Hematologia

Resumo sobre trombocitopenia (plaquetas baixas) – Sanarflix

Resumo sobre trombocitopenia (plaquetas baixas) – Sanarflix

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SanarFlix

4 min43 days ago

Definição

A trombocitopenia é definida como uma contagem de plaquetas abaixo do limite inferior do normal (isto é, <150000 / microL [150 x 10 9 / L] para adultos). As plaquetas são fragmentos de células presentes no sangue, originárias da fragmentação citoplasmática dos megacariócitos. Após serem liberadas da medula óssea, elas são sequestradas no baço por 24 a 48 horas. 

O clínico se depara com a distinção entre as muitas causas possíveis de trombocitopenia e com a determinação dos riscos de sangramento, trombose e outras complicações potenciais. Os graus podem ser subdivididos em leves (contagem de plaquetas 100.000 a 150.000 / microL), moderada (50.000 a 99.000 / microL) e grave (<50.000 / microL).  

Causas

Em pacientes ambulatoriais assintomáticos com plaquetas baixas, os diagnósticos comuns incluem trombocitopenia imune (PTI), doença hepática acompanhada por cirrose e hipertensão portal, e em outras situações com esplenomegalia concorrente.

Em geral, são trombocitopenias moderadas que raramente trazem problemas, infecção por HIV e síndromes mielodisplásicas. Também podem ocorrer as formas congênitas (às vezes erroneamente diagnosticadas como PTI).

A forma grave com sangramento e certas causas de trombocitopenia são emergências médicas que requerem ação imediata como na púrpura trombocitopênica trombótica (PTT), síndrome hemolítico-urêmica (SHU), microangiopatia trombótica induzida por drogas ou síndrome de falha da medula óssea com pancitopenia grave.  

Muitas drogas podem ser responsabilizadas pela baixa de plaquetas, embora raramente produzam estas alterações, como já descrito com diuréticos tiazídicos, etanol ou estrogênios. Além das já citadas, a heparina, os sais de ouro e a quinidina provocam frequentemente trombocitopenia e há uma relação temporal da droga com a ocorrência do quadro. 

Quadro clínico da trombocitopenia  

A principal manifestação é o sangramento, que pode se manifestar por história de sangramento, petéquias, equimoses, epistaxe, sangramento gengival, hematêmese, melena ou sangramento menstrual intenso.  

O  sangramento grave como risco de choque hipovolêmico é uma preocupação em pacientes com trombocitopenia grave, entretanto, a correlação entre a contagem de plaquetas e o risco de sangramento é incerta. Os preditores clínicos de sangramento incluem episódios de sangramento anteriores e a presença de púrpura nas membranas mucosas. 

Geralmente, contagens plaquetárias superiores a 50.000/ mm não são acompanhadas de sangramentos, que são apenas esperados com contagens inferiores a 20.000/mm, especialmente grave abaixo de 10.000 / microL.

O sangramento cirúrgico geralmente pode ser uma preocupação com contagens de plaquetas <50.000/microL, no entanto alguns procedimentos menos invasivos podem ser realizados com valores menores. 

Diagnóstico da trombocitopenia 

A história deve se concentrar em contagens de plaquetas anteriores, história familiar, passado de sangramento e uso de medicamentos que podem causar o quadro.

O exame físico deve avaliar presença de sangramento, linfadenopatia, hepatoesplenomegalia, trombose e envolvimento de órgãos.

Nenhum teste laboratorial adicional além do hemograma completo e esfregaço de sangue periférico é absolutamente necessário em um paciente com trombocitopenia isolada. 

A consulta com um hematologista é apropriada para confirmar um novo diagnóstico ou se a causa da baixa plaquetária não for clara.

O mielograma não é necessário em todos os pacientes com trombocitopenia, mas pode ser útil em alguns pacientes se a causa do problema não for clara ou se houver suspeita de um distúrbio hematológico primário.

Manejo

Existem alguns princípios gerais de manejo que se aplicam a todos os pacientes, independentemente da causa, e para os quais podem surgir dúvidas antes que o diagnóstico seja estabelecido como restrição de atividades esportivas de impacto quando plaquetas abaixo de 50.000/microL e descontinuação de medicações anticoagulantes e antiagregantes plaquetários quando o risco de sangramento for maior que a de trombose, além da suspensão de AINEs não seletivos. 

As transfusões de concentrados plaquetários não devem ser baseadas apenas nos exames. No entanto, o tratamento urgente de sangramento crítico no cenário da forma grave requer transfusão de plaquetas imediata, independentemente da causa subjacente.

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