Internato

Conduta médica no internato: domine tudo o que precisa sobre exames e antibioticoterapia

Conduta médica no internato: domine tudo o que precisa sobre exames e antibioticoterapia

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Conduta médica no internato: tudo o que você precisa saber para iniciar seu estágio!

O internato é um momento único para o estudante de medicina. Nesse novo ciclo, é necessário aplicar todo o conhecimento que aprendeu durante quatro anos, sendo necessário ter habilidade para a condução do paciente.

Contudo, é normal não memorizar todos os dados e informações aprendidas ao longo de 4 anos. Nesse contexto, ter uma boa organização dos conteúdos é fundamental na vida de todo interno. Para te ajudar nesse novo ciclo, a Sanar preparou esse texto com os principais exames e antibióticos que você precisa saber durante o seu internato.

Quais são os principais rodízios do internato?  

O internato consiste em uma das etapas principais do curso de medicina, sendo um estágio curricular obrigatório. É nesta fase da faculdade que o estudante recebe treinamento prático e cotidiano da profissão.

No geral, esses estágios ocorrem em unidades de saúde, entre elas: 

  • Hospitais
  • Ambulatórios
  • Clínicas
  • Unidade de Saúde da família 

O internato acontece sob a forma de rodízios dentro das grandes áreas da medicina. Elas são: 

  • Clínica Médica
  • Cirurgia
  • Ginecologia-Obstetrícia
  • Pediatria
  • Saúde Coletiva
  • Saúde Mental.

Assim, durante o internato os estudantes passam por cada grande área por um período de tempo, aprendendo na prática sobre as principais patologias e rotina médica.

Principais exames laboratoriais e quando solicitá-los

Os exames laboratoriais são importantes pois fornecem informações que podem ser utilizadas para fins de diagnóstico, prognóstico e preventivo de inúmeras doenças. Além disso, é por meio desses exames que é possível fazer a definição de tratamentos para diversas doenças. 

Conduta médica no internato: quando pedir um exame de urina?

O exame de urina de rotina é um dos procedimentos laboratoriais mais solicitados pelos médicos de praticamente todas as especialidades. Esse exame pode ser realizado em pacientes com as mais variadas queixas ou mesmo para indivíduos assintomáticos, como exame de rotina.

Através desse exame é possível identificar:

  • Infecções do trato urinário
  • Doenças renais 
  • Doenças sistêmicas. 

Quando há alterações no exame de urina é necessário que o médico solicite outros exames complementares para realizar o diagnóstico.

Exame parasitológico de fezes

O exame parasitológico de fezes, comparado com outros métodos, tem diversas vantagens: 

  • Baixo custo 
  • Fácil execução 
  • Não invasivo

Esse exame pode ser realizado para identificar parasitoses intestinais. Essas parasitoses constituem importante problema de saúde pública, visto que no Brasil há uma elevada prevalência dessas doenças.

Além disso, através desse exame também é possível realizar uma pesquisa de sangue oculto nas fezes, sendo recomendada como método de rastreamento do carcinoma colorretal. 

Hemograma

O hemograma é o exame que estuda os componentes celulares do sangue através de uma análise qualitativa e quantitativa. Dessa forma, é possível analisar  três componentes principais do sangue periférico: 

  • Eritrócitos (série vermelha):estuda a contagem de hemácias, dosagem de hemoglobina (Hb), hematócrito (HT) e índices hematimétricos
  • Leucócitos (série branca): é a seção do hemograma que inclui a avaliação dos glóbulos brancos e compreende as contagens global e diferencial dos leucócitos. O valor de referência do total de leucócitos em adultos varia de 4.000 a 11.000/mm3. 
  • Plaquetas: os valores de referência para a contagem de plaquetas são similares em ambos os sexos e independentes da idade, e se situam entre 150.000 a 450.000/mm3. É possível que o paciente tenha uma trombocitopenia ou trombocitose. 

Perfil lipídico e glicêmico

A dislipidemia poderá ser analisada após o perfil lipídico de um paciente. Os lipídios mais importantes são o:

  • Colesterol
  • Fosfolipídios
  • Ácidos graxos 
  • Triglicerídeos

Além disso, é necessário saber fazer uma avaliação do perfil glicêmico pois ele é imprescindível para diagnosticar, prevenir e auxiliar o paciente frente a uma doença com diabetes mellitus. 

Função renal

Os rins são órgãos excretores e reguladores que eliminam o excesso de água e metabólitos do organismo. Além disso, são responsáveis por  controlarem o volume de líquidos corporais, contribuindo para a manutenção da homeostase. 

Através da análise da função renal podemos analisar se a taxa de filtração glomerular de cada paciente está normal. Assim, é possível rastrear doenças como: 

  • Hipertensão arterial sistêmica
  • Doença renal crônica
  • Obstrução urinária

Quais são os principais exames de imagem e quando devo solicitá-los?

Os exames de imagem são responsáveis pelo diagnóstico e tratamento de numerosas condições médicas em crianças e adultos. Existem muitos tipos de procedimentos de imagiologia médica, cada um deles utiliza diferentes tecnologias e técnicas. Além disso, os  exames são solicitados de acordo com a suspeita diagnóstica. 

Ultrassonografia

As imagens na USG do corpo são obtidas por meio da reflexão ou do espalhamento de um feixe sonoro pulsado de alta frequência (tipicamente de 1 a 15 MHz), que é enviado de um transdutormóvel para interrogar o corpo.

 A ultrassonografia é um exame que possui método simples, rápido, prático e relativamente barato. No geral, a USG é também solicitada como exame de rotina por especialidades como a clínica médica. 

Tomografia computadorizada

A tomografia é um exame não invasivo.Através desse exame é possível realizar o diagnóstico de doenças, como: 

  • Acidentes vasculares cerebrais (AVC)
  • Embolia pulmonar
  • Pneumonia
  • Aneurismas
  • Edema cerebral
  • Derrame pleural
  • Fraturas

Além de serem importantes por conseguirem fornecer informações detalhadas para diagnosticar e planejar o tratamento, através desse exame também é possível eliminar a necessidade de uma cirurgia exploratória.

Ressonância magnética

No geral, a RM é solicitada em situações em que é necessário avaliar com mais precisão e detalhamento alguma região do corpo. 

Dessa forma, é possível observar com precisão através da RM alguma lesão do tecido.

O que preciso saber sobre antibióticos?

Os fármacos antimicrobianos são substâncias químicas de origem natural ou sintética que suprimem o crescimento ou promovem a destruição de microrganismos como: 

  • Bactérias
  • Fungos
  • Helmintos
  • Protozoários
  • Vírus

Contudo, o uso errado dos antimicrobianos em pacientes é responsável pelo desenvolvimento de resistência microbiana.

Classificação dos antimicrobianos 

Para saber selecionar o fármaco no tratamento de uma infecção, é necessário que o médico avalie vários fatores dos microrganismos, hospedeiro e relacionados ao próprio fármaco. Dessa forma, para identificar o microrganismo, é necessário identificar, sempre que possível, a microscopia óptica associada à coloração de gram ou por cultura direta. 

Por meio da cultura é possível determinar a quais agentes farmacológicos o microrganismo é suscetível.

Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIAS, 2012. 

Conduta médica no internato: como escolher o melhor antibiótico para o meu paciente? 

Antes de prescrever um antibiótico, é necessário que o médico tenha em mente os seguintes questionamentos: 

  • É indicado o uso de antibiótico? 
  • Foi obtido material para exame laboratorial e cultura? 
  • Quais são as bactérias mais prováveis no caso em questão? 
  • Se houver diversos antibióticos disponíveis, qual o melhor? 
  • A associação de antibióticos é adequada?

Através desses questionamentos o médico consegue escolher de forma adequada o antibiótico para o seu paciente. Dessa forma, é importante sempre estar atento a essas indicações.

Referência bibliográfica

  • SANTOS, C. O. H.; AMARAL, WN do. A história da ultrassonografia no Brasil. Brasil: Sociedade Brasileira de Ultrassonografia (SBUS), 2012.
  • Waller, Derek G. Sampson, Anthony P. Farmacologia médica e terapêutica. 5. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
  • Gomez, Rosane. Torres, Iraci L. S. Farmacologia clínica. 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.
  • ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Bulário Eletrônico da Anvisa. Disponível em: Acesso em: Out/2011 

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