CREMESP: mais de 40% sofrem assédio moral na residência médica

A jornada de residência médica não se encerra com a aprovação. Após anos de preparação, dedicação e estudos, o médico residente aprende na prática a especialidade que escolheu. Mas essa etapa, que muitos estudantes de Medicina sonham todos os anos, pode esbarrar em muitas dificuldades fora do âmbito profissional. Para muitos e muitas, o assédio moral no ambiente de trabalho ainda é uma realidade. E dentro e fora da Medicina, essa prática de abuso e pressão dos profissionais precisa ser discutida e, principalmente, combatida. De acordo com o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP), divulgado pelo jornal da Record, quase 42% dos médicos residentes afirmam ter sofrido assédio. Além disso, nos últimos três anos, o Cremesp recebeu 12 denúncias de situações abusivas entre colegas e até chefes. O assédio nas residências médicas pode se esconder atrás de diferenças na hierarquia, tempo de experiência, idade e até mesmo críticas a características físicas e psicológicas do residente. Muitas vezes, a vítima não percebe no momento que está sendo assediada. Por isso, é importante aprender a identificar sinais e evidências para agir nessas situações. Assédio na residência médica: o que dizem os estudos Nos últimos anos, diversos estudos e pesquisas têm se debruçado sobre o tema do assédio moral nas residências médicas. O objetivo é identificar, apontar padrões e diferenças do assédio moral contra residentes. Em 2012, no artigo “Assédio Moral nas Residências Médica e Não Médica de um Hospital de Ensino“, os autores constataram que 41,9% dos entrevistados já haviam sofrido assédio. O artigo foi divulgado na Revista Brasileira de Educação Médica. A pesquisa, com 105 residentes, mostrou que o assédio é mais

Sanar

4 min há 12 dias

Maratona Prova Prática OSCE – Por onde começar? | Colunistas

Introdução Grandes instituições utilizam a prova prática no modelo OSCE em seus processos seletivos, para citar algumas: USP, Albert Eistein, UNICAMP, UNIFESP, UFG, UnB, Sirio-Libanês, REVALIDA-INEP, etc.  Portanto, se alguma destas está na sua “wish-list” é indispensável conhecer melhor o funcionamento do processo e como se preparar para ele. Infelizmente são poucas as fontes de informação sobre esse tipo de prova o que pode gerar muita confusão e mais ansiedade sobre como proceder ou de onde estudar. O objetivo dessa serie de textos é te informar um pouco mais sobre o assunto pra você se apresentar confiante na sua segunda fase. Pra inicio de conversa vamos entender o que é uma prova no estilo OSCE. Do inglês, Objective, Structured, Physical Examination, o Exame Clínico Objetivo Estruturado nada mais é do que um modelo de prova que simula uma situação da prática médica como forma de avaliar as capacidades do participante para além da resolução de perguntas teóricas. Avalia a habilidade do candidato no contato com a prática clínica, por isso simula consultas, atendimentos iniciais, realização de procedimentos, etc. Não entendeu muito bem? Sem problemas, continue lendo esse texto e vamos ver na prática como funciona a sua dinâmica. Como é aplicada? Bom, vamos lá. A prova OSCE é composta de estações que estão divididas por especialidades: Pediatria, Clínica Médica, Ginecologia e Obstetrícia, Cirurgia e Medicina Preventiva. O numero de estações e especialidades pode variar de uma instituição à outra, sendo que a duração é de aproximadamente 5-10 minutos para cada estação. A dinâmica de aplicação é a seguinte: Os participantes são posicionados na entrada de suas respectivas estações e devem aguardar um sinal sonoro para entrar

Raquel Mello

5 min há 78 dias

COVID-19 e residência médica: como a pandemia transformou a atuação de residentes

A pandemia transformou e impactou de forma profunda a atuação de profissionais de saúde, e os médicos residentes não foram exceção. Pelo contrário: a relação entre COVID-19 e residência médica foi intensa e atingiu as mais diversas especialidades, de maneiras variadas. Enquanto algumas áreas foram prejudicadas pela suspensão de cirurgias e atendimentos, outras precisaram se dedicar exclusivamente para pacientes com COVID-19 e não paralisaram suas atividades. Leia também: Como a COVID-19 foi cobrada nas provas de residência médica 2020-2021? Para entender mais sobre o impacto do novo coronavírus nos programas de especialização e como COVID-19 e residência médica se relacionam ao longo deste 1 ano de pandemia, a Sanar Residência Médica conversou com a Profa. Vera Koch, responsável pela Residência Médica na FMUSP, e com Dr. Vinicius Miolla, presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes e R2 de Geriatria no Hospital São Lucas da PUCRS. A residência médica antes da COVID-19 Os programas de residência médica viviam o seu normal, com cada profissional atuando em sua especialidade e de acordo com a matriz de competências da CNRM (Comissão Nacional de Residência Médica), afirma Vinicius Miolla. “A COVID-19 transformou a residência médica, pois praticamente todos os residentes tiveram que participar de atendimentos em plantões de UTI, de emergência ou na cobertura em setores de enfermaria. Mesmo especialidades que não têm envolvimento clínico com COVID (oftalmologia e otorrinolaringologia, por exemplo), tiveram que ajudar de alguma forma por causa da alta demanda de pacientes”, diz. Para mais conteúdos sobre Medicina: Inscreva-se na Sanar Newsletter Participe do canal Sanar Medicina no Telegram Inscreva-se no YouTube da Sanar Siga

Sanar Residência Médica

5 min há 94 dias

Como escolher a sua especialidade? | Colunistas

Você porventura já se pegou em dúvida entre cirurgia e clínica médica? Essa é uma pedra de tropeço na vida de muitos estudantes de medicina. Durante toda nossa vida, somos condicionados a realizar escolhas, algumas mais simples, outras mais complexas; o tempo vai passando, e a complexidade das escolhas vão aumentando gradativamente. Vejo na adolescência o momento de uma das grandes escolhas da vida. Principalmente quando estamos no terceiro ano do ensino médio, pois a maioria de nós ouve aquela clássica pergunta: “vai fazer vestibular para quê?”. Não sei quanto a vocês, mas, apesar de na maior parte da vida ter pensado em ser médico, quando cheguei no meu último ano de colégio me vi perguntando se era isso que eu realmente deveria fazer. Algumas pessoas me estimularam, outras fizeram o contrário. Eu gostava de muitas coisas, mas via na medicina não somente um sonho, uma profissão, mas um estilo de vida que nos mais diversos aspectos se adequava ao que sonhava. Mal ingressamos na universidade e a família e pessoas ao redor passam automaticamente de um tapinha nas costas e um “parabéns” para as impertinentes perguntas sobre qual especialidade iremos escolher. Apesar de ter noção de algumas especialidades, não fazia ideia do que eu seria no futuro e estava aberto a experimentar de um tudo para depois decidir. Mas a velha pergunta volta e meia se repetia por parte de colegas e até mesmo pacientes, ecoando com maior frequência no sexto ano da faculdade. Na minha cabeça aquele seria o ano, sim, pois estava tão perto de receber meu CRM e fazendo os preparativos para a formatura. Minha mente divagava entre ser aprovado no internato de cirurgia (o terror de muitos na minha faculdade), estudar para a prova de residência e, o mais

Cleison Brito

6 min há 113 dias

Minha experiência no Internato em Atenção Secundária à Saúde | Colunistas

Muitas especialidades médicas, contato com diversos especialistas e diversas formas diferentes de atendimentos e cuidado, hoje eu trago para você um pouco da minha experiência no internato em atenção secundária à saúde. A atenção secundária é formada por serviços especializados, em nível ambulatorial e, em alguns casos, hospitalar. Caracteriza-se por ser de média complexidade, com médicos especializados, serviços de apoio diagnóstico e terapêutico e atendimento de urgência e emergência (ERDMANN et al, 2013), sendo muito importante para ter o contato com o seguimento dos pacientes. Quando estamos na atenção primária, encaminhamos os pacientes para as especialidades, e eles seguem para as consultas com os especialistas na secundária, por esse motivo, um encaminhamento bem escrito, com detalhes sobre a condição do paciente é tão importante. Oportunidade de conhecer outras especialidades Além disso, é um ótimo momento para conhecer especialidades pouco vistas nos anos anteriores da faculdade e, quem sabe, se interessar por alguma delas, pois, na nossa formação, quanto mais contatos melhor. Não é incomum mudar de ideia sobre a especialidade nos dois últimos anos e, muitas vezes, você ainda nem escolheu uma especialidade. Em geral, é no internato que decidimos de verdade o que vamos escolher de residência. Muitas coisas são boas e valem a pena o destaque, como exemplos, o contato com as inúmeras especialidades diferentes, os encaminhamentos, as várias formas de atendimentos diferentes que vemos, algumas mais direcionadas e outras mais abrangentes, casos onde podemos realizar o atendimento completo e, em certas ocasiões, precisamos acompanhar o especialista. Cada dia você tem uma experiência diferente com o estágio. Aprendemos como abordar muitas queixas e, de todas essas partes, a minha preferida: vemos como as coisas podem ter ligação entre

Thays Davanço

4 min há 135 dias

Quiz: 7 questões de provas de residência médica para você testar seus conhecimentos

Preparar-se para as provas de residência médica é muito importante para conseguir aprovação nos melhores programas do Brasil. Além de ler conteúdos sobre especialidades e outros temas relacionados, é muito importante fazer questões de prova para simular o seu desempenho na avaliação. Leia também: O que é verdadeiro ou falso neste quiz sobre Residência Médica? Por isso, separamos para você 7 questões de provas de residência médica de algumas das principais avaliações do país. Neste quiz, leia atentamente cada pergunta, escolha a alternativa que acha correta e, ao final, veja o resultado com comentários dos professores da Sanar Residência Médica. Não se esqueça de compartilhar esse conteúdo com seus amigos e colegas para que todos possam testar seus conhecimentos sobre questões de provas de residência. São questões de provas como USP, UNICAMP, UFSC e SUS-SP, que podem variar entre os níveis fácil, intermediário e difícil. E para se preparar com qualidade para a prova de residência, faça o Extensivo Acelerado R1 2021, curso da Sanar Residência Médica que conta com um cronograma de estudos para te preparar a tempo para qualquer prova de residência deste ano! (function(q,u,i,z,r){z=q.createElement(u),r=q.getElementsByTagName(u)[0];z.async=1;z.src=i;r.parentNode.insertBefore(z,r);})(document,'script','https://pt.quizur.com/js/embedder.js');

Sanar Residência Médica

1 min há 140 dias
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