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Resumo sobre impetigo (completo) – Sanarflix

Resumo de impetigo (completo) - Sanarflix

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Esse resumo sobre impetigo vai desde a definição, passando pela virologia, diagnóstico, tratamento e mais. Confira!

Definição

O impetigo é a piodermite mais comum no período da infância, podendo-se manifestar nas formas bolhosa e não bolhosa (crostosa).

Essa última, é responsável por cerca de 70% dos casos e é representada por máculas eritematosas, que evoluem para pápulas vesiculares, que rapidamente dissecam, formando crostas melicéricas típicas do impetigo, muitas vezes localizadas na face (ao redor da boca e nariz) e extremidades.

Esse aspecto corresponde simplesmente as crostas em favos de mel (“honeycomb- like crusts”).

Epidemiologia e transmissão do impetigo

O impetigo é mais frequente no verão, podendo ser endêmica em áreas geográficas úmidas e de clima tropical, com baixas altitudes. Classifica-se em impetigo bolhoso e não bolhoso. O não bolhoso é mais frequente que a forma bolhosa, representando cerca de 70% dos impetigos.

Acomete especialmente crianças na fase pré-escolar e escolar, por meio de contato interpessoal ou fômites. Pode ocorrer em condições de superpopulação, higiene precária ou sobre dermatoses preexistentes, como escabiose.

Entretanto, a infecção pode acometer também indivíduos sadios, com boas condições de saneamento e sem doença preexistente. Alguns pacientes ainda podem permanecer colonizados por bactérias patogênicas na cavidade nasal, se recontaminando frequentemente.

Etiologia e Fisiopatologia

O impetigo não bolhoso pode ser causado por Staphylococcus aureus e/ou estreptococos do grupo A, habitualmente por meio de pequenas áreas de trauma por abrasão, laceração ou picada de insetos.

Podem ocorrer variações dos agentes etiológicos, de acordo com as regiões geográficas. Nas áreas de clima temperado, por exemplo, o impetigo causado por S. aureus é mais frequente, enquanto nas áreas de clima mais quente e úmido, há predomínio do impetigo estreptocócico.

O impetigo bolhoso é causado por Staphylococcus aureus, ocorrendo habitualmente na pele intacta.

Quadro clínico de impetigo

O impetigo não bolhoso inicia-se com vesículas flácidas sobre base eritematosa, que se rompem com facilidade (rapidamente dissecam), sendo raramente visualizadas.

O conteúdo da vesícula sofre dessecamento, levando à crosta melicérica, amarelada, característica da doença. Ocorre extensão periférica das crostas, sem clareamento central, levando à formação de múltiplas lesões coalescentes.

Os locais mais acometidos são face, ao redor da boca, do nariz e dos membros, podendo ocorrer em qualquer localização (figura 1).

O acometimento mucoso é raro. Nos casos graves, há adenomegalia regional e sintomas constitucionais como febre e mal-estar, porém, em geral, o doente apresenta estado geral preservado. Após o desprendimento das crostas, observa-se eritema sem formação de cicatriz, por vezes com discromia residual (hipo ou hiperpigmentação), com re-solução em 2 a 3 semanas.

No impetigo bolhoso, as vesículas e bolhas são mais facilmente detectadas, podendo ocorrer lesões de 1 a 2 cm de diâmetro. O conteúdo, de início seroso, torna-se turvo.

As crostas são amarelo-acastanhadas, com clareamento central e extensão periférica, formando lesões circinadas (figura 2). Ocorrem em qualquer localização, sendo frequentes na face. A mucosa bucal pode estar acometida, com pequeno número de lesões e adenomegalia é rara.

Lesões circinadas compatível com Impetigo bolhoso
Figura 2. Lesões circinadas compatível com Impetigo bolhoso.

Complicações

Habitualmente, ocorre involução espontânea das lesões do impetigo em 2 a 3 semanas, sem complicações. A persistência das lesões pode ocorrer por dermatose pruriginosa preexistente, como escabiose ou dermatite atópica.

Complicações infecciosas são raras no impetigo. Glomerulonefrite aguda é uma das complicações do impetigo estreptocócico, ocorrendo de 18 a 21 dias após a infecção cutânea.

Escarlatina, urticária e eritema polimorfo podem ocorrer após a infecção cutânea estreptocócica. Raramente observa-se sepse, artrite, osteomielite, endocardite, pneumonia, celulite, linfangite, síndrome do choque tóxico ou síndrome da pele escaldada estafilocócica como complicações do impetigo.

Diagnóstico de impetigo

O diagnóstico é simples na maioria dos casos, baseado nos sinais/sintomas do exame físico com a história clínica colhida durante a anamnese. Recomenda-se a coleta de cultura+bacterioscopia+Gram do pus ou exsudato para a identificação do patógeno causador. No entanto, o resultados dos exames não pode retardar o início da medida terapêutica.

Os exames histopatológicos dos impetigos bolhoso e não bolhoso mostram clivagem logo abaixo do estrato granuloso formando vesicopápulas neutrofílicas no primeiro e poucas células inflamatórias no interior da bolha no segundo.

Há edema na epiderme, com permeação de neutrófilos, podendo haver cocos no interior da bolha. Células acantolíticas podem ocorrer pela ação de neutrófilos, e a derme superior apresenta infiltrado inflamatório neutrofílico e linfocitário.

Tratamento de impetigo

Nos quadros leves e moderados, limpeza local com remoção das crostas e aplicação tópica de antibióticos, como mupirocina ou ácido fusídico, são igualmente eficazes, sendo os mais indicados parece ser mais eficaz que a neomicina tópica. A gentamicina tópica , mais eficaz para infecção estafilocócica que estreptocócica. A bacitracina é eficaz para os dois tipos de infecção.

Quando a infecção é mais extensa, acompanhada de sintomas sistêmicos, adenomegalia regional ou na presença de infecção com potencial nefritogênico, indica-se tratamento sistêmico com antibióticos como cefalexina, amoxicilina/clavulanato, eritromicina ou claritromicina.

Nas comunidades com alta prevalência de S. aureus meticilino-resistente (MRSA), antibióticos como clindamicina, sulfametoxazola-trimetoprim, tetraciclina e fluoroquinolonas são indicados. Estes antibióticos podem, no entanto, apresentar efeitos colaterais importantes.

Não se observa, de forma geral, diferenças nos índices de cura relacionados ao tratamento tópico ou sistêmico com antibióticos. Também não se observa diferença na comparação entre antibióticos sistêmicos.

Prognóstico

As lesões tem uma tendência a se curar, sem deixar sequelas. Mesmo sem tratamento o quadro patológico resolve espontaneamente, na maioria dos casos (50%), em cerca de 2-3 semanas. No entanto o tratamento é fundamental, uma vez que promove uma taxa de cura mais elevada, além de evitar que a piodermite se dissemine para outras regiões do corpo ou para outras pessoas.

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