Psiquiatria

Transtorno de Personalidade Borderline e Autolesão na Adolescência

Transtorno de Personalidade Borderline e Autolesão na Adolescência

Compartilhar

Sanar Pós Graduação

6 min há 182 dias

Personalidade

BIG 5:

  • Neuroticismo (expressão de afetos negativos e impulsividade)
  • Extraversão (expressão de afetos positivos e busca de interação e socialização)
  • Conscienciosidade (adoção de escrúpulos morais, senso de responsabilidade e preocupação com o futuro)
  • Cordialidade (traços que caracterizam afabilidade, tolerância e cooperação)
  • Abertura (facilidade para aceitar novas ideias)

CONHEÇA A PÓS EM MEDICINA DE EMERGÊNCIA DA SANAR!

Transtorno de personalidade

Cluster A – Estranhos/excêntricos (paranoide, esquizoide e esquizotípico) •

Cluster B – Dramáticos, instáveis e lábeis (antissocial, borderline, histriônico e narcisista) •

Cluster C – ansiosos e temerosos (dependente, de esquiva e obsessiva compulsiva)

Transtorno de personalidade Borderline (TPB)

•75% de todos os transtornos mentais tem seu início antes dos 25 anos.

•O pico do início dos sintomas do TPB ocorre entre a puberdade e o início da idade adulta, com prevalência de 3,3% aos 11 anos.

•O diagnóstico de TPB na adolescência tem validade e confiabilidade semelhantes ao diagnóstico no adulto.

“Para que um transtorno da personalidade seja diagnosticado em um indivíduo com menos de 18 anos de idade, as características precisam ter estado presentes por pelo menos um ano. A única exceção é o transtorno da personalidade antissocial, que não pode ser diagnosticado em indivíduos com menos de 18 anos.”

American Psychiatric Association

Quadro clínico do Transtorno de Personalidade Borderline

Relacionamento interpessoal:

  • Relacionamentos intensos e instáveis: visão dicotômica entre a idealização e a desvalorização;
  • Sensação de vazio crônico: inabilidade de se auto acalmar ou de ver o outro como uma fonte estável de segurança;
  • Comportamentos autodestrutivos;
  • Medo crônico do abandono/intolerância a solidão: padrão de apego inseguro;
  • Impulsividade.

Instabilidade afetiva:

  • Grande intensidade, labilidade e amplitude, geralmente desencadeada por situações sociais;
  • Raiva é uma emoção bastante presente e é uma emoção secundária.

Impulsividade:

  • Geralmente comportamentos auto destrutivos: automutilação, uso de substâncias, compulsão alimentar etc.;
  • Comum trocar um comportamento impulsivo por outro;
  • Suicídio e automutilação: comportamento suicida, ameaças, automutilação recorrentes é uma das principais marcas da doença.

Distúrbios da identidade:

  • Varia em um espectro que compreende desde a sensação de que as atitudes, hábitos, valores são muito inconstantes até sensação de ausência de identidade.

Teste de realidade:

  • Alterações de natureza transitória, ocorrem mais sob estresse: despersonalização, desrealização, alucinações, auto referência etc.

A piora psicopatológica do quadro ocorre geralmente após estressor interpessoal (Hipersensibilidade interpessoal).

CONHEÇA A PÓS EM PSIQUIATRIA DA SANAR!

Qual é a principal motivação para autolesão?

  • Sentir dor física para superar dor emocional
  • Punir-se por ser mau
  • Controlar emoções/sentimentos
  • Exercer controle
  • Expressar raiva
  • Para sentir/superar anestesia emocional

Autolesão não suicida (ALNS)

“É qualquer comportamento intencional envolvendo agressão direta ao próprio corpo sem intenção consciente de suicídio”

ALNS na adolescência está associado a persistência de ALNS na vida adulta, principalmente no sexo feminino.

Mesmo quando o comportamento é remitido, ainda persistem consequências psicológicas, interpessoais e clínicas.

Jovens que têm muitos altos e baixos emocionais ou que apresentam algum problema de saúde mental são mais vulneráveis a adotarem a prática por influência.

Diferenciação entre ALNS e TPB

ALNS está associada a: Ideação suicida; Tentativa de suicídio; Desregulação emocional e solidão.

Quando desconfiar da autolesão?

Uso de roupas longas, pulseiras, introspecção, explicação de causas de lesões que não são justificáveis (por exemplo: algum animal arranhou, bateu em algum lugar sem querer).

O que fazer X o que não fazer

Tratamento para autolesão

Medicação

  • Tratar comorbidades;
  • Reduzir impulsividade.

Psicoterapia

  • Desenvolver estratégias para lidar com situações que geram as angústias.

SE QUISER SE APROFUNDAR MAIS EM TRANSTORNOS DA PERSONALIDADE, CONHEÇA A PÓS EM MEDICINA DA SANAR!

Posts relacionados:

Compartilhe com seus amigos:
Política de Privacidade. © Copyright, Todos os direitos reservados.