Urgência e Emergência

Sepse: um desafio no atendimento médico de emergência

Sepse: um desafio no atendimento médico de emergência

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Sanar Pós Graduação

3 min há 69 dias

Sepse é a causa primária de morte secundária à infecção, especialmente se não reconhecida e tratada precocemente. Por isso, configura-se como um desafio no atendimento médico de emergência.

Definição

Sepse é uma disfunção orgânica (caracterizada por SOFA ≥ 2) potencialmente fatal, causada por uma resposta imune desregulada do hospedeiro a uma infecção.

Choque séptico é definido como sepse associada por profundas anormalidades circulatórias e celulares/metabólicas capazes de aumentar a mortalidade substancialmente. Ou seja: sepse combinada a hipotensão que persiste após ressuscitação com fluidos e que necessita de drogas vasopressoras ou na presença de hiperlactemia após reanimação volêmica adequada.

Epidemiologia da sepse

Apesar da mortalidade global da sepse apresentar redução nos últimos 20 anos, devido a melhoria no atendimento na emergência, a incidência da síndrome aumenta, o que justifica a elevação do número de mortes ao longo dos anos.

Não deixe de ler sobre a fisiopatologia da sepse, diagnóstico e conduta da sepse, sepse neonatal ou sobre choque séptico. Você também pode ver aqui o CID-10 da Sepse ou ter uma visão geral da sepse.

Alguns fatores contribuem para essa tendência, como o aumento da população e da expectativa de vida, aumentando a população suscetível de pessoas com idade avançada, doenças crônicas e imunossuprimidos.

A sepse é a principal causa de morte em UTIs não cardiológicas. No Brasil, um estudo de prevalência realizado em 230 UTIs brasileiras selecionadas aleatoriamente, demonstrou que cerca de 30% dos pacientes internados nessas unidades são por sepse grave ou choque séptico. Estes dados demonstraram um aumento progressivo do número de casos de sepse nas UTIs Brasileiras, de 19,4% do total de internações em 2010 para 25,2% em 2016, além de queda estável e constante na mortalidade.

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Referências:

Taniguchi LU, Bierrenbach A, et. al. Sepsis-related deaths in Brazil: an analysis of the national mortality registry from 2002 to 2010. Crit Care. 2014; 5;18(6):608.

Instituto Latino-Americano para Estudos da Sepse. Sepse: um problema de saúde pública / Instituto Latino-Americano para Estudos da Sepse. Brasília: CFM, 2015.

Singer, M., Deutschman, C. S., Seymour, C. W., Shankar-Hari, M., Annane, D., Bauer, M., … Angus, D. C. (2016). The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). Jama, 315(8),801–10. doi:10.1001/jama.2016.0287

Créditos:

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