelo menos uma articulação acima e abaixo do local da lesão.

Alguns princípios básicos são úteis na obtenção de radiografias de uma fratura potencial como visualizações múltiplas e ortogonais, bem como uma boa qualidade de imagem em relação a ângulo, técnica e exposição, englobando todo o osso ou articulação em questão. Duas vistas ortogonais são o mínimo absoluto necessário para uma avaliação adequada. Geralmente, realiza-se as incidências AP (Anteroposterior) e em perfil nas lesões ortopédicas em geral.

Tratamento das fraturas  

O tratamento definitivo envolve o alívio da dor, a redução da fratura (recolocação do osso em sua posição habitual, podendo ser realizado de forma cirúrgica ou fechada), a imobilização e restauração da função do paciente com fisioterapia.

A analgesia adequada é um aspecto importante do tratamento de fraturas agudas. A imobilização da fratura, aplicação de gelo, a elevação do membro afetado e os medicamentos analgésicos geralmente reduzem a dor. Para fraturas menores, paracetamol ou um antiinflamatório não esteroidal (AINE) costuma ser suficiente para a analgesia adequada. Os opioides podem ser necessários, mas devem ser usados ​​pelo menor tempo possível e em combinação com outros medicamentos, sempre que possível. 

A imobilização da fratura é benéfica na grande maioria dos casos. Impede o deslocamento da fratura ou a perda de redução, protege a área de mais lesões e reduz a dor. Existem diversos tipos de imobilização que podem ser utilizados no tratamento das fraturas. Uma das principais modalidades de imobilização envolve a utilização do aparelho gessado, em torno de todo o membro onde houve a fratura ou com uma tala gessada, apenas em uma face do local onde houve a fratura. 

Os procedimentos cirúrgicos envolvem a utilização de fixadores externos, como os fixadores circulares Ilizarov,  e fixadores internos pautada pelo uso de placas e parafusos que realizam a fixação óssea. 

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