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Entenda o que é embolia pulmonar e como ela afeta o organismo

Entenda o que é embolia pulmonar e como ela afeta o organismo

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O tromboembolismo pulmonar (TEP), mais conhecido como embolia pulmonar, traz quadro clínico caracterizado por coágulos de sangue que obstruem vasos sanguíneos do pulmão, impedindo o fluxo de sangue no corpo.

A embolia foi uma das causas pelo agravamento do estado de saúde do ator Paulo Gustavo, que faleceu no dia 04 de maio. Ele estava internado por causa da COVID-19.

Os coágulos normalmente se formam em partes inferiores do corpo, principalmente nas pernas e pélvis. Quando se desprendem, transitam pelo sistema circulatório, prejudicam trocas gasosas e podem se alojar em veias e artérias do pulmão. Por isso, a condição é também conhecida como “infarto pulmonar”.

Neste artigo você encontra mais informações sobre a doença: fatores de risco, como ela afeta o corpo e como é realizado o diagnóstico.

Como se forma a embolia pulmonar

Normalmente, a embolia pulmonar está relacionada a hábitos pouco saudáveis, como tabagismo e sedentarismo. Porém, pode ser formado por outros fatores, como complicações de outras doenças, idade avançada, longo tempo de imobilidade, uso de anticoncepcionais, obesidade ou distúrbios prévios de coagulação sanguínea.

Entre os fatores de maior risco estão:

  • Prévia tromboembolia venosa
  • Infarto do miocárdio recente (<3 meses)
  • Internação recente por insuficiência cardíaca e/ou Fibrilação Atrial (<3 meses)
  • Cirurgia de quadril ou joelho
  • Lesão de medula espinal
  • Fratura de membros inferiores
  • Trauma múltiplo

Já os fatores de risco moderado são:

  • Insuficiência cardíaca aguda
  • Insuficiência respiratória aguda
  • Internação por pneumonia ou infecção urinária
  • AVC com paresia/plegia
  • Cateter venoso central
  • Hemotransfusão
  • Câncer (principalmente metastático)
  • Quimioterapia
  • Puerpério/Uso de contraceptivos orais
  • Cateter venoso central
  • Hemotransfusão
  • Doença inflamatória intestinal

Importante: A mortalidade relacionada à EP é significativamente maior no paciente com câncer.

Embolia pulmonar e COVID-19

Desde o começo da pandemia da COVID-19, os médicos detectaram a pneumonia viral como potencial fator desencadeante de tromboembolismo pulmonar agudo. Muitos pacientes internados com COVID-19 estão em estado pré-trombótico.

A própria ativação imune, e sua resposta de fase aguda, pode resultar em um aumento de fatores de coagulação. Entra pra conta também a hiperreatividade plaquetária, secundária à hipóxia, bem como ativação do sistema complemento. Alguns outros mecanismos já foram propostos, como a ativação de células endoteliais. 

Diagnóstico e tratamento de embolia pulmonar

TEP é uma das emergências mais subdiagnosticadas e é a terceira causa de morte por evento cardiovascular.  Fica atrás apenas do AVC e da Síndrome Coronariana Aguda.

Assim como a Trombose Venosa Profunda (TVP), o TEP é uma doença venosa profunda. Portanto, um dos grandes desafios em casos de embolia pulmonar é RECONHECER sinais e sintomas que indicam TEP.

Normalmente, a suspeita de embolia pulmonar decorre de quadro respiratório agudo, principalmente quando associado a fator de risco para trombose vascular.

Os sintomas mais frequentes são dispneia, tosse, dor pleurítica e hemoptise. Pelo menos 1 sintoma está presente na maioria dos casos. Ao exame físico, é comum taquipneia e taquicardia. Com menos frequência pode ser encontrado febre, cianose, crepitações e sinais de trombose venosa profunda (TVP).

A confirmação do quadro é feita a partir de tomografia ou radiografia do tórax. Com diagnóstico precoce, a cura não deixa sequelas.

O tratamento inicial é feito com a administração de oxigênio e de medicamentos por via venosa que evitam o aumento de coágulos já existentes e a formação de novos coágulos.

Aqui você encontra informações detalhadas sobre como deve ser a conduta de emergência em casos de TEP e qual deve ser a conduta terapêutica.

* Com informações do Ministério da Saúde

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