Cirurgia do trauma

Resumo: ABCDE do Trauma

Resumo: ABCDE do Trauma

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Carreira Médica

4 min há 516 dias
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  1. INTRODUÇÃO

O trauma configura uma das principais causas de mortalidade, geralmente decorrente de acidentes automobilísticos e tentativas de homicídios. A maioria dessas mortes ocorrem no atendimento pré-hospitalar. Por isso é fundamental treinamento para prestar socorro de forma adequada e minimizar as possíveis complicações.

2. AVALIAÇÃO INICIAL

Antes de qualquer coisa, é necessário avaliar a cena para afastar possíveis causas de risco. A segurança do socorrista e da equipe deve ser preservada. Deve-se sinalizar a rodovia da cena, afastar possíveis fios de alta tensão. Após garantir a segurança da cena, toda a equipe deve estar devidamente paramentada, e só então, aproximar-se para manejo do paciente.

A sistematização do atendimento é feita seguindo os passos da avaliação primária: o ABCDE. Cada letra corresponde à um sistema, em ordem do que causa morte do paciente mais rapidamente.

A – VIAS AÉREAS E COLUNA CERVICAL

Antes de começar a avaliação, devemos estabilizar a cervical do paciente com suspeita de trauma com alta energia cinética (acidades automobilísticos, quedas de grandes alturas, etc) em que há risco de lesão de coluna.

https://slideplayer.com.br/slide/1625462/

Após essa etapa devemos nos apresentar ao paciente e fazer alguma pergunta. Caso o paciente responda, já consideramos que as vias aéreas estão pérvias. Em caso de ausência de respostas devemos realizar as manobras Jaw-Thrust (projeção da mandíbula) e Chin Lift (elevação do mento) para avaliar presença de corpo estranho.

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Após analisar a via aérea com as manobras acima, devemos usar a cânula de Guedel (ou cânula orofaríngea) para manter a via aérea pérvia.

http://bombeiroswaldo.blogspot.com/2012/04/canula-de-guedel-orolaringea.html

OBS: em alguns casos também pode ser feito ventilação com bolsa-vávula-máscara (AMBU) ou máscara de O2 não reinalante.

Por fim, antes de passar o colar cervical, devemos avaliar o pescoço através da inspeção e palpação para afastar pneumotórax hipertensivo:

  • Traqueia centralizada;
  • Lesões;
  • Enfisema subcutâneo;
  • Estase de jugular;
  • Dor a palpação cervical.

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B – RESPIRAÇÃO

Nessa etapa devemos realizar inspeção, palpação, ausculta e percussão.

C – CIRCULAÇÃO

Nessa etapa devemos identificar choque e manter a circulação avaliando 4 parâmetros: pele, pulso, perfusão e hemorragias (sangramentos externos). Identificar principais locais de sangramento: tórax, pelve, abdome e ossos longos. Em caso de sangramento externo devemos imediatamente pará-lo com compressão direta.

Para avaliar sangramentos abdominais é utilizado o USG FAST observando a janela subxifóide, hepatorrenal, esplenorrenal e pélvica.

Em caso de identificação de choque devemos realizar reposição volêmica por meio de dois acesso periféricos calibroso (de 500 em 500 mL) com SF a 0,9%.

D – AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA

A avaliação neurológica é feita através da escala de coma de Glasgow e avaliação das pupilas.

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https://www2.ufjf.br/neurologia/2018/12/11/escala-de-coma-de-glasgow-importancia-e-atualizacao-de-2018/

E – EXPOSIÇÃO

Por fim, devemos expor o paciente (retirar roupas e objetos) para avaliar possíveis fraturas e palpar pulsos.

3. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA

Na avaliação secundária, com o paciente estável, deve ser feito uma história direcionada seguindo o mnemônico:

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Confira o vídeo:

REFERÊNCIAS

Advanced Trauma Life Support (ATLS). 10ª edição. 2018.

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