Anúncio

Resumo de Estadiamento | Ligas

Índice

ÚLTIMA CHANCE | SÓ ATÉ 30/05

Você só tem +2 dias para garantir sua pós em medicina com até 54% DE DESCONTO no aniversário Sanar.

A sua aprovação no ENAMED 2026, com quem dominou a prova em 2025

Introdução

Na oncologia, assim como nas
demais áreas médicas, sabe-se que o profissional obtém informações importantes
a partir da anamnese e do exame físico! A duração dos sintomas revela a
cronicidade da doença; história pregressa e os antecedentes do paciente podem
alertar para a presença de doenças adjacentes; história social indica possíveis
exposições a carcinógenos ou hábitos ( tabagismo, por exemplo); história
familiar pode demonstrar uma predisposição genética e a revisão dos sistemas,
pode apontar a presença de sintomas iniciais de metástase ou síndrome
paraneoplásica.³

Partindo para a confirmação
diagnóstica do câncer, essa deve ser feita com base na biópsia tecidual
invasiva e não deve ser firmada sem uma amostra tecidual. Apesar da aspiração
por agulha fina ser um processo aceitável para alguns casos (por exemplo,
nódulos da tireoide), o diagnóstico depende de uma amostra adequada de tecido
para avaliação histológica do tumor, seu grau e sua invasividade. ³

Após o diagnóstico de câncer
estabelecido, é necessário determinar a extensão da doença. O ideal é que o
tumor seja diagnosticado antes do aparecimento dos sintomas, tenha isso em
mente! Assim, grande parte dos pacientes pode ser curada! Porém, o que ocorre é
a procura por atendimento com apresentação já dos sintomas relacionadas a
doença, causados pelos efeitos expansivos do tumor ou por alterações na
produção tumoral de citocinas. ³ 

E então, entra o conhecido
“estadiamento” do câncer, para avaliar o grau de disseminação da doença²! Essa
classificação permite propor o tratamento mais adequado para cada paciente².
Você sabia que existem dois tipos de estadiamento? O estadiamento clínico e o
patológico? 

Sim ou Não? Se liga nesse resumo
para aprender ou para relembrar!

Estadiamento Clínico

Independentemente
do tipo de tumor maligno, mesmo diante de mais de 100 tipos diferentes, estes
apresentam um comportamento biológico semelhante: crescimento, invasão e
destruição dos órgãos vizinhos com disseminação sistêmica. O tempo para a
ocorrência desses fenômenos depende do ritmo de crescimento tumoral e de
fatores intrínsecos ao hospedeiro. ¹

Nesse sentido, para classificar a
evolução de uma neoplasia maligna, a União Internacional Contra o Câncer
preconizou o sistema de estadiamento mais utilizado denominado Sistema TNM de
Classificação dos Tumores Malignos². 

Este tem como base a avaliação da
dimensão do tumor primário (letra T), a extensão de sua disseminação para os
linfonodos regionais (letra N) e a presença, ou não, de metástases (letra M)
¹. 

Cada categoria do estadiamento
clínico apresenta diversas subcategorias: para o tumor primitivo, vão de T1 a
T4; para o acometimento linfático, de N0 a N3 (importante lembrar que nem todos
os tumores preenchem obrigatoriamente as categorias T ou N !!!); e para as
metástases, de M0 a M1.¹

A combinação dessas subcategorias
(letras e números) determina os estádios clínicos, que variam de I a IV ¹.

De forma geral:

0- Carcinoma “in situ” (TisN0M0);

I- Invasão local inicial;

II- Tumor primário limitado ou
invasão linfática regional mínima;

III- Tumor local extenso ou
invasão linfática regional extensa;

IV- Tumor localmente avançado ou
presença de metástases¹.

Importante saber que
além do TNM da UICC, grupos de estudos desenvolvem sistemas próprios de
estadiamento para tumores específicos. Uma das importantes contribuições foi da
Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) no estadiamento dos
tumores da genitália feminina¹. 

Estadiamento Patológico

Esse estadiamento se
baseia nos achados cirúrgicos e no exame anatomopatológico da peça operatória!
Determina com maior precisão a extensão do câncer, podendo ou não condizer com
o estadiamento clínico. Para alguns tumores como o de pele e ovário, é o único
estadiamento possível. A diferença na grafia é o acréscimo da letra p
minúscula- exemplo: pT1pN1pM0¹.

Outros Símbolos     

Esses
símbolos têm uso e aceitação restritos:

  • x: casos em que o tumor primário, linfonodos regionais ou metástases não possam ser avaliados pelo exame físico ou exames complementares. Grafado em letra minúscula após o T, N ou M. 
  • y: estadiamento feito durante ou após o tratamento. Grafado em letra minúscula antes do TNM ou pTNM. 
  • r: casos de recidiva tumoral. Grafado com letra minúscula antes do TNM ou pTNM. 
  • R: ausência ou presença de tumor residual ao término do tratamento.
  • Rx: presença do tumor residual não pode ser avaliada
  • R0: ausência de tumor residual
  • R1: tumor residual microscópico
  • R2: tumor residual macroscópico¹

Mas afinal, por que o
estadiamento é importante?

Avaliar a
extensão e identificação dos órgãos acometidos é fundamental:

  1. Identificar o comportamento biológico do tumor;
  2. Selecionar o melhor tratamento;
  3. Predizer complicações;
  4. Estimar prognóstico;
  5. Avaliar o tratamento. ¹

Fique atento!

O estadiamento é essencial, porém
deve-se avaliar também a condição funcional do doente (performance status ou
capacidade funcional). Diante de um comprometimento do doente, deve-se determinar
se é devida à repercussão do câncer no organismo, anterior à neoplasia,
derivada do tratamento ou devida a outra doença simultânea¹.

Capacidade Funcional do
Doente (PS): 

– Zubrod 0, Karnofsky
100-90: Doente assintomático ou com sintomas mínimos.

– Zubrod 1, Karnofsky
89-70: Doente sintomático, mas com capacidade para o comparecimento
ambulatorial. 

– Zubrod 2, Karnofsky
69-50: Doente permanece no leito menos da metade do dia. 

– Zubrod 3, Karnofsky
49-30: Doente permanece no leito mais da metade do dia. 

– Zubrod 4, Karnofsky
29-10: Doente acamado, necessitando de cuidados constantes.

– Karnofsky < 9:
Doente agônico.

Enfim, para você guerreiro que continuou firme até aqui, é isso por hoje, até a próxima!!

Posts relacionados:

Autores, revisores e orientadores:

  • Autor(a): Rafisah Sekeff Simão Alencar – @rafisahsekeff
  • Revisor(a): Beatriz de Cássia Pinheiro Goulart
  • Orientador(a): Marcos Curcio Angelini

Compartilhe este artigo:

Cursos gratuitos para estudantes de medicina

Anúncio