O tromboembolismo pulmonar (TEP), mais conhecido como embolia pulmonar, traz quadro clínico caracterizado por coágulos de sangue que obstruem vasos sanguíneos do pulmão, impedindo o fluxo de sangue no corpo.
A embolia foi uma das causas pelo agravamento do estado de saúde do ator Paulo Gustavo, que faleceu no dia 04 de maio de 2021. Ele estava internado devido a COVID-19.
Os coágulos normalmente se formam em partes inferiores do corpo, principalmente nas pernas e pélvis. Quando se desprendem, transitam pelo sistema circulatório, prejudicam trocas gasosas e podem se alojar em veias e artérias do pulmão. Por isso, a condição é também conhecida como “infarto pulmonar”.
Neste artigo você encontra mais informações sobre a doença: fatores de risco, como ela afeta o corpo e como é realizado o diagnóstico.
Como se forma a embolia pulmonar?
Normalmente, a embolia pulmonar está relacionada a hábitos pouco saudáveis, como tabagismo e sedentarismo. Porém, pode ser formado por outros fatores, como:
- Complicações de outras doenças
- Idade avançada
- Longo tempo de imobilidade
- Uso de anticoncepcionais
- Obesidade ou distúrbios prévios de coagulação sanguínea.
Fatores de risco grave e moderado
Entre os fatores de risco graves, estão:
- Prévia tromboembolia venosa
- Infarto do miocárdio recente (<3 meses)
- Internação recente por insuficiência cardíaca e/ou Fibrilação Atrial (<3 meses)
- Cirurgia de quadril ou joelho
- Lesão de medula espinal
- Fratura de membros inferiores
- Trauma múltiplo
Já os fatores de risco moderado são:
- Insuficiência cardíaca aguda
- Insuficiência respiratória aguda
- Internação por pneumonia ou infecção urinária
- AVC com paresia/plegia
- Cateter venoso central
- Hemotransfusão
- Câncer (principalmente metastático)
- Quimioterapia
- Puerpério/Uso de contraceptivos orais
- Cateter venoso central
- Hemotransfusão
- Doença inflamatória intestinal
Importante: A mortalidade relacionada à EP é significativamente maior no paciente com câncer.
Embolia pulmonar e COVID-19
Desde o começo da pandemia da COVID-19, os médicos detectaram a pneumonia viral como potencial fator desencadeante de tromboembolismo pulmonar agudo. Muitos pacientes internados com COVID-19 estão em estado pré-trombótico.
A própria ativação imune, e sua resposta de fase aguda, pode resultar em um aumento de fatores de coagulação. Entra pra conta também a hiperreatividade plaquetária, secundária à hipóxia, bem como ativação do sistema complemento. Alguns outros mecanismos já foram propostos, como a ativação de células endoteliais.
Principais sintomas
Normalmente, a suspeita de embolia pulmonar decorre de quadro respiratório agudo, principalmente quando associado a fator de risco para trombose vascular.
Os sintomas mais frequentes são:
- Dispneia
- Tosse
- Dor pleurítica
- Hemoptise
Pelo menos 1 sintoma está presente na maioria dos casos. Ao exame físico, é comum taquipneia e taquicardia. Com menos frequência pode ser encontrado febre, cianose, crepitações e sinais de trombose venosa profunda (TVP).
Diagnóstico e tratamento de embolia pulmonar
O TEP é uma das emergências mais subdiagnosticadas e é a terceira causa de morte por evento cardiovascular. Fica atrás apenas do AVC e da Síndrome Coronariana Aguda.
Assim como a Trombose Venosa Profunda (TVP), o TEP é uma doença venosa profunda. Portanto, um dos grandes desafios em casos de embolia pulmonar é RECONHECER sinais e sintomas que indicam TEP.
A confirmação do quadro é feita a partir de tomografia ou radiografia do tórax. Com diagnóstico precoce, a cura não deixa sequelas.
O tratamento inicial é feito com a administração de oxigênio e de medicamentos por via venosa que evitam o aumento de coágulos já existentes e a formação de novos coágulos.
* Com informações do Ministério da Saúde

