Tudo o que você precisa saber sobre a rotina da residência médica em cada especialidade

Conhecer a rotina da residência médica é fundamental para quem está em busca da especialidade ideal na carreira. Afinal, você sabe como funciona, por dentro, a atuação na especialidade que você está pensando em fazer? A Sanar Residência Médica conversou com residentes de várias especialidades para que você saiba como é a rotina da residência médica de fato. Confira abaixo: Rotina da residência médica em Cirurgia Plástica Com atuação em uma especialidade ampla, era de se esperar que a rotina da residência de Cirurgia Plástica fosse intensa e, principalmente, cheia de possibilidades de aprendizado e atuação. Veja o depoimento de Diego Gonzalez, do R3 do Hospital das Clínicas de Salvador. Medicina de Emergência A rotina da residência em Medicina de Emergência, como pode se esperar, é intensa. Além disso, tem o fato de que a especialidade é recente no Brasil. Conversamos com Julia Melo, do 1º ano da residência no Hospital de Pronto-Socorro de Porto Alegre. Patologia Muitos médicos e estudantes de Medicina se interessam em saber um pouco mais da rotina da residência de Patologia, já que é uma área que se tem pouco contato durante a graduação e poucos sabem qual a atuação do patologista. Veja os depoimentos de Bianca Azevedo e Marcelo Luis Pereira, residentes de patologia pela UFBA, e Jamile Barboza, residente na USP de Ribeirão Preto. Pneumologia A rotina da residência de Pneumologia envolve muito aprendizado em áreas de atuação diversas e que estão em expansão. Afinal, a especialidade é dedicada ao estudo de doenças das vias respiratórias (incluindo brônquios, traqueia, pulmões e estruturas relacionadas), cada vez mais comuns com o aumento da poluição. Confira o

Sanar Residência Médica

9 minhá 17 dias

O retrato da residência médica no Brasil, segundo a Demografia Médica 2020

A residência médica no Brasil passou por transformações nos últimos anos. São mais ofertas de vagas, ocupadas por um número cada vez maior de mulheres. Porém, a distribuição dos cursos de residência ainda é desigual. Essas e outras informações são reveladas pela Demografia Médica no Brasil 2020, produzida pela Universidade de São Paulo (USP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM). Leia também: Número de médicos no Brasil dobra, mas distribuição é desafio, mostra estudo O levantamento mostra como a residência médica, instituída no Brasil em 1977 e uma das principais maneiras de formar profissionais, têm mudado. Com base em dados de 2019, a pesquisa traz informações sobre sexo, faixa etária, distribuição conforme o ano de residência médica e, também, as principais especialidades cursadas pelos residentes. A Demografia Médica no Brasil mostra que temos 53.776 médicos cursando a residência médica, em 4.862 programas que são ofertados por 809 instituições credenciadas pelo Ministério da Educação. Veja 5 pontos sobre a residência médica no Brasil, de acordo com a Demografia Médica 2020 Qual o perfil dos residentes médicos no Brasil? O estudo da USP e do CFM mostra que 55% das pessoas que cursavam residência médica no Brasil são mulheres. Além disso, 58,4% tinham idades entre 25 e 29 anos, faixa que conta com maior proporção feminina (61,6% dos residentes dessa faixa etária são mulheres). Esse é um dos símbolos da tendência de feminização da Medicina no Brasil, de acordo com a demografia. Quando olhamos para os residentes que têm entre 30 e 34 anos (que são 30% do total), a maioria é masculina: eles formam 33% dos médicos residentes dessa faixa etária, contra 28,9% de mulheres).

Jonas Carvalho

3 minhá 24 dias

Minha experiência no internato de Reumatologia | Colunistas

A reumatologia é uma das áreas mais intrigantes e ricas da medicina. Sem dúvida, as doenças possuem rica fisiopatologia e imensa possibilidade de manifestações sistêmicas, o que exige um exímio raciocínio clínico para o diagnóstico, bem como o conhecimento aprofundado de várias outras especialidades da Clínica Médica. Ainda assim, muitas vezes, não encontramos explicação completa e detalhada para todas as doenças reumáticas, além de existir uma combinação de múltiplos fatores, como a genética, a exposição ambiental e o funcionamento do sistema imune do indivíduo, que trazem incerteza ao diagnóstico. Para se tornar um reumatologista, é preciso passar por 2 anos na residência de Clínica Médica e 2 anos na residência de Reumatologia. Além disso, outra possibilidade é realizar uma pós-graduação em Reumatologia e realização de prova de título. Há quem recomende apenas o primeiro caminho, pois, na maioria dos casos, os pacientes com doenças reumatológicas exigem extensa revisão semiológica, laboratorial, radiológica e interclínica para se chegar a um diagnóstico definitivo, o que, apenas na residência médica, o médico estará devidamente capacitado. A reumatologia estuda as doenças que acometem o aparelho musculoesquelético e os tecidos colagenosos, como articulações, tendões, ligamentos e vasos sanguíneos. No entanto, é preciso ficar claro que as doenças reumáticas frequentemente simulam diversas condições, como neoplasias, infecções, distúrbios metabólicos, hematológicos ou cardiovasculares. Doenças como lúpus eritematoso sistêmico, fibromialgia, vasculites e sarcoidose, por exemplo, costumam causar sintomas em vários sistemas e levar à extensa busca etiológica que pode demorar anos e gerar gastos exorbitantes, além dos danos físicos e mentais que acarretam. A rotina da especialidade é tipicamente ambulatorial e clínica, isto é, não são realizados procedimentos ou cirurgias. O médico reumatologista também pode atuar como consultor ou assistente hospitalar nas enfermarias ou unidades de tratamento intensivo (UTI), em casos

Welberth Fernandes

3 minhá 27 dias

Água mole em pedra dura: A arte de estudar farmacologia médica | Colunistas

A farmacologia é definida por Rang et al. (2015) como sendo o estudo das ações e efeitos dos fármacos sobre os sistemas biológicos, através de receptores, enzimas ou quaisquer outros meios que interajam com as principais células do corpo humano. Sendo assim, a farmacologia nada mais é do que um modo terapêutico desenvolvido e aprimorado para modular ações fisiológicas, representando, portanto, um grande avanço para a medicina. Desse modo, é possível perceber o porquê de as disciplinas Farmacologia Médica e Fisiologia Humana serem tão interligadas nas graduações da área da saúde. Por ser a base de muitas condutas na prática médica, a disciplina de Farmacologia Médica gera muito temor nos alunos do curso de medicina, na medida que se sentem pressionados no que diz respeito à fixação de todos os incontáveis nomes de fármacos existentes na indústria farmacêutica. Pode-se afirmar que a maior dificuldade relacionada à disciplina é como saber estudar e se organizar num cenário com incontáveis nomes e teorias. Porém, o que pouco se sabe é que existe solução para este desafio e ela está longe de ser uma fórmula mágica, ou algo do tipo. O segredo é insistir. Dificuldades marcantes dentro da disciplina Como já demonstrado, a maior dificuldade dentro do estudo da farmacologia é fixar todos os nomes dos fármacos, já que cada classe medicamentosa possui uma gama de medicamentos, cada um com uma especificidade e espectro de ação diferenciado. Exemplificando, dentro de antibióticos, tem-se a classe dos antibióticos beta-lactâmicos, assim classificados por conta da presença do anel beta-lactâmico. Sabe-se que os beta-lactâmicos são divididos em penicilinas, cefalosporinas, cefamicinas, carbapenêmicos, monobactâmicos dentre outros (BRUNTON et al. 2018). Dentro de cada uma dessas subclassificações, existe uma variedade de medicamentos, cada um com um espectro antimicrobiano diferenciado.

João Pedro Delgado

9 minhá 27 dias

Já ouviu falar na Medicina Baseada em Prova de Residência (MBPR)? | Colunistas

Com certeza não, você não conhece a MBPR, e o motivo é simples: trata-se duma invenção minha. Mas, se você está na medicina como profissional ou estudante, com certeza sabe do que quero falar com essa sigla, que é justamente o fato de como a medicina tem se afastado do paciente, presa cada vez mais presa à necessidade de passar na bendita prova de residência. Você faz medicina? Qual vai ser sua especialidade?             Se você é estudante, já deve ter passado por isso algumas (quiçá muitas) vezes. É muito comum te perguntarem qual vai ser sua especialidade quando sabem que você faz medicina. Posso estar enganado, mas não percebo isso com outras profissões. Nunca vi perguntarem para alguém de enfermagem, fisioterapia ou nutrição sobre especialização, assim como nunca presenciei nenhum dos meus muitos primos estudantes ou formados em Direito tendo que explicar se serão criminalistas ou trabalhistas.  Até a forma de se referir aos profissionais já mostra isso, como é comum a gente lembrar do primo advogado, da prima enfermeira, do irmão dentista, do vizinho anestesista e do tio que é “cárdio” (não apenas médico). A coisa vai tão longe que já vi uma paciente perguntando se psiquiatra era médico, de tanto que a especialidade deixa em segundo plano o contexto geral da profissão. É óbvio que todas as áreas têm especialidades, mas por que em medicina o peso é delas é tão grande?             Tenho algumas hipóteses, a começar pelo crescimento do número de médicos, sobretudo atualmente1. Em mercados de trabalho competitivos, não importa a profissão, ter uma especialidade é ter um diferencial e, no caso da medicina, a especialização dá a chance trabalhar como generalista etambém como especialista. Além disso, especialidade pode representar maior salário e

Clayton Moura

6 minhá 41 dias

Plantão Médico: me formei, e agora? | Colunistas

Lembro daquela sensação de ansiedade pela formatura, por finalmente ter um CRM para chamar de meu, pela procura por plantões de início imediato, da dica mais valiosa dos veteranos, de nunca pegar um plantão em um lugar que você não tem referência de como funciona e, claro, se pagam corretamente. Cumprida todas as etapas, com o melhor jaleco na bolsa e com o carimbo que carregava o peso de tantos anos de dedicação, me precavi ainda mais nos primeiros meses da minha vida profissional, fazendo todos os plantões com uma amiga que se formou comigo. Mesmo quando o plantão tinha vaga apenas para uma pessoa, íamos juntas com a certeza de que ter alguém por perto em quem você confia, ajuda muito. Naquela época, do meu primeiro plantão, os aplicativos de medicina não eram tão disponíveis como hoje, mas para tudo sempre se dava um jeito. Eu tinha uma pasta no celular, com as fotos dos principais resumos e esquemas, tudo ali, preparado e de fácil acesso para os momentos de dúvida (ou desespero). Como se preparar Passada a etapa de preparativos iniciais, a primeira coisa que posso te aconselhar é conhecer o local de trabalho antes do primeiro plantão. Entenda exatamente quais serão suas funções (atender apenas as fichas azuis, verdes e amarelas? Ajudar na sala de emergência se necessário? Resolver intercorrências de outros setores? Fazer avaliações dos pacientes de outras especialidades?). Com certeza, ter uma noção do que você pode fazer nas suas 12 horas de plantão vai te tranquilizar. Descubra existirão outros médicos de plantão no mesmo horário que vocês e, assim que chegar, se apresente para o colega e para equipe da enfermagem, que, com certeza vai te ajudar muito. O que aprendi logo no

Lídia Tatekawa

3 minhá 48 dias
Filtrar conteúdos
Filtrar conteúdos
Áreas
Ciclos da medicina
Política de Privacidade. © Copyright, Todos os direitos reservados.