Coronavírus

Coronavírus: características, fisiopatogenia, mapa mental e mais | Ligas

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Histórico

Por conta da pandemia que estamos vivendo, um dos grandes assuntos discutidos e abordados em todos os lugares é o SARS-CoV-2, conhecido popularmente também como o novo coronavírus.

Este vírus emergente iniciou sua onda de infecção em uma província chinesa, Wuhan, especificamente em um mercado de vendas de animais silvestres, no final do ano de 2019.

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E desde então, ele tem se espalhado para o mundo todo, e no mês de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde decretou o estado de pandemia, ou seja, teve-se a ocorrência de diversos surtos em várias regiões do planeta.

A doença provocada por esse vírus ficou conhecida como COVID-19, do inglês, coronavírus disease 2019.

Entretanto, os coronavírus são antigos conhecidos da humanidade. Uma característica em comum de todos eles é que causam doenças respiratória, desde casos brandos e leves até complicações mais severas.

Muitas pessoas já se infectaram por um ou outro coronavírus ao longo de sua vida, há vários que causam apenas uma gripe, como é o caso do coronavírus LM63.

Por outro lado, alguns primos destes causaram, no passado, sérios danos para a saúde pública.

 Em 2002, um coronavírus saltou do morcego e infectou pangolim, que por sua vez, infectaram nós humanos, provocando uma Síndrome Respiratória Aguda Grave, e foi daí que recebeu o seu nome: o famigerado SARS-CoV.

Os primeiros relatos deste vírus foram na China, por conta da cultura do consumo de animais silvestres. Se disseminou rapidamente para doze países na América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia.

Tivemos até alguns casos de SARS aqui em território brasileiro. Infectou mais de oito mil pessoas e causou cerca de oitocentas mortes, até ser controlada no ano de 2003. Desde então, não tivemos relato de nenhum caso de SARS mundialmente.

Após um tempo, em 2012, foi-se isolado um outro novo coronavírus. Só que dessa vez, surgiu na Arábia Saudita, e posteriormente transmitiu-se para outros países do Oriente Médio, Europa e África.

Foi então nomeada como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio, a MERS. E o seu coronavírus: MERS-CoV. A sua via de transmissão foi definida desta maneira: morcegos-camelos-humanos.

Todos os casos fora da Península Arábica tinham histórico de viagem ou contato recente com algum viajante procedente de países do Oriente Médio.

Não teve um impacto tão grande quanto o SARS-CoV, mas ainda assim, se disseminou para vários países.

Características dos coronavírus

Estes vírus possuem um material genômica de RNA fita simples sentido positivo, ou seja, serve diretamente para síntese proteica, assim ocorre uma maior velocidade na geração de novas cópias de vírus na célula infectada.

São envolvidos por uma capa de gordura e proteína, e seu tamanho é de aproximadamente cem nanômetros. Além também da presença de várias proteínas em sua superfície, dentre elas está a Proteína Spike, ou Proteína S, que é uma espícula glicoproteica que se liga fortemente à enzima ECA2, presente em nossas células, o que torna sua infecção mais fácil.

E é essa proteína característica que faz com que os coronavírus sejam nomeados assim: sua conformação ao redor dos vírus lembra ligeiramente uma coroa.

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Fisiopatogenia do coronavírus

Ao penetrar na célula humana, os ribossomos da célula hospedeira traduzem as informações contidas neste material genético, produzindo proteínas como a RNA polimerase do vírus.

Essa enzima replica o material genético do vírus dentro da célula hospedeira, produzindo primeiro uma fita intermediária de RNA sentido negativo (subgenômica) e, depois, novas fitas sentido positivo.

Essas últimas vão compor novas partículas virais, após serem associadas a proteínas virais, como receptores de superfície. A montagem final dos novos vírus ocorre no retículo endoplasmático e no complexo de Golgi da célula hospedeira.

Após a montagem, as partículas saem da célula e estão prontas para infectar outras novas células.

A origem do SARS-CoV-2

Ainda pouco se sabe a origem de onde se iniciou toda essa história. O virologista Paulo Eduardo Brandão, expert em coronavírus e professor da Universidade de São Paulo (USP), diz que há duas hipóteses mais documentadas: a primeira, o vírus foi entrando em contato aos poucos conosco e desenvolveu-se para que pudesse realizar o salto, já a segunda, teria nos infectado já “pronto” de um morcego e feito a transmissão de forma mais acelerada.

Manifestações clínicas do coronavírus

O espectro clínico da infecção por coronavírus é muito amplo, se assemelha a um simples resfriado. Entretanto pode variar até uma pneumonia.

Segundo os dados mais atuais, os sinais e sintomas clínicos referidos são principalmente respiratórios, ou seja, o paciente pode apresentar febre, tosse, coriza e dificuldade para respirar.

Além disso, as infecções respiratórias podem ser de três tipos, brandas, moderadas de curta duração e infecções graves (esse quadro é mais comum em pessoas que estão presentes no grupo de alto risco)

Sintomas da Covid-19:

A doença apresenta sintomas semelhantes à gripe, podem envolver sinais clínicos como febre alta, calafrios, dor de cabeça, mal-estar, coriza, tosse, dor de garganta, falta de ar e dificuldade para respirar.

Alguns pacientes apresentam diarreia e em alguns casos podem apresentar infecções das vias respiratórias inferiores como a pneumonia, que ocorre na maioria dos casos de síndrome respiratória aguda grave.

Além disso, os sintomas podem evoluir para tosse seca não produtiva como hipóxia, onde cerca de 10 a 20% dos pacientes necessitam de ventilação mecânica para manter os níveis normais de oxigênio.

Período de incubação do coronavírus

 O período médio de incubação do coronavírus é de dois a sete dias, podendo chegar a catorze dias.

Período de transmissibilidade

A transmissão viral ocorre enquanto persistirem os sintomas. Apesar da transmissibilidade dos pacientes infectados por SARS-CoV ser em média de 7 dias após o início dos sintomas.

Dados preliminares do Novo Coronavírus (COVID-19) sugerem que a transmissão possa ocorrer, mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas.

Ou seja, em pacientes assintomáticos ocorre a transmissibilidade da mesma forma. Entretanto, não há nenhuma informação sobre quantos dias antes do inicio dos sintomas uma pessoa possa transmitir o vírus.

Diagnóstico

O diagnóstico é obtido com a coleta de materiais respiratórios, ou seja, com a aspiração de vias aéreas ou coleta de secreções da boca e nariz.

A partir daí, a amostra será levada para laboratório de biologia molecular, onde se realizarão processos para tentar rastrear a presença do vírus em nosso corpo.

O procedimento deve ser realizado para todos os casos suspeitos. Entretanto atualmente o local mais propicio a qualquer pessoa se infectar é o pronto socorro, só compareça em caso de real necessidade. Problemas leves devem ser medicados em casa, ou em unidades básicas de saúde.

Fatores de risco

Apesar de determinadas pessoas serem mais propensas a se infectarem pelo novo coronavírus, toda a população é vulnerável, todos podem contrair a infecção promovida pelo novo coronavírus.

Entretanto, estas pessoas estão dentro do fator de risco, pois podem desenvolver mais facilmente os quadros mais graves da doença: idosos, pessoas com doenças respiratórias, hipertensos, diabéticos, fumantes, pessoas com problemas cardiovasculares e com o sistema imunológico comprometido.

Tratamento do coronavírus

Não existe tratamento especifico, nem vacinas até o momento. Desse modo, caso o diagnostico aponte resultados positivos, as seguintes orientações são dadas aos pacientes como: repouso, hidratação, medidas adotadas para aliviar os sintomas (uso de medicamentos), e os pacientes com sintomas mais intensos e quadros mais severos podem ser hospitalizados.

Mas até o momento, não existe nenhum medicamento específico que trate diretamente a infecção do novo coronavírus no nosso corpo.

Medidas preventivas para diminuir o contágio

A principal forma de contagio do  vírus respiratórios é pelo contato com uma pessoa infectada que transmite o vírus por meio de tosse, espirros e gotículas de saliva ou coriza, por isso a uma grande importância da prática da higiene frequente, como realizar lavagem das mão com sabonete e álcool em gel, cobrir a boca e o nariz quando tossir ou espirrar, utilizar lenço descartável para higiene nasal, além de desinfectar objetos e superfícies tocados diariamente.

Além disso, evitar o contato próximo com pessoas, não compartilhar objetos pessoais e ficar em casa como forma de isolamento social são as maneira mais adaptadas para se proteger do contagio com o novo vírus.

Contágio

A principal forma de disseminação do coronavírus é de pessoa para pessoa, o indivíduo pode ser contaminado através do ar ou pelo contato pessoal com gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro ou até mesmo com o toque.

Além disso, é importante se atentar ao contato com objetos ou superfícies contaminadas seguido do contato com a boca, nariz ou olhos.

Principais pontos interrogados

Há uma ampla esfera de desconhecimento e dúvida ao redor do novo coronavírus, devido ao seu recente aparecimento.

Não temos estudos suficientes para que saibamos tudo sobre ele. Pontos como a mortalidade, letalidade (que pode estar vinculada com os grupos de risco), a infectividade (será que é tanto quanto o vírus do sarampo, que pode chegar a 12 pessoas?), a transmissibilidade (que pode variar de acordo com o cenário climático do país).

A suscetibilidade é geral, ninguém tem imunidade ainda a este vírus, e por conta disso, passos relacionados ao tratamento se tornam mais demorados.

O seu quadro clínico é espectral, pode ir de leves gripes até pneumonias graves, dificulta muito o diferenciamento com as influenzas.

As alterações radiológicas são bastante variadas: podem ser bilaterais, variados, condensações, infiltrados, vidro fosco e até mesmo árvore em brotamento é percebido.

Confira o vídeo:

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